Renault: como será o inédito SUV cupê nacional derivado do novo Duster

Fabricante confirmou produção local do projeto D1312, que será derivado do novo Dacia Duster, mas terá muitas diferenças para se descolar do irmão
Por Leonardo Felix
05.12.2023 às 11:50
Fabricante confirmou produção local do projeto D1312, que será derivado do novo Dacia Duster, mas terá muitas diferenças para se descolar do irmão

A Renault confirmou, durante evento comemorativo pelos 25 anos de sua fábrica em São José dos Pinhais (PR), o investimento de R$ 2 bilhões para produzir no Brasil um inédito SUV cupê de segmento C, compacto-médio, o mesmo de Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e Volkswagen Taos.

Construído sobre a plataforma CMF-B Low, o modelo será irmão da picape conceito Niagara, embora esta esteja programada para ser produzida na Argentina, a partir de 2025, enquanto o SUV cupê será produzido na fábrica brasileira localizada na Região Metropolitana de Curitiba, a capital do Estado paranaense, também em 2025.

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Quem acompanha a Mobiauto leu em primeira mão, em 8 de novembro deste ano, que a Renault apostaria em um SUV cupê de porte compacto-médio (projeto D1312) derivado do Dacia Duster de terceira geração. Internamente, o projeto é conhecido como C-Neo, em menção ao segmento de atuação (C).

Tanto ele quanto a Niagara (projeto ZH1312) farão parte de uma nova família de produtos compactos-médios da marca, também antecipada com exclusividade por nossa reportagem em fevereiro deste ano, formado ainda por um terceiro produto, um SUV de sete lugares (projeto X1312), a ser lançado em 2026.

Segundo executivos da Renault, o SUV cupê é um projeto “inédito” e fará sua “estreia global” no Brasil, com expectativa de que seja exportado para mais de 20 países. Isso significa que deve receber um nome ainda não utilizado pela fabricante, o que praticamente descarta a chance de ele ser tratado como uma segunda geração do Arkana.

No INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), já há alguns nomes registrados que ainda não pertencem a nenhum produto atual da gama internacional de produtos Renault: Kenium, Nevada e Napurna são exemplos.

O que o projeto D1312 herdará do novo Duster

Apesar de ser um SUV cupê e de ter seu visual substancialmente modificado em relação ao Dacia Duster de terceira geração, recentemente apresentado na Europa, o futuro SUV cupê nacional da Renault herdará dele basicamente toda a estrutura da carroceria, do mesmo modo que o Kardian deriva diretamente do atual Dacia Sandero Stepway.

Isso significa que elementos como underbody, para-brisa, colunas A e B, teto, portas laterais dianteiras, painéis de acabamento interno, bancos, conjuntos de freio, de suspensão e arquitetura elétrica e eletrônica virão do Dacia Duster de terceira geração. Para-choques, faróis, grade, capô, para-lamas e todo o balanço traseiro serão exclusivos.

Conforme contamos em julho deste ano, e confirmamos em outubro, o projeto D1312 se descolará do Duster em proposta e nome por dois motivos. O primeiro é para seguir com a estratégia da marca francesa de se descolar da subsidiária romena de baixo custo, oferecendo produtos com ar mais sofisticado e maior rentabilidade.

O segundo é porque o atual Duster brasileiro, construído sobre a plataforma B0, será renovado em 2024, como linha 2025, e está previsto para seguir na gama pelo menos até 2028, algo que revelamos em primeiríssima mão em abril de 2022.

Motor turbo e (talvez) híbrido

O inédito SUV cupê nacional da Renault terá sob o capô o conhecido motor 1.3 turbo flex quatro-cilindros 16V da família TCe, com injeção direta de combustível. Rende 162 cv de potência com gasolina e 170 cv com etanol, e 27,5 kgfm de torque com qualquer combustível. Pode vir aliado já ao câmbio EDC (automatizado de dupla embreagem) com seis marchas, em preparação para ser eletrificado.

Aliás, dias antes de confirmar o projeto do SUV cupê médio nacional, a Renault já havia anunciado um investimento de R$ 100 milhões através da Horse, sua nova subsidiária de trens de força, para fabricar localmente o motor turbinado de 1,3 litro em São José dos Pinhais, junto do motor 1.0 turbo da mesma família e do 1.6 SCe naturalmente aspirado.

Entretanto, esqueça o uso do motor 1.0 TCe de 125 cv do Kardian no projeto D1312. É pouco para um carro que, lembremos, virá para concorrer com Compass, Corolla Cross e Taos. A grande sacada estará na oferta, talvez em um segundo momento do projeto, de versões híbridas, aliando o motor 1.6 SCe a outro elétrico, formando 145 cv combinados.


 

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