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Comparativo com SUVs de R$ 200 mil: Creta, HR-V, Kicks, T-Cross ou Tracker?

SUVs compactos atingiram um novo patamar de preço e se enfrentam nas versões topo de linha
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31.08.2025 às 09:43 • Atualizado em 01.09.2025
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Que os SUVs compactos estão na moda todo mundo sabe. O segmento é o queridinho do consumidor brasileiro e acumula mais de 4 milhões de unidades vendidas nos últimos 10 anos.

No entanto, nesses 10 anos muitas coisas mudaram. Nível de equipamento, tamanho dos modelos, motorizações e o preço. Se um dia SUVs foram lançados por preços entre R$ 70 mil e R$ 120 mil, hoje em dia a realidade é pouco diferente.

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O segmento que tratamos como SUVs compactos mais tradicional, ou seja, não engloba carros menores como Fiat Pulse, Volkswagen Tera e Renault Kardian, tem preços entre R$ 120 mil e R$ 210 mil.

Talvez o caso mais impactante para o consumidor tenha sido o novo Nissan Kicks, que chegou ao mercado apenas com motor 1.0 turbo, mas custando até R$ 199.900. Porém, ele não está sozinho nesse patamar.

Nesse comparativo reunimos cinco versões topo de linha dos SUVs compactos mais vendidos do Brasil. Portanto, temos:

  • Chevrolet Tracker Premier – R$ 189.490
  • Hyundai Creta Ultimate – R$ 202.890
  • Honda HR-V Touring – R$ 212.190
  • Nissan Kicks Platinum – R$ 202.150
  • Volkswagen T-Cross Highline – R$ 201.050

Os preços acima foram consultados nos sites oficiais das fabricantes na última sexta-feira (29) e se diferenciam do vídeo abaixo por conta de atualizações nos preços ou valores de opcionais indisponíveis na data da gravação.

A única montadora que não apresenta o “monte o seu” para que seja possível comparar o preço conforme a configuração das fotos e do vídeo é a Chevrolet, por isso o seu preço é o de tabela apenas.

Hyundai Creta, Honda HR-V e Nissan Kicks possuem valores adicionais pelas pinturas, a mais cara é justamente da Hyundai por R$ 3.300, na sequência a Nissan por R$ 3.150, enquanto a Honda cobra R$ 2.200.

Já o Volkswagen T-Cross tem os seguintes custos adicionais: pintura no tom de azul por R$ 1.750, teto solar por R$ 7.660 e pacote ADAS por R$ 4.150.

Sem mais delongas, vamos ao nosso ranking. Lembrando que levamos em consideração oito critérios de avaliação: visual, acabamento, conforto (envolve espaço e rodagem), desempenho, consumo de combustível, segurança, tecnologias (esses dois envolvem equipamentos) e preço (todo o custo-benefício apresentado pelo produto).

Dessa maneira, os especialistas da Mobiauto votaram em cada categoria e a soma das médias revelou a posição de cada um dos veículos. Confira abaixo.

5º lugar – Chevrolet Tracker Premier – 128 pontos

O Chevrolet Tracker acabou de mudar para a linha 2026. O novo visual foi bem aceito, mas as principais novidades estão no interior do veículo. A soma de central multimídia e painel de instrumentos digital fez bem ao SUV.

O modelo se destacou no preço, onde tem considerável vantagem aos concorrentes. No entanto, não foi o suficiente em espaço, acabamento, tecnologias e desempenho, fazendo com que marcasse 128 pontos de 160 possíveis.

Chevrolet Tracker Premier 2026 – Ficha técnica

Motor: 1.2, dianteiro, transversal, três cilindros em linha, 12V, turbo, flex, injeção indireta multiponto, duplo comando de válvulas com variação em admissão e escape

Taxa de compressão: 10,5:1

Potência: 139/141 cv (G/E) a 5.500 rpm

Torque: 22,4/22,9 kgfm (G/E) a 2.000 rpm

Peso/potência: 9,53 kg/cv

Peso/torque: 59,4 kg/kgfm

Câmbio: automático, 6 marchas

Tração: dianteira

0 a 100 km/h: 9,4 segundos (E)

Velocidade máxima: 185 km/h

Dimensões e capacidades: 4.270 mm comprimento, 2.570 mm entre-eixos, 1.791 mm largura, 1.624 mm altura, 393 litros de porta-malas, 44 litros do tanque de combustível, 1.271 kg de peso em ordem de marcha.
Dados técnicos: direção elétrica; suspensão McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira); freios a discos ventilados (dianteira) e tambores (traseira); diâmetro de giro, 10,8 m; coeficiente aerodinâmico não divulgado; vão livre do solo, 157 mm; ângulo de ataque, 17°; ângulo de saída, 28°; pneus 215/55 R17

4º lugar - Honda HR-V Touring – 130 pontos

Certamente o Honda HR-V é um dos favoritos do público, basta ver o volume de vendas no varejo. Em nosso comparativo, recebeu boas notas em desempenho, ainda que o câmbio CVT tenha prejudicado, espaço e itens de segurança.

Fica devendo conectividade, um painel de instrumentos mais moderno e acabamento mais refinado para justificar o preço mais alto dentro desse comparativo.

Honda HR-V Touring – Ficha técnica

Motor: 1.5, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, turbo, flex, injeção direta, duplo comando variável de válvulas com variação inteligente na admissão

Taxa de compressão: 10,6:1

Potência: 177 cv (G/E) a 6.000 rpm

Torque: 24,5 kgfm (G/E) de 1.700 a 4.500 rpm

Peso/potência: 8,03 (G/E) kg/cv

Peso/torque: 58,04 kg/kgfm (G/E)

Câmbio: automático CVT, 7 marchas simuladas

Tração: dianteira

0 a 100 km/h: 8,9 s (G/E)

Velocidade máxima: 200 km/h (G/E)

Dimensões e capacidades: 4.385 mm de comprimento, 2.610 mm de entre-eixos, 1.790 mm de largura, 1.590 mm de altura, 354 litros de porta-malas, carga útil não divulgada, 50 litros de tanque de combustível, 1.422 kg de peso em ordem de marcha.

Dados técnicos: direção elétrica progressiva; suspensão McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira); freios a discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira); diâmetro de giro, 10,6 m; coeficiente aerodinâmico não divulgado; vão livre do solo, 181 mm; ângulo de ataque, 16°; ângulo de saída, 20,3°; ângulo de transposição de rampas não divulgado; pneus 215/60 R17; estepe temporário T145/90 R16.

3º lugar – Volkswagen T-Cross Highline – 131 pontos

O Volkswagen T-Cross Highline é o único equipado com motor 1.4 turbo na gama do SUV, o que favoreceu o desempenho, andando um pouco à frente do Honda HR-V. Ele ainda se destaca em equipamentos, especialmente os de tecnologia, além do bom espaço.

No entanto, deve itens de comodidade, como um ar-condicionado de duas zonas, além do acabamento ainda espartano. O preço ficou na média, a vantagem – e que também pode ser uma desvantagem – está nos opcionais, que podem baratear o custo caso o comprador não faça questão de ADAS ou teto solar.

Volkswangen T-Cross Highline - Ficha técnica

Motor: 1.4, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, turbo, flex, injeção direta de combustível

Potência: 150 cv (gasolina/etanol)

Torque: 25,5 kgfm (a 1.500/4000 rpm) (gasolina/etanol)

Câmbio: automático de seis velocidades

Tração: dianteira

0 a 100 km/h: 8,7 e 8,6 segundos (gasolina/etanol)

Velocidade máxima: 200/202 km/h (gasolina/etanol)

Dimensões e capacidades: 4,22 metros de comprimento, 1,57 m de altura, 1,97 m de largura e 2,65 m de entre-eixos, 420 litros de porta-malas e 49 litros de tanque de combustível; peso em ordem de marcha de 1.305 kg
Dados técnicos: direção elétrica progressiva; suspensões McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira); freios a discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira); pneus 205/55 R17; diâmetro de giro: 10,9 m; vão livre do solo: 191 mm; ângulo de ataque, 20,7°: 22º, ângulo central: não divulgado, ângulo de saída: 30,2°; coeficiente aerodinâmico, 0,36.

2º lugar – Hyundai Creta Ultimate – 137 pontos

O Hyundai Creta foi quase perfeito. Perdeu por pouco em espaço e conforto, especialmente pelo banco traseiro ser um pouco mais curto que rivais. No entanto, se destacou em desempenho, tendo a melhor nota nesse quesito.
O SUV ainda é bem equipado, tem o pacote ADAS quase completo, o que também fez a diferença em relação ao campeão, mesmo que por pouco. Ainda assim, com a revelação dos pontos do Kicks abaixo, escolher entre o Creta e o Nissan é apenas uma escolha de prioridade entre as qualidades e ausências.

Hyundai Creta Ultimate – Ficha técnica

Motor: 1.6, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, turbo, gasolina, duplo comando variável de válvulas, injeção direta de combustível, taxa de compressão 10,5:1

Potência: 193 cv a 6.000 rpm

Torque: 27kgfm a 1.700 rpm

Peso/potência: 7,02 kg/cv

Peso/torque: 50,2 kg/kgfm

Câmbio: automatizado dupla embreagem, 7 marchas

Tração: dianteira

0 a 100 km/h: 7,8 s

Velocidade máxima: 210 km/h

Dados técnicos: direção elétrica progressiva, suspensões McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira), freios a discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira), diâmetro de giro não divulgado, Cx não divulgado, 190 mm vão livre do solo, ângulo de ataque 19,9°, ângulo central não divulgado, ângulo de saída 30,3°, carga útil 440 kg, pneus 215/55 R18

Dimensões: 4.300 mm de comprimento, 2.610 mm de entre-eixos, 1.635 mm de largura, 1.790 mm de altura, 422 litros de porta-malas, 50 litros do tanque de combustível, 1.270 kg de peso.

1º lugar – Nissan Kicks Platinum – 137,5 pontos

Apenas meio ponto separaram o campeão do segundo. O preço para um carro com motor 1.0 e o desempenho frente aos concorrentes pesar fortemente contra. No entanto, o Kicks compensou em outros parâmetros analisados.

Ele foi um dos melhores em espaço, ganhou em acabamento, se destacou em conforto, além de equipamentos de tecnologia. O pacote ADAS é o mais completo do teste também com 23 sistemas ao todo.

Nissan Kicks Platinum – Ficha técnica

Motor: 1.0, dianteiro, transversal, três cilindros em linha, turbo flex, duplo comando variável de válvulas, injeção direta de combustível, taxa de compressão 10,5:1

Potência: 120/125 cv a 5.000 rpm (gasolina/etanol)

Torque: 20,4/22,527 kgfm a 2.000/2.500 rpm (gasolina/etanol)

Peso/potência: 7,02 kg/cv

Peso/torque: 50,2 kg/kgfm

Câmbio: automatizado dupla embreagem, 6 marchas

Tração: dianteira

0 a 100 km/h: 7,8 s

Velocidade máxima: 210 km/h

Dados técnicos: direção elétrica progressiva, suspensões McPherson (dianteira) e multilink (traseira), freios a discos ventilados (dianteira) e discos sólidos (traseira), diâmetro de giro não divulgado, Cx não divulgado, 215 mm vão livre do solo, ângulo de ataque 18°, ângulo de saída 29,5°, pneus 225/545 R19

Dimensões: comprimento, 4.365 mm; entre-eixos, 2.655 mm; largura, 1.800 mm; altura, 1.620 mm, 470 litros de porta-malas, 48 litros do tanque de combustível, 1.366 kg de peso.

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Prefere os hatches com vocação esportiva, ainda que com um Renegade na garagem. Formado em jornalismo na Fiam-Faam, há 10 anos trabalha no setor automotivo com passagens pelo pioneiro Carsale, além de Webmotors e KBB.