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Triumph e KTM com motor Bajaj? Curiosidade da marca indiana que ninguém te contou

Se você acha que a marca indiana é mais uma aventureira no mercado, essas curiosidades mostram o porquê ela é uma das maiores
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23.12.2025 às 12:10
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A Bajaj chegou ao Brasil em 2022, trazendo uma linha bastante interessante de motocicletas que, como toda recém-chegada, trouxe desconfiança. Mas, por ter uma história sólida em seu país de origem, tornou-se uma marca que hoje desperta desejo.

Aqui na Mobiauto, separamos algumas curiosidades para você conhecer mais sobre essa gigante indiana.

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O início de tudo

Fundada em 1926 em Mumbai, na Índia por Jamnalal Bajaj, a Bajaj inicialmente não produzia veículos, era uma marca focada em diversos interesses, como indústria de algodão e açúcar.

Só em 1945, surgiu a Bajaj Auto e, aí sim, a marca passou a, inicialmente, importar e vender motocicletas e os famosos e comuns riquixás na Índia, passando a ter parcerias com marcas lendárias até o domínio das ruas em mais de 70 países.

Você já pilotou uma Bajaj sem saber

A Bajaj é a terceira maior fabricante de motocicletas do mundo, mas a curiosidade real vai além dos números de vendas. A marca é mestre nas parcerias estratégicas. Se você admira uma KTM de baixa cilindrada como a Duke ou as novas Triumph Speed 400 e Scrambler 400X, saiba que o "DNA" de fabricação dessas máquinas passa pelas mãos e fábricas da Bajaj na Índia.

Sim, a Bajaj é dona de quase 48% da KTM e a mecânica das Triumph de 400 cilindradas tem colaboração ativa da indiana, que também fabrica os modelos.

Parceria com a Vespa e Piaggio

Antes de produzir motos esportivas, a Bajaj era sinônimo de scooters. O modelo Chetak, lançado originalmente nos anos 70, foi baseado na clássica Vespa, por meio do licenciamento da Piaggio e colocou a Índia sobre duas rodas.

Recentemente, a marca deu um "reboot" tecnológico no nome, lançando a Chetak Electric, que agora em 2025 consolidou-se como uma das elétricas mais desejadas da Ásia e começa a dar as caras em planos globais de expansão.

Aliás, o nome Chetak, é uma homenagem ao lendário cavalo do Grande Guerreiro Indiano Maharana Pratap.

Quase tivemos um carro da Bajaj no Brasil

O ULC, era um veículo de baixo custo que foi desenvolvido na Índia para disputar mercado com o Tata Nano. Com a chegada dos veículos chineses e com a Mahindra também dando as caras por aqui no início da década de 2010, a marca, chegou a cogitar a possibilidade de produzir veículos no Brasil a partir de 2011, em parceria com a Renault, o que, ainda bem, não aconteceu.

Especialista em Tuk Tuk

Os riquixás, popularmente conhecidos no Brasil, por Tuk Tuk, aqueles carrinhos de três rodas, é uma especialidade da Bajaj na Índia. São quase 84% das exportações desses simpáticos carrinhos nas mãos da marca. Para se ter uma ideia do número de vendas, entre 2012 e 2013, foram aproximadamente 480 mil riquixás vendidos no país.

Dominar por aqui, Pulsar por lá

Se no Brasil a linha Dominar é a estrela, na Índia o nome sagrado é Pulsar. Lançada em 2001, ela mudou a percepção de que motos de baixa cilindrada precisavam ser "básicas". Ela trouxe o conceito de performance acessível, algo que vemos hoje nos modelos Dominar que circulam em nossas ruas: tecnologia, com o sistema de ignição por tripla vela, o DTS-i, repleta de acessórios, por um preço que desafia a concorrência.

Vale lembrar que já temos um modelo da família Pulsar por aqui, a NS150.

Brasil como mercado estratégico

O ano de 2025 marca um ano histórico para a operação brasileira. A Bajaj não apenas trouxe seus modelos, mas inaugurou sua própria linha de montagem em Manaus, a primeira fora da Índia com esse nível de autonomia. Isso mostra que a marca não veio para ser apenas uma importadora, mas para fincar bandeira no segundo maior mercado de motos do ocidente.

Mais por menos

Além de oferecer motocicletas recheadas de acessórios, coisa que as líderes não entregam aos seus consumidores, a Bajaj detém patentes exclusivas, como o motor com ExhausTEC, um sistema que melhora o torque em baixas rotações apenas através do gerenciamento de ondas de escape. É o tipo de engenharia refinada que muitas vezes passa despercebida, mas que faz a moto ser econômica no trânsito e valente na estrada.

Confiança na marca

A Bajaj completou 3 anos de operações no país no último dia 14 de dezembro e, encerra 2025, com o título de uma das que mais cresce em market share no segmento premium de entrada no Brasil, provando que o motociclista brasileiro está cada vez mais aberto a novas tecnologias vindas do Oriente.

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