MG chega à Argentina com hatch híbrido de quase 200 cv mais barato que o Polo
A centenária marca britânica MG, que desde 2007 pertence à gigante chinesa SAIC, acaba de chegar à Argentina com dois modelos híbridos e dois elétricos, representada pela importadora Eximar, também responsável pela comercialização de veículos da Land Rover e da Volvo no país vizinho.
O modelo mais acessível é o MG 3, um hatch híbrido que combina um motor 1.5 a gasolina de 100 cv e um câmbio automático CVT a um propulsor elétrico de 134 cv, ambos dianteiros, para entregar interessantes 193 cv de potência e 43,3 kgfm de torque combinados.
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Pesando 1.258 kg em ordem de marcha, o MG 3 acelera de 0 a 100 km/h em 8 segundos e tem consumo médio declarado de 22,7 km/l pelo ciclo combinado WLTP.
A carroceria, cujo visual conta com elementos que remetem a modelos da Alfa Romeo, é poucos centímetros maior que a de um Volkswagen Polo, por exemplo. O MG3 mede 4,12 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,50 m de altura e 2,57 m de entre-eixos. O porta-malas tem 293 litros de capacidade.
Divulgação/MG
O pacote de equipamentos de série conta com seis airbags, controles de estabilidade e tração, freios a disco nas quatro rodas com ABS, freio de estacionamento eletrônico, alerta de colisão frontal, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), assistente de manutenção em faixa, frenagem autônoma emergencial, Isofix, monitor de pressão dos pneus, faróis com acendimento automático, retrovisores elétricos com aquecimento, sensor de chuva, painel digital de 7 polegadas, central multimídia de 10,25” com Android Auto e Apple CarPlay, rodas de liga leve de 16”, entre outros.
Divulgação/MG
O MG 3 desembarca no mercado argentino em versão única por US$ 23.500, cerca de 32 milhões de pesos argentinos (ou R$ 127.500 em conversão direta) - mais em conta que as versões automáticas do Polo, que custam entre 35 milhões (R$ 139.400) e 36,8 milhões de pesos (R$ 146.600).
MG ficou pouco tempo no Brasil, mas está prestes a voltar
A MG chegou a vender carros no Brasil entre 2011 e 2013, período em que foi representada no país pela importadora Forest Trade. A empresa ofereceu o hatch MG6 e o sedan MG 550 apostando na relação custo-benefício para brigar com modelos de marcas premium ocidentais. No entanto, os preços pouco competitivos e o fraco apelo da marca no país inviabilizaram o negócio no país.
Porém, a MG deverá retornar ao Brasil até 2026 por meio da SAIC para competir com as compatriotas BYD e GWM com modelos eletrificados.
Por Guilherme Silva
