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VW T-Cross: como será o motor híbrido da nova geração do SUV

Mudança na motorização marca nova fase do SUV nos planos futuros da Volkswagen
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21.12.2025 às 13:00
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A Volkswagen já confirmou que vai produzir veículos com motorização híbrida no Brasil e escolheu dois de seus principais SUVs para estrear essa tecnologia no país. Um deles é o Volkswagen T-Cross, que passará a contar com um conjunto híbrido flex, como revelado anteriormente pela Mobiauto.

Junto do Nivus, o modelo estreará a nova plataforma MQB37 no Brasil, a mesma utilizada pelo T-Roc europeu. Trata-se de uma evolução da atual MQB, presente em modelos de diferentes segmentos da montadora alemã, como o próprio T-Cross e o Nivus que já conhecemos, além de Polo e Virtus.

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A nova MQB Hybrid permitirá a produção local de modelos híbridos flex e será construída na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP). Já o T-Cross híbrido, mesmo utilizando essa base sob a carroceria, deve seguir sendo produzido em São José dos Pinhais (PR), junto de suas versões a combustão.

O que sabemos atualmente sobre a motorização do novo T-Cross?

Divulgação/Volkswagen

Divulgação/Volkswagen

A nova geração híbrida do SUV mais vendido do Brasil no acumulado do ano terá debaixo do capô o motor 1.5 TSI Evo2, uma versão evoluída do já conhecido 1.4 TSI, agora com foco maior em baixas emissões e menor consumo de combustível.

Essa evolução preserva alguns componentes do 1.4, como a injeção direta de combustível e o turbo, porém recebe refinos a mais. Entre eles estão o turbo de geometria variável (VTG), que melhora a resposta em baixas rotações, o sistema ACTPlus, que desativa dois cilindros em cargas baixas ou médias de potência e torque para economizar combustível, além do ciclo Miller, que adia o fechamento da válvula de admissão, fazendo com que o tempo de expansão seja maior que o de compressão, aproveitando melhor a energia dos gases e reduzindo consumo e emissões de poluentes.

Mesmo com as atualizações, o conjunto mantém os mesmos 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque, já que seu objetivo principal não está no desempenho, mas sim na eficiência, na economia e na capacidade de trabalhar com um sistema híbrido, seja ele leve, pleno ou plug-in.

Vale lembrar que, na Europa, o Golf GTE já utiliza o mesmo motor 1.5 TSI Evo2. A diferença está no combustível: por lá, o modelo é apenas a gasolina, enquanto, no Brasil, os veículos lançados serão considerados os primeiros híbridos flex da marca alemã produzidos em território nacional, podendo ser abastecidos também com etanol.

Divulgação/Volkswagen

Divulgação/Volkswagen

O T-Cross, como apurado pela Mobiauto, terá uma motorização híbrida diferente da que veremos no Nivus, sendo mais robusta e equipada com um sistema HEV, o chamado híbrido pleno. As especificações do motor elétrico, porém, ainda não foram reveladas.

Mais robusta também será a carroceria. Com a nova plataforma, o SUV vai crescer em dimensões, aproximando-se inclusive do Taos, seu irmão de montadora. Em termos de comparação, o T-Roc, modelo que serve de referência para o T-Cross híbrido, mede 4,37 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,57 m de altura e tem entre-eixos de 2,63 metros. São 15 cm a mais de comprimento, 6 cm a mais de largura e 2 cm a mais de entre-eixos em relação ao modelo atualmente vendido no Brasil.

A implementação dos dois novos SUVs híbridos, além de uma nova picape híbrida, ainda chamada de projeto Udara, faz parte de um investimento de R$ 20 bilhões na América do Sul, sendo R$ 16 bilhões destinados apenas ao Brasil.

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Pedro Rocha é formado em Jornalismo, na Anhembi Morumbi, em São Paulo. É um amante de carros e contribuiu com Mobiauto durante 2024.