Exclusivo: Renault tentou lançar Kwid 1.0 automático no Brasil
O Renault Kwid é um dos veículos mais baratos do Brasil e carro-chefe da marca francesa por aqui. Vendido em três versões atualmente em nosso território, o subcompacto é equipado em todas elas com o motor 1.0 aspirado flex de 66/70 cv (G/E) e 9,4/9,8 kgfm, sempre gerenciado por uma caixa manual de cinco marchas.
Mas não era para ser assim. Nos bastidores da preparação do facelift do Renault Kwid, a empresa tentou lançar uma versão com câmbio automático para diversificar mais a gama do produto e ainda oferecer uma versão inédita para o modelo. No entanto, esbarrou nas medidas reduzidas dele.
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“Falei com franceses, tentamos daqui e dali, mas não encontramos uma caixa automática compatível, justamente pelo cofre do motor do Kwid ser pequeno. Essa era a maior dificuldade. Até ofereceram como solução uma caixa automatizada, mas eu queria a automática.” contou o vice-presidente da Renault no Brasil, Bruno Hohmann, à Mobiauto.
Sim, foram as dimensões do compacto que brecaram a existência da configuração. Vale lembrar que o veículo mede 3,69 metros de comprimento, 1,58 m de largura, 1,47 m de altura e 2,42 de entre-eixos. Seu balanço dianteiro é pequeno e por isso a dificuldade em encontrar uma caixa automática compatível.
A automatizada poderia resolver o problema, mas com a má fama que esse tipo de transmissão pegou no Brasil nos últimos anos, a Renault abortou a ideia. Dessa forma, apenas o Kia Picanto, entre os modelos desse segmento, ofereceu em nosso mercado esse tipo de solução, com as versões 1.0 flex com câmbio automático de quatro marchas.
O mais próximo que a marca chegou dessa proposta é o Kwid E-Tech, versão elétrica do modelo que tem um seletor conectado diretamente ao diferencial do carro. Por ele que o motorista escolhe entre ir para frente, para trás ou ficar parado, e não tem trocas de marchas. Pena que o preço ultrapassa os R$ 140 mil...
Gerente de conteúdo
Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.