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Nova Honda CB1000R: 5 motivos para comprar, e 5 para deixar na loja

Sim ela será substituída no ano que vem pela Hornet 1000, mas ainda assim pode ser um excelente negócio
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09.11.2025 às 09:00
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A Honda CB1000R se consolidou como uma das nakeds mais elegantes e equilibradas do mercado de alta cilindrada, com seu charme "Neo Sports Café". No entanto, o segmento de nakeds de 1000cc é um dos mais competitivos, exigindo que cada modelo defina muito bem seu nicho.

Por isso, como de costume, trago a vocês 5 motivos para colocar a naked na sua garagem, e 5 motivos para deixa-la na loja.

Porque comprar a Honda CB1000R?

1. Estilo único e atemporal

Reprodução/Carlos Mattos

Reprodução/Carlos Mattos

Este é, sem dúvida, o principal argumento de venda. Longe dos traços agressivos e futuristas da concorrência, a CB1000R ostenta um visual que combina elementos clássicos, como o farol redondo, com acabamento premium e moderno.

É uma moto para quem valoriza o design diferenciado e quer se destacar na multidão sem recorrer a excessos.

2. Acabamento sofisticado

A Honda dedicou atenção especial aos detalhes. O monobraço traseiro, o subchassi em alumínio e o sistema de escapamento 4-2-1 são elementos que elevam a percepção de qualidade. A versão Black Edition, com seu acabamento escurecido, beira a uma motocicleta premium customizada de fábrica.

Reprodução/Carlos Mattos

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3. Motor robusto e linear

O motor derivado da Fireblade foi reajustado para as ruas. O foco não é a potência de pico extrema, mas sim a entrega de torque robusto e linear em toda a faixa de rotação. Isso a torna incrivelmente prazerosa e fácil de pilotar tanto na cidade quanto em estradas, sem a necessidade de manter o motor sempre no limite.

4. Ciclística equilibrada

Apesar de ser uma 1000cc, a CB1000R é compacta, leve e muito bem balanceada, inspirando confiança nas curvas. A posição de pilotagem é um excelente compromisso entre esportividade e conforto, sendo menos radical que muitas concorrentes, permitindo viagens mais longas com menos fadiga.

Reprodução/Carlos Mattos

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5. Tecnologia funcional

A moto vem equipada com o necessário: painel TFT, modos de pilotagem, que adaptam o controle de tração, potência e freio motor, e ABS. Esses recursos tornam a pilotagem adaptável a diferentes condições e níveis de experiência, sem sobrecarregar o piloto com recursos excessivamente complexos.

Porque deixar a CB1000R para lá?

1. As concorrentes são mais fortes

Embora o motor seja excelente para as ruas, seus cerca de 142 cv ficam em desvantagem contra rivais como a Kawasaki Z H2, que supera facilmente a marca dos 160 cv ou mais. Para o piloto que busca a potência bruta máxima para track days, a CB1000R pode parecer "mansa" demais.

2. Preço

O alto nível de acabamento e a exclusividade do design se refletem no preço. A CB1000R, especialmente a Black Edition, se posiciona em uma faixa de preço que a coloca próxima a nakeds com especificações eletrônicas ou de motorização superiores, o que pode levantar dúvidas sobre o custo-benefício focado apenas em performance.

3. Design que divide opiniões

O estilo retrô-moderno é um diferencial – e lindo, na minha opinião - mas também pode ser uma barreira. Muitos pilotos de nakeds de alta cilindrada preferem o visual streetfighter agressivo e futurista, como o da futura CB1000 Hornet ou da Suzuki GSX-S1000. Se você busca uma moto que pareça ter saído de um filme de ficção científica, o design minimalista da CB1000R pode não agradar.

Reprodução/Carlos Mattos

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A CB1000R possui um sistema de segurança pouco falado, mas muito eficiente: o Emergency Stop Signal (ESS).

Em caso de frenagem de emergência, quando o piloto aplica os freios de forma brusca, o sistema aciona automaticamente o pisca-alerta, fazendo as setas traseiras piscarem rapidamente. O objetivo é alertar os veículos que vêm logo atrás sobre a desaceleração súbita, ajudando a prevenir colisões.

4. Falta de pacotes aerodinâmicos

Enquanto a concorrência investe em aerodinâmica ativa, a CB1000R foca na estética limpa. A ausência de elementos aerodinâmicos, como pequenas asas ou carenagens que geram downforce, pode ser percebida como uma limitação tecnológica para quem busca a máxima estabilidade em altíssimas velocidades em pista.

5. O Novo Foco da Própria Honda

Reprodução/Carlos Mattos

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Com o lançamento global da CB1000 Hornet, a própria Honda sinalizou uma mudança de estratégia, oferecendo uma opção mais moderna, agressiva e, provavelmente, mais acessível e tecnológica para a categoria naked de 1000cc. Se o futuro da Honda no segmento te seduz mais que o passado, vale a pena esperar e comparar a CB1000R com a nova Hornet.

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