Novo Fiat Uno: como o futuro hatch matará dois carros da marca de uma vez
O Grande Panda será o protagonista das celebrações dos 50 anos da Fiat do Brasil. O hatch terá papel fundamental no processo de renovação da marca italiana no país, pois tem grandes chances de substituir dois importantes modelos de uma só vez – estratégia parecida com a adotada com o Argo, que estreou ocupando os lugares de Palio, Punto e Bravo, em 2017.
Embora o Fiat Grande Panda já tenha sido mostrado para parte da imprensa especializada brasileira, os detalhes técnicos do modelo nacional ainda são mantidos em segredo – inclusive o seu nome. Cogita-se que o hatch possa ser rebatizado no Brasil como Novo Uno ou Grande Uno, nomes de maior apelo comercial em nosso mercado.
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Plataforma de Citroën e soluções mais simples
Bárbara Lira/Mobiauto
De resto, o Grande Panda brasileiro manterá boa parte das especificações estruturais do modelo europeu. A sua plataforma (Smart Car) é a mesma usada pelos Citroën C3, Aircross e Basalt, fabricados em Porto Real (RJ). A versão mais sofisticada dessa arquitetura, a CMP, dá origem aos Peugeot 208 e 2008 feitos na Argentina e servirá de base para o futuro Jeep Avenger, que sairá da linha de produção fluminense a partir de 2026.
Visualmente, o Fiat Grande Panda nacional terá algumas mudanças em relação à versão europeia para reduzir custos de produção. Rumores da imprensa especializada afirmam que o hatch terá acabamentos mais simples e novos emblemas, enquanto o nome “Panda” estampado em baixo relevo nas laterais será abolido do carro brasileiro.
Bárbara Lira/Mobiauto
No geral, o hatch seguirá com o estilo com formas geométricas e elementos quadriculados, replicados nas recentes reestilizações do sedan Cronos, do SUV Fastback e da picape Toro.
O interior também será alterado para atender ao gosto do público brasileiro, mais conservador que o europeu. Detalhes coloridos, como apliques e peças do painel, serão substituídos por acabamentos em tons mais escuros. O seletor de marchas do câmbio automático das versões automáticas dará lugar à uma alavanca convencional, também por questões de custos produtivos.
Motorizações conforme a faixa de preço
A motorização determinará a faixa de preço e o segmento nos quais as versões do Fiat Grande Panda serão posicionadas. As configurações de entrada, equipadas com o motor Firefly 1.0 flex aspirado de três cilindros de 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque e câmbio manual de cinco marchas, deverão ocupar os lugares dos atuais Mobi e do Argo Drive 1.0.
O motor Firefly 1.3 flex aspirado de 107 e 13,7 kgfm poderá surgir como alternativa intermediária para versões que entrariam no lugar do Argo Drive 1.3 e Trekking 1.3. Esse propulsor, aliás, pode ser combinado ao câmbio automático CVT com sete marchas simuladas, presente em boa parte dos modelos atuais da Fiat.
Bárbara Lira/Mobiauto
Por fim, o 1.0 turbo flex de 130 cv e 20,4 kgfm, sempre associado à transmissão automática CVT, terá o auxílio do sistema híbrido-leve para reduzir o consumo e as emissões nas variantes mais caras do hatch.
Por Guilherme Silva
