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BYD terá fábrica-cidade na China maior do que a cidade de Paris

Com direito a arranha-céus e campos de futebol, projeto já abriga funcionários
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01.04.2025 às 14:17 • Atualizado em 30.06.2025
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A BYD, que já é uma marca chinesa gigante e uma das maiores fabricantes de veículos elétricos e híbridos no mundo quer crescer ainda mais. A montadora chinesa está contruindo um complexo industrial que abrangerá, além de fábricas, uma cidade para os funcionários viverem. A chamada "cidade-fábrica" já está em produção em Zhengzhou, na província de Henan, na China. Quando concluída, sua extensão territorial deve atingir os 130 km², sendo maior, por exemplo,  que a cidade de Paris, na França, que ocupa 105,4 km² de área territorial. Além disso, essa construção tornará a BYD dona da maior fábrica de carros eletrificados do mundo.

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O projeto faz parte de uma estratégia agressiva da montadora chinesa para aumentar sua eficiência produtiva e reduzir custos logísticos. A fábrica será verticalizada, com setores dedicados à fabricação de veículos elétricos, de baterias e de outros componentes, reduzindo assim custos e tempo com transporte de peças.

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A BYD pretende que um quarto de toda a sua produção seja realizada na “cidade-fábrica”, que terá capacidade para produzir 1 milhão de veículos por ano, começando a produção com o SUV Song Pro DM-i.

O diferencial do projeto da BYD é que ele não se limita à fabricação de veículos. A cidade-fábrica já abriga 60 mil funcionários, e a meta da montadora chinesa é contratar mais 200 mil trabalhadores para habitarem a cidade.

Para acomodar essa população, o local contará com infraestrutura completa: casas, escolas, shopping centers, arranha-céus e até campos de futebol e tênis.

Atualmente a “cidade-fábrica” da BYD está na fase cinco - são oito fases - e a construção avança rapidamente com apoio estatal, reforçando a estratégia chinesa de combinar escala, velocidade e incentivos governamentais para dominar o setor automotivo global.

Ambicioso, o projeto não está livre de críticas, visto que caso a demanda de veículos não acompanhe o crescimento da produção, a cidade-fábrica pode acabar se tornando uma “cidade fantasma”, algo que já aconteceu em outros projetos urbanos na China. Além disso, há preocupações sobre impactos ambientais e expansão urbana desordenada.

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