10 cuidados ao abastecer para garantir sua segurança e fugir de fraudes
Abastecer o carro parece uma tarefa simples, mas na verdade não é bem assim. Há diversos cuidados que se deve ter, seja para economizar dinheiro no abastecimento ou para preservar a vida útil do veículo.
Pensando nisso, a ANP (Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis) preparou 10 orientações para garantir seus direitos ao abastecer com combustíveis líquidos (gasolina, etanol ou diesel). Confira todas elas abaixo:
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1 - Combustíveis não tem preço tabelado
Desde 2002, os preços dos combustíveis são livres no Brasil. A ANP não interfere nos preços praticados por postos, distribuidores, importadores ou produtores, ou seja, não há qualquer tipo de tabelamento.
Caso você for abastecer em um posto e o funcionário te diga ao do tipo, fique atento.
2 – Pague pelo que vê
Todos os postos são obrigados a exibir um painel com os preços dos combustíveis próximo a entrada do estabelecimento. O valor exibido deve ser igual ao cobrado na bomba, o posto pode cobrar preços diferentes para pagamentos em dinheiro, no cartão ou por aplicativos, desde que isso esteja claramente sinalizado.
3 – Descer do veículo durante o abastecimento
Apesar de não ser algo obrigatório, o motorista deve descer do veículo enquanto o carro é abastecido. Além de ser mais seguro, isso permite que o cliente consiga verificar informações como: se o visor da bomba que indica o quantitativo em litros encontra-se zerado, a qualidade do etanol, o preço cobrado na bomba, a origem do líquido, dentre outros itens.
4 – Conferir origem e tipo do combustível
O combustível fornecido por cada bico precisa estar claramente identificado na bomba para o consumidor. Ao solicitar o abastecimento, afirme para o frentista se deseja o combustível comum, aditivado ou premium.
Postos bandeira branca (que não exibem marca de distribuidora) precisam informar, em cada bomba, quem forneceu o combustível.
Importante comentar que os postos que exibem marca comercial também podem eventualmente, vender combustível de outra distribuidora, desde que a origem do líquido seja sinalizada na bomba.
5 – Qualidade do etanol hidratado
O etanol adequado para motores deve ter teor alcoólico entre 92,5% e 95,4%. Ou, no caso do etanol premium, entre 95,5% e 97,7%.
Para conferir a qualidade basta olhar termodensímetro, equipamento obrigatório que deve estar fixado nas bombas de etanol e funcionando com fluxo de etanol contínuo durante o abastecimento. Há um nível indicado pela coluna vermelha. Se ela estiver acima do nível do líquido, o etanol encontra-se fora da especificação da ANP; Importante também que o líquido esteja transparente, isento de impurezas e sem coloração laranja ou azul.
Reprodução/Shutterstock
6 – Teste de proveta da gasolina
Caso você suspeite da qualidade de uma gasolina, pode e deve pedir no posto que seja feito, na hora, o “teste da proveta”, que mede a porcentagem de etanol anidro misturado à gasolina. É obrigatório que o estabelecimento tenha os equipamentos necessários e de um funcionário capacitado a realizar os testes, sempre que solicitados pelo consumidor.
7 - Certificação da bomba
Um detalhe simples, mas muito importante é que todos os equipamentos medidores (bomba medidora para combustíveis líquidos ou dispenser para GNV) de todos os postos são obrigados há estarem avaliados e certificados pelo Inmetro ou por uma instituição por ele credenciada. Para verificar esse item, basta procurar pelo selo do Inmetro no equipamento, que deve indicar o ano em exercício.
8 – Cuidado com o “Golpe da Bomba Baixa”
Caso desconfie que a quantidade de combustível abastecida no tanque do carro seja menor do que a registrada na bomba, peça ao posto para testar o equipamento na sua frente.
O teste é bem simples, com a utilização de medida-padrão de 20 litros, com lacre do Inmetro para o ano vigente. O frentista deve encher a medida-padrão até a bomba indicar 20 litros. Se o visor do recipiente apontar diferença de mais de 100mL, você pode estar sendo alvo do chamado “golpe da bomba baixa”.
9 – Exija a nota fiscal
O ideal é que sempre o motorista exija a nota fiscal ao estabelecimento. O documento é a prova de que você comprou o combustível naquele posto e será fundamental para exigir eventuais ressarcimentos em caso de danos ao veículo.
10 - O que posto não pode
- Vender combustível impondo a condição de que o cliente compre outro produto ou serviço. Isso é “venda casada”, proibida por lei.
- Limitar a quantidade de combustível que vende a cada cliente.
- Recusar a realização de testes previstos na legislação, quando solicitados pelo consumidor (exemplo: teste de volume, teste da proveta)
Bônus - Suspeita de irregularidade
Em caso de suspeita de irregularidade, o motorista deve informar o ocorrido à ANP, pela internet (https://www.gov.br/anp/pt-br/canais_atendimento/fale-conosco) ou pelo telefone 0800 970 0267 (ligação gratuita).
Quanto mais dados o cliente passar ao atende sobre o posto – como CNPJ, razão social, endereço e distribuidora –, melhor. Essas informações constam em adesivos aplicados nas bombas e no quadro de avisos do posto de combustíveis.
Imagem abertura: Shutterstock
Por Lucas Frasson
Jornalista Automotivo
Formado em jornalismo desde 2024, sempre gostou muito do mundo automotivo, além de esporte e velocidade. Tem o prazer em se comunicar e levar informações para as pessoas.
