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Yamaha MT-03 2025 evoluiu, mas perdeu a liderança por um detalhe

Divertida de pilotar, com design invocado e agora com conectividade. É o suficiente para se manter no topo? Ao que parece, não
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18.10.2025 às 09:04
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Apresentada na sua linha 2025 há exatamente um ano, em outubro de 2024, a Yamaha MT-03 sempre foi uma das protagonistas no segmento de nakeds de baixa-média cilindrada no Brasil, liderando praticamente sozinha até a chegada da Bajaj Dominar 400, que com uma boa oferta de equipamentos aliado ao preço abaixo do que a japonesa cobra, ganhou a liderança nessa briga que basicamente, trazia a MT-03 e Honda CRF300F Twister, cena que se alterou recentemente com a chegada da nova Bajaj Dominar NS400Z e Royal Enfield Guerrilla 450.

Com visual agressivo, inspirado na família "Master of Torque" e um empolgante motor bicilíndrico, que instiga a acelerar, ela conquistou uma legião de fãs que buscam esportividade e agilidade para o dia a dia, com a dose de diversão aos finais de semana. Para 2025, a marca dos três diapasões promoveu uma sutil atualização, focada em tecnologia e estilo, trazendo como principal novidade a conectividade.

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Sabemos que entre conectividade e um motor mais potente, o público é unânime e bradaria por mais potência. Claro que ter a conectividade não tirou o brilho da naked, afinal a MT-03, mantém a fórmula de sucesso que a consagrou, mas deixa aquela impressão de que a Yamaha poderia ter ousado um pouco mais no modelo, principalmente relacionado ao desempenho, algo que o público esperava.

O design sugere que ela é maior do que realmente é

Carlos Mattos/Mobiauto

Carlos Mattos/Mobiauto

No visual, a MT-03 parece maior do que realmente é. O desenho do tanque, com linhas bem pronunciadas, traz esse ar de grandeza e tornam a MT-03 em uma moto bonita, que realmente chama atenção nas ruas. Com suas luzes diurnas de LED e o farol projetor, característico da linha Yamaha, a motocicleta dá impressão de ser maior e mais cara do que realmente é. Tanto que, em diversos momentos em paradas no semáforo, outros motociclistas me abordavam dizendo que ela estava parecida com a MT-07, que é o modelo exatamente acima.

É bonita e ponto, não há muito o que justificar. A Yamaha acertou em cheio.

Conectividade, era mesmo o que faltava?

Carlos Mattos/Mobiauto

Carlos Mattos/Mobiauto

A principal novidade da Yamaha MT-03 2025 é a introdução da conectividade com smartphones através do aplicativo Y-Connect. Agora, o painel 100% digital, que já era completo com conta giros, velocidade, indicador de marcha, consumo instantâneo e consumo médio, exibe notificações de chamadas e mensagens, além de registrar informações de telemetria da pilotagem.

Uma adição bem-vinda na era da conectividade e que a posiciona ao lado de rivais que já ofereciam tal funcionalidade. Mas não vou negar que esperei por um painel já em TFT ao invés da tela de LCD, isso faria uma grande diferença e a deixaria em um patamar mais alto, como o da Honda CB500F, por exemplo.

O motor segue o mesmo, o que é ótimo. E ruim também!

Por baixo da nova roupagem, a MT-03 2025 mantém o consagrado motor de dois cilindros paralelos, com 321 cm³, DOHC e refrigeração líquida que irão entregar 41,3 cv de potência a 10.750 rpm com torque de 3,0 kgfm a 9.000 rpm. É o famoso motor girador, o que instiga a manter a aceleração mais alta e isso torna a MT-03 divertidíssima.

O câmbio de seis marchas continua preciso e bem escalonado, contribuindo para uma pilotagem divertida e ágil, seja no trânsito urbano ou em estradas sinuosas. A ciclística também não sofreu alterações, mantendo o chassi do tipo diamante, a suspensão dianteira com garfo telescópico invertido de 130 mm de curso e a balança traseira do tipo monocross com 125 mm de curso, um conjunto que garante estabilidade e boa pilotagem.

No uso diário

Carlos Mattos/Mobiauto

Carlos Mattos/Mobiauto

Usei a Yamaha MT-03 no dia a dia, basicamente fazendo tudo o que você, caro leitor, faria e posso te falar? Essa moto é de fato boa de andar.

Me surpreendeu a forma como o piloto vai encaixado na MT-03. O banco é confortável e a posição de pilotagem é esportiva, sem ser cansativa, permitindo que eu rodasse dentro dos possíveis trajetos do meu dia a dia, sem nem sentir a coluna se manifestar com algum tipo de dor.

O motor entrega a esportividade necessária, deixando claro que é de apenas 321 cilindradas, mas com um ronco que de fato chama uma abertura de acelerador apenas para ter a rotação subindo, tanto que este fato, não permitiu que eu alcançasse um consumo baixo de combustível. Minhas médias ficaram ali, beirando os 22 km/l, o que para uma moto dessa cilindrada, não é exatamente um número bom.

A suspensão impressiona, filtra bem o asfalto ruim e entrega segurança nas curvas, permitindo até certos abusos. Os freios são excelentes e seguram a moto nas frenagens mais fortes dando segurança e estabilidade ao piloto.
Rivalidade, o que torna tudo mais legal

A vida da MT-03 estava relativamente fácil, mas a concorrência está mais ofensiva do que nunca, com modelos que se destacam em diferentes aspectos.

A Honda CB300F Twister aposta em um conjunto mais racional. Com seu motor monocilíndrico de 24,7 cv, ela não tem o mesmo fôlego da MT-03, mas conquista pelo menor custo de aquisição e manutenção, além da confiabilidade da marca.

Mas a Bajaj Dominar 400 chegou com um bom pacote de equipamentos de série e preço que a tornaram um excelente custo-benefício. E agora, ainda temos a Dominar NS400Z e a Royal Enfield Guerrilla 450, que além de bons pacotes técnicos, ainda trouxeram algo sensível ao comprador: Preço! Ainda que a MT-03 tenha seus diferenciais, como ser a única da lista com motor bicilíndrico, todas as suas principais concorrentes custam abaixo dos R$ 30 mil.

  • Honda CB300F Twister - R$ 25.637
  • Bajaj Dominar 400 - R$ 26.500
  • Bajaj Dominar NS400Z – R$ R$ 26.900
  • Royal Enfield Guerrilla 450 – R$ 29.950
  • Yamaha MT-03 - R$ 32.990

Mas então? Vale ter a MT-03?

A Yamaha MT-03 2025 segue como uma excelente opção no segmento das nakeds de entrada. Seu design continua atual e agressivo, o motor bicilíndrico é uma fonte de diversão e conectividade deixa ela moderna.

No entanto, a falta de novidades mecânicas pode decepcionar quem esperava um passo a mais da Yamaha para se distanciar da concorrência. A decisão de compra, por óbvio, dependerá do perfil do motociclista. Mas se a busca é por um conjunto equilibrado, com design forte, um motor empolgante e toque de tecnologia, a MT-03 continua sendo uma escolha acertada e uma das melhores do seu nicho. Contudo, para quem prioriza a cavalaria pura ou a tecnologia de ponta, as rivais austríaca e japonesa podem pesar mais na balança. A briga promete ser boa nas ruas e nas lojas. E essa eu quero acompanhar de perto.

Comparativo de Fichas Técnicas:

Modelo Motor Potência Torque Peso

  • Yamaha MT-03 Bicilíndrico, 321 cc 42 cv 3,0 kgfm 169 kg
  • Bajaj Dominar 400 Monocilíndrico, 373,3 cc 40 cv 3,56 kgfm 192 kg
  • Bajaj Dominar NS400Z Monocilíndrico, 373,3 cc 40 cv 3,57 kgfm 174 kg
  • Royal Enfield Guerrilla 450 Monocilíndrico, 452 cc 40 cv 4 kgfm 173 kg
  • Honda CB 300F Twister Monocilíndrico, 293,5 cc 24,7 cv 2,67 kgf.m 140 kg (seco)

Ficha Técnica - Yamaha MT-03 2025

Característica Especificação

Motor: DOHC, 2 cilindros, 4 tempos, refrigeração líquida

Cilindrada: 321 cc

Potência Máxima: 41,3 cv a 10.750 rpm

Torque Máximo: 3,0 kgf.m a 9.000 rpm

Transmissão: 6 velocidades

Suspensão Dianteira: Garfo telescópico invertido, 130 mm de curso

Suspensão Traseira: Balança tipo Monocross, 125 mm de curso

Freios: ABS nas duas rodas, disco de 298 mm (D) e 220 mm (T)

Peso Líquido: 169 kg

Capacidade do Tanque: 14,2 litros

Preço Sugerido: A partir de R$ 32.690 (sem frete)

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