Direção elétrica, hidráulica e eletro-hidráulica: as diferenças entre elas

Os três tipos de assistência à direção reduzem o esforço do motorista na hora de manobrar, mas funcionam de maneira diferente
Por Jornalista Convidado
24.05.2021 às 14h:07 • Att. há cerca de 4 meses
Os três tipos de assistência à direção reduzem o esforço do motorista na hora de manobrar, mas funcionam de maneira diferente

Por Guilherme Silva

Criada há cerca de 70 anos para reduzir o esforço do motorista na hora de manobrar o veículo, a direção hidráulica começou a se popularizar no Brasil há cerca de duas décadas. 

Antes disso, a assistência era uma espécie de artigo de luxo, presente apenas nos carros de categorias superiores e praticamente inimaginável nos modelos populares – inclusive como opcional.

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Com o passar dos anos, outros tipos de assistência de direção foram criadas para facilitar ainda mais o ato de fazer balizas, além de tornar mais agradável a condução do automóvel. Os sistemas elétrico e eletro-hidráulico são os mais comuns atualmente.

Embora as assistências hidráulica, elétrica e eletro-hidráulica tenham a função de tornar mais confortável e preciso o controle do veículo, elas possuem diferentes concepções e requerem cuidados específicos. Veja as diferenças:

Direção hidráulica

Os três tipos de assistência à direção reduzem o esforço do motorista na hora de manobrar, mas funcionam de maneira diferente
VW Gol 1.0 MPI é um dos poucos remanescentes no mercado com direção hidráulica (Divulgação/Volkswagen)

Diferentemente dos outros sistemas, que utilizam um motor elétrico para funcionar, a direção hidráulica é composta por uma bomba acionada pelo próprio motor do veículo. Esse componente pressuriza um circuito preenchido com fluido (daí o nome assistência hidráulica), que lubrifica a caixa de direção e deixa o volante mais leve.

Contudo, a direção hidráulica exige atenção para o prazo de troca do fluido, que deve ser substituído a cada 50.000 quilômetros, em média (ou conforme a recomendação do fabricante do veículo). Respeitar os intervalos de troca do fluido previne o desgaste prematuro de componentes do sistema.

Observar o nível do reservatório do fluido, que fica no compartimento do motor, é uma forma de o motorista saber se há alguma irregularidade com o sistema de direção. Normalmente, não há grandes variações, mas se o óleo estiver abaixo da marca de indicação mínima, é sinal de que pode haver algum vazamento na bomba ou no circuito.

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Vantagens da direção hidráulica: as respostas da direção hidráulica são mais fiéis e precisas que as da direção elétrica (embora esse sistema venha sendo aperfeiçoado nos últimos anos), proporcionando uma condução mais prazerosa.

Desvantagens das direção hidráulica: por ter mais componentes e necessitar de certa quantidade de fluido, o sistema acrescenta mais peso ao veículo. Em alguns casos, a direção hidráulica pode ter o funcionamento comprometido por um simples vazamento. 

Além disso, o sistema depende do motor do carro para funcionar, “roubando” parte de sua potência e elevando o consumo de combustível.

A direção hidráulica também possui manutenção mais complexa, por envolver mais componentes mecânicos. Periodicamente, é necessário revisar o sistema para conferir e, se necessário, trocar e alinhar a correia do motor que aciona a bomba da direção.

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Direção elétrica

Os três tipos de assistência à direção reduzem o esforço do motorista na hora de manobrar, mas funcionam de maneira diferente
Fiat Toro é um exemplo dos muitos carros modernos equipados com direção elétrica (Murilo Góes/Mobiauto)

Mais moderna e eficiente, a direção elétrica depende apenas de um motor independente, movido a eletricidade (daí seu nome), para funcionar. Esse sistema depende, necessariamente, de uma rede de módulos e sensores para direcionar as rodas do veículo.

Por conter menos componentes e não necessitar de um fluido para reduzir o esforço do condutor, a direção elétrica não demanda a verificação nem a troca do óleo do sistema.

Apesar de ser relativamente recente nos carros comercializados no mercado brasileiro, a direção elétrica foi introduzida pela primeira vez no final dos anos 1980, no compacto Suzuki Cervo.

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Vantagens da direção elétrica: por não depender do motor do carro para funcionar, o sistema possui menos componentes e, consequentemente, dispensa manutenções periódicas. Ainda, ele não “rouba” potência do motor e contribui para uma economia de combustível na ordem de 5%.

Outra vantagem da direção elétrica é a sua resposta mais eficiente em diferentes velocidades. O gerenciamento eletrônico do sistema deixa o volante progressivamente mais pesado conforme o veículo ganha velocidade, contribuindo para a segurança.

Desvantagens da direção elétrica: no passado, o sistema foi motivo de críticas por reduzir a sensibilidade da direção, transmitindo ao motorista uma sensação menos natural do comportamento do carro. No entanto, com o passar dos anos, a direção elétrica vem sofrendo aperfeiçoamentos que praticamente eliminaram esse efeito.

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Direção eletro-hidráulica

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Modelos da Renault são raros exemplos do uso de direção eletro-hidráulica (Juliana Carneiro/Mobiauto)

O sistema eletro-hidráulico é praticamente um híbrido entre a direção hidráulica e a elétrica. Nesse caso, a bomba hidráulica é acionada por um motor elétrico em vez de utilizar a força do propulsor do veículo.

No entanto, a atuação do motor elétrico vai diminuindo conforme o veículo ganha velocidade. Assim como o sistema hidráulico, esse tipo de direção necessita de manutenções periódicas para conferir se há vazamentos e a condição do fluido.

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Pneus calibrados prolongam a vida útil do sistema de direção

Independentemente do tipo de assistência, o sistema de direção exige alguns cuidados para evitar o desgaste prematuro e a quebra de componentes. 

O principal deles é manter os pneus sempre calibrados para evitar que o sistema trabalhe sobrecarregado – além de contribuir para a segurança e reduzir o consumo do veículo.

Procedimentos como levantar ou rebaixar a suspensão e trocar as rodas originais por um jogo de medidas maiores interferem na eficiência do sistema, uma vez que os parâmetros originais do veículo são alterados com essas mudanças.

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