Por que a nova picape da Volkswagen não será a 1ª híbrida da marca no Brasil
A nova picape da Volkswagen é aguardada há algum tempo. Desde que o conceito da Tarok foi apresentado. Cresceu a expectativa da picape ser o primeiro híbrido da marca alemã no Brasil, mas isso não vai se confirmar.
Conhecido internamente na montadora como projeto Udara, a picape ainda não tem um nome definido, mas uma coisa é certa, ela saíra da linha de produção da VW em São José dos Pinhais (PR), e isso muda tudo. É exatamente por isso que a nova picape não será o primeiro híbrido nacional da VW.
Há pouco tempo, a Volkswagen confirmou que todos os seus veículos produzidos na América do Sul vão ter algum tipo de sistema elétrico na motorização. Sendo assim, os novos modelos ou atualizações serão híbridos em diferentes níveis, como híbrido leve, pleno ou plug-in.
Você também pode se interessar por:
- Exclusivo: nova picape da VW terá motor de Saveiro no Brasil
- Nova picape da VW será lançamento mais importante depois do Tera; entenda
- Como será o futuro de Volkswagen Saveiro e Fiat Strada no Brasil?
- BYD, Renault, VW e Toyota terão picapes contra Toro; veja quais e quando chegam
A montadora também anunciou que seu primeiro híbrido será fabricado na unidade Anchieta, localizada em São Bernardo do Campo (SP). Logo, não será a nova picape a estrear como híbrido por sair da planta paranaense em vez da paulista.
Outro ponto importante é que, como a Mobiauto adiantou, o SOP – sigla para início de produção – da picape está previsto para 2027. Com esse cronograma, o modelo com caçamba chegará depois de algumas novidades apresentadas em 2026.
Em agosto desse ano, o CEO global da Volkswagen, Thomas Schäfer, deu uma importante declaração sobre o sistema híbrido para o Brasil.
“Nós precisamos fazê-lo de qualquer forma, porque a América do Sul precisa de uma motorização HEV – e o T-Roc é feito na América do Sul para a América do Sul, e também na China”, disse o CEO.
Kleber Silva/KDesignAG
Quando o executivo fala em HEV, ele quer dizer híbrido pleno, ou seja, um conjunto que usa tanto o motor a combustão como propulsor elétrico para tracionar as rodas. Exemplo mais antigo aqui no Brasil é o Toyota Corolla, este ainda com o benefício de ser híbrido flex, pois o T-Roc é vendido na Europa como híbrido a gasolina, mas servirá de base para as próximas gerações de Nivus e T-Cross.
Pois bem, a VW planeja também inserir a tecnologia híbrida leve, que tem no sistema elétrico um auxiliador para o motor a combustão, com foco na redução do consumo de combustível e nível de emissões.
Há também outro motor novo na jogada. A planta de São Carlos (SP) vai produzir o novo 1.5 TSI Evo 2 turbo híbrido flex, uma evolução do já conhecido 1.4 turbo flex, que permite combinação com sistema elétrico, mas permanece ofertando 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque.
Para picape, o conjunto que condiz mais com o perfil é o híbrido de 48 V. Apesar de nada confirmado, a combinação do motor 1.5 Evo 2 com motor elétrico e sistema de 48 V é mais robusto para o porte intermediário da picape.
Mas esse trem de força estará disponível para as versões mais caras, pois como confirmado pela Mobiauto, a versão cabine simples da picape vai permanecer com o motor da Saveiro, os 116 cavalos e 16,1 kgfm de torque, associado ao câmbio manual de cinco marchas.
Por Vinicius Moreira
Repórter
Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.
