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Honda CB650R com embreagem eletrônica é tão prática quanto um scooter

A CB650R foi a escolhida para revolucionar a forma de pilotagem, dando o poder de escolha ao piloto, que pode usar o manete de embreagem, ou não.
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09.09.2025 às 14:40
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A Honda CB650R E-Clutch é responsável por mais uma inovação da fabricante japonesa. O modelo de média cilindrada dispensa o uso do manete de embreagem e a Mobiauto pode testar a moto para entender como funciona o sistema.

O lançamento foi em São José dos Campos, onde tivemos o primeiro contato com o modelo, que trouxe mais mudanças para a linha 2026.

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O chassi da moto recebeu uma mudança na parte traseira, ficando 400 gramas mais leve, o que permitiu mudar a rabeta da moto, tornando o desenho mais esportivo e robusto. A lanterna também mudou, saindo do formato arredondado e ficando triangular, mantendo-se em led com a iluminação aprimorada.

Na dianteira, a mudança foi mais expressiva, pois agora a Honda CB650R traz o mesmo farol da CB1000R, naked de maior cilindrada da marca. Com isso, os estilos ficaram bastante parecidos e pode até confundir quem não conhecer efetivamente os modelos. É algo ruim? Não, pelo contrário. É ótimo, pois isso aproximou os dois modelos.

Mas a grande novidade ficou por conta do e-Clutch, que nada mais é do que o acionamento eletrônico da embreagem por meio de um sistema de engrenagens que faz com que o piloto esqueça o manete de embreagem.

Divulgação/Honda

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Não tem absolutamente nada a ver com o que já havíamos visto no mundo dos carros, com câmbios como Dualogic, iMotion, Easy-R ou Easytronic, esses sistemas faziam com que os automóveis se comportassem como automáticos, ainda que com ressalvas. Na CB650R, o sistema não causa trancos e mantém a embreagem da motocicleta completamente funcional, permitindo a escolha do piloto em acionar o manete ou não.

O painel da moto também mudou completamente, se antes havia uma tela LCD blackout, agora na linha 2026, ganhou uma tela de TFT totalmente personalizável com 4 estilos e informações precisas na tela que podem ser acessadas por meio de um botão retro iluminado no formato joystick.

O motor segue exatamente o mesmo da linha 2024, porém ganhou um novo mapa de injeção que deixou a moto menos potente, porém com reações mais lineares, deixando o motor bicilíndrico de 649 cilindradas mais manso.

Divulgação/Honda

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Se na linha 2024 o motor entregava 88,4 cv de potência a 11.500 rpm e torque máximo de 6,13 kgfm a 8.000 rpm, na linha 2026, com o novo mapa, esse motor entrega 86,7 cv de potência a 12.000 rpm e 5,80 kgfm a 9.500 rpm. A perda de potência e de torque se dá devido ao PROMOT 5, programa de emissões que cada vez mais restringe os motores a combustão, a fim de reduzir a emissão de poluentes.

O câmbio, por sua vez, segue o mesmo manual de 6 marchas com embreagem assistida e deslizante, com o sistema E-Clutch, que já irei explicar como funciona na prática.

Após a apresentação da moto, saímos rumo a Campos do Jordão, mas por um caminho bastante sinuoso passando pela cidade de Monteiro Lobato, em um trecho de aproximadamente 200 km ida e volta.

Não vou mentir que me acostumar com o sistema inicialmente causou estranheza. Em um comparativo completamente ridículo, é como pilotar uma Biz 125, mas com muito mais potência.

Divulgação/Honda

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Ao ligar a moto, uma pequena apreensão para pôr a primeira marcha sem acionar o manete da embreagem, que está lá, mas que ignorei. Marcha engatada e partimos então para a estrada. A facilidade de pilotar a CB650R E-Clutch de fato encanta e empolga, porque a funcionalidade é como a de um quickshifter, que também funciona em baixas rotações sem reclamar.

Se você não é familiarizado com o mundo das motos, o sistema quickshifter, é utilizado em motos de maior potência e rende melhor em altas rotações, sendo não recomendado utilizá-lo em baixas rotações pelos trancos que ele traz no câmbio.

Mas com o sistema E-Clutch tudo é absolutamente fácil e intuitivo. Primeira para baixo, acelera a moto e pilote normalmente, mas deixando o manete de embreagem de lado. O que temos é uma moto bastante rápida, com pegada esportiva, um ronco maravilhoso no escapamento, com subidas de marcha sem a necessidade de dar aquela rápida desacelerada e reduções que, em conjunto com o potente sistema de freios, param a moto dando total segurança.

Aliás, a Honda de fato fez um excelente trabalho com a suspensão que foi recalibrada para a linha 2026, permanecendo na dianteira a Showa com garfo telescópico invertido de 120 mm de curso, na traseira, a mono-shock de 130 mm de curso com ajuste de pré-carga, portanto um aumento de 2 milímetros em relação ao modelo 2024 que, segundo a marca, serviu para dar mais estabilidade à moto, que ganhou mais peso central por conta do sistema E-Clutch. O sistema de freios segue o mesmo também com sistema ABS nas duas rodas e disco duplo na dianteira de 310 mm de diâmetro e 240 mm na traseira, garantindo uma excelente frenagem.

Divulgação/Honda

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Mas voltemos à pilotagem. O trajeto tinha trechos urbanos, onde deu para usar bem a moto e ter aquele medinho de parar em um semáforo com a moto engatada e esperar o motor apagar, mas com o sistema E-Clutch isso não acontece, pois o sistema atua perfeitamente.

Na rodovia, a pegada esportiva da CB650R permite que o toque da moto seja mais tranquilo com mudanças suaves e sem trancos, ou seja, ao melhor estilo racing, com mudanças rápidas, giro alto e com aquele “tranquinho” que o quickshifter proporciona, ou seja, pura diversão!

O conforto da moto também foi melhorado, visto que o banco traseiro foi redesenhado e ficou mais largo, tornando a viagem do garupa menos tortuosa.

Confesso que andar na CB650R E-Clutch me deixou com aquela sensação que 200 km foram pouco, dava pra andar muito mais sem cansar, porque não usar o manete da embreagem de fato ajuda muito e torna a viagem mais tranquila.

A CB650R está disponível em três cores, o Vermelho Perolizado - Pearl Siena Red, Azul Perolizado - Pearl Spencer Blue e Cinza Fosco - Mat Crow Gray Metallic, com preços a partir de R$ 58.270 sem frete e já estão disponíveis nas concessionárias Honda.

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