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Teste: Nova Honda CB1000R tem essência esportiva com visual clássico

Ela está disponível em duas versões que formam o verdadeiro “tanto faz”
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10.11.2025 às 07:03
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Agressiva e divertida. São as duas palavras mais próximas da correta definição da Honda CB1000R, que entrega a esportividade de quem busca uma moto carenada - afinal ela ostenta o mesmo motor da Fireblade, que obviamente é aliviado para não ser tão esportivo quanto a topo da linha da marca - com o estilo naked, que atrai quem busca uma moto rápida e divertida no trânsito do dia a dia.

Claro que a proposta da Honda CB1000R passa longe da possibilidade de ser utilizada para o dia a dia, mas quem busca uma moto para ir e voltar do trabalho, ela vai atender. Ainda que, repito, seria uma tortura utilizá-la para este fim.  Vamos ao que interessa.

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Design

O grande diferencial da CB1000R continua sendo seu visual neo sport café. Com linhas minimalistas e a marcante assinatura do farol arredondado em full LED, com luz diurna e faróis alto e baixo, ela se destaca em meio à concorrência que, muitas vezes, aposta em traços futuristas e angulosos. É o famoso clássico com uma beleza clean, que esconde uma fera.

O acabamento é primoroso, todos os detalhes têm seu valor agregado com qualidade percebida apenas com o olhar. Limpo e sofisticado. Não há quem não olhe para o lado quando se está parado no semáforo com a CB1000R.

Conjunto mecânico

Reprodução/Carlos Mattos

Reprodução/Carlos Mattos

Eu falei no início deste texto que a CB1000R tem o mesmo motor da Fireblade, né? A verdade é que, embora a base seja igual, o ajuste é totalmente diferente. Na Fireblade estamos falando de um acerto completamente esportivo, para se extrair o máximo da máquina. Na CB1000R, a proposta passa longe disso. O motor é um DOHC de quatro cilindros em linha e 998,4 cc, com 142,8 cv de potência a 10.500 rpm e 10,2 kgfm de torque a 8.250 rpm, que faz a CB1000R oferecer uma entrega de força suave, mas extremamente empolgante.

O câmbio é manual de seis marchas com embreagem assistida e deslizante e há a opção de se ter o quickshifter, mas para isso a sua escolha tem que ser na Black Edition, que traz o item de série.

O que mais impressiona neste motor é a sua elasticidade. É possível rodar tranquilamente em sexta marcha a baixas velocidades no trânsito urbano, sem engasgos, e ter uma aceleração brutal ao menor giro do acelerador, ideal para retomadas em rodovias. A força é revelada cedo, transmitindo confiança e diversão.

Suspensão e freios

O conjunto de chassi, suspensão e freios da Honda CB1000R é o exemplo claro de um casamento perfeito. O chassi é o conhecido Diomond Frame, a suspensão dianteira com garfo invertido de 120 mm de curso da Showa em conjunto com a monoshock traseira de 131 mm de curso, fazem da moto um absurdo na pilotagem. Pode provocar, ela está pronta e “rindo da sua cara”. É essa a sensação que passa.

Nos freios, com discos duplos na dianteira de 277 mm e na traseira com disco de 224 mm, ambos com sistema ABS, a eficiência fala alto e o sistema segura a CB1000R com tranquilidade.

Painel

Reprodução/Carlos Mattos

Reprodução/Carlos Mattos

No painel, a tela de TFT entrega todas as informações necessárias para uma pilotagem tranquila e literalmente nas mãos do piloto. Consumo instantâneo, médio, trip A e B, odômetro parcial e total, fazem parte da tela que enche os olhos de quem pilota e quem a vê apenas parada.

Pilotando

Dizer que ela é uma moto dócil, previsível e fácil de pilotar seria apenas um argumento leviano da minha parte. É que realmente ela traz todos esses atributos, mas com a menor abertura no acelerador, a CB1000R se transforma em uma moto de fato esportiva, com todos os atributos que um piloto busca para se divertir. É a famosa “besta enjaulada” que dizem por aí.

Para se ter ideia, rodei com a moto nos sete dias que estive em posse dela na minha garagem e em nenhum momento, senti falta de algo. Sabe aquela moto, que pode ser utilizada como uma CG, se assim você quiser, mas também pode entregar a esportividade tão buscada para o final de semana? É tipo isso que a CB1000R traz.

Conforto? Não dá para ter tudo na vida, “pequeno gafanhoto”, mas o que posso te afirmar é que a posição de pilotagem é boa, o banco é bom e a leveza dela – são exatos 211 kg em ordem de marcha – fazem total diferença para se ter o melhor dela nas mãos.

Mas vale a pena ter uma?

A Honda CB1000R 2025 é uma motocicleta para quem valoriza o equilíbrio. Ela entrega a performance brutal que se espera de uma naked, mas com facilidade de pilotagem e conforto surpreendentes. É forte, rápida e, ao mesmo tempo, incrivelmente controlável e refinada.

Reprodução/Carlos Mattos

Reprodução/Carlos Mattos

O estilo Neo Sports Café pode ser polarizador, mas é inegável que confere à moto uma personalidade única, fazendo com que ela se destaque em qualquer garagem. Para quem busca uma naked com visual diferenciado, motor de quatro cilindros elástico e um conjunto mecânico que inspira total confiança, a CB1000R é, sem dúvida, uma das melhores opções do mercado.

Preços e versões

Disponível em duas versões, a standard, que tem duas cores, o Vermelho Metálico - Bordeaux Red Metallic e o Preto Fosco – Mat Ballistic Black Metallic, a Honda CB1000R tem preço sem frete, a partir de R$ 78.870.

Há também a CB1000R Black Edition, que curiosamente não é vendida na cor preta, somente no Azul Fosco – Mat Jeans Blue Metallic, com preço sem frete a partir de R$ 87.730, mas que não muda somente a cor, mas traz acabamentos escurecidos, quickshifter e assento monoposto.

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