Chevrolet Sonic voltará após 12 anos, mas em forma de SUV; veja o que sabemos
No ano que vem o segmento de SUVs de entrada terá um reforço de peso. O Chevrolet Sonic estreia com base de Onix para encarar Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Citroën Basalt e Renault Kardian. Produzido em Gravataí (RS), o inédito modelo vai compartilhar as linhas de montagem com Onix e Onix Plus e, consequentemente, compartilhar plataforma, mecânica e vários componentes do hatch e do sedã.
De acordo com o Santiago Chamorro, presidente da GM América do Sul, “o novo modelo virá para complementar a gama de veículos da marca e estrear em um segmento estratégico, ainda não explorado pela marca, o dos SUVs cupês.”
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O primeiro é a base, a Global Emerging Markets (GEM). A estrutura feita com a SAIC, parceira da GM na China, vai permitir o SUV manter ou até ter porte superior ao hatch, que mede 4,16 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1,48 m de altura e 2,55 m de entre-eixos. O modelo, por sua vez, deve ter maior altura do solo por se tratar de um utilitário.
Divulgação/Chevrolet
O design ainda é um mistério, mas o Sonic deve ter portas e outras peças iguais ao Onix. Após vários flagras, a Chevrolet revelou a primeira imagem do SUV que mostra parte da traseira. As lanternas possuem um arranjo semelhante ao Chevrolet Blazer EV, SUV médio elétrico. As luzes de LED pontilhadas percorrem a tampa traseira até o centro, mas não são interligadas, pois ao centro está o logotipo escurecido da Chevrolet.
Divulgação/Chevrolet
A dianteira segue sendo um mistério. Já o interior não deve fugir muito do encontrado no facelift da linha Onix que aconteceu este ano, com os novos painéis digitais de instrumentos de 8 polegadas e a central multimídia My Link com visor de 11", além de novos revestimentos no acabamento.
Sonic?
No quesito motorização, o Sonic terá o conhecido motor três cilindros 1.0 turboflex de até 115 cv e 16,8 kgfm de torque. O câmbio terá opções manual e automática, ambos de seis marchas. A outra unidade de potência do Onix hatch, o 1.0 aspirado de até 82 cv pode surgir em uma versão de entrada.
Projeção: Kleber Silva/KDesignAG
A escolha curiosa fica por conta do nome, que não fez muito sucesso no Brasil. Por aqui, a nomenclatura foi usada entre maio de 2012 e setembro 2014 na segunda geração do carro que veio, inicialmente, importado da Coreia do Sul. Nas variantes hatch e sedã, o Sonic passou longe de ter êxito em quase três anos de comercialização, registrando menos de 30 mil unidades de ambas carrocerias.
Os modelos eram feitos sobre uma evolução da plataforma Global Small Vehicle (GSV), chamada Gamma II, que também equipou a Spin e Colbat, e com o motor Ecotec 1.6 flex de 120 cv de potência. Após um período importado do país asiático, o Sonic passou a ser produzido no México.
Por Raphael Panaro
