BYD King: os principais problemas, segundo os donos
O BYD King chegou às concessionárias brasileiras em junho de 2024 com a ousada missão de tomar vendas do Toyota Corolla Hybrid, oferecendo a possibilidade de recarga em fontes externas para carros elétricos como principal vantagem sobre o rival da marca japonesa.
Outro ponto em que o King se sobressai perante o Corolla é o preço. Atualmente, o sedan chinês é vendido em duas versões, que custam R$ 169.990 (GL 8,3 kWh) e R$ 175.990 (GS 18 kWh). Como comparação, o Toyota Corolla Hybrid, também disponível em duas configurações, parte de R$ 189 mil (GLi HEV) e R$ 199.990 (Altis Premium HEV).
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Ambas as versões do BYD King são equipadas com o motor 1.5 aspirado a gasolina de ciclo Miller de 110 cv de potência e 13,8 kgfm de torque, combinado a dois elétricos, um de tração e outro gerador de energia.
Reprodução/Mobiauto
Na versão GL, o conjunto híbrido entrega 209 cv de potência e 32,2 kgfm de torque combinados. A bateria de 8,3 kWh fornece autonomia de 32 km no modo elétrico, segundo o Inmetro. Já a variante topo de linha GS dispõe de 235 cv e 33,1 kgfm, suportados por uma bateria de 18,3 kWh com alcance de 80 km.
O consumo médio do BYD King fica na casa dos 17 km/l na cidade e 15 km/l na estrada, de acordo com as medições do Inmetro, que consideram o uso severo do veículo.
O sedan híbrido plug-in mede 4,78 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,49 m de altura e 2,72 m de entre-eixos. O seu porta-malas de 450 litros tem 20 litros a menos que o compartimento do Corolla.
As duas versões são equipadas de série com seis airbags, controles de estabilidade e tração, freio de estacionamento eletrônico, painel digital de 8,8 polegadas, central multimídia com tela giratória de 12,8”, carregador de celular por indução, sistema de som com seis alto-falantes, câmera 360°, abertura das portas sem chave (cartão NFC), banco do motorista com ajustes elétricos, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, entre outros itens.
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A GS adiciona, além das baterias maiores, o banco do passageiro com regulagem elétrica, sistema de som com oito alto-falantes, luzes ambiente e ar-condicionado de duas zonas.
No entanto, o sedan fica devendo as assistências de condução (ADAS), como frenagem autônoma e controle de cruzeiro adaptativo, presentes no Corolla Altis Hybrid.
BYD King – Os principais problemas, segundo os donos
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Basta uma rápida pesquisa em fóruns e redes sociais para ver que alguns proprietários do sedan até reclamam da falta do ADAS, mas se mostram satisfeitos com a qualidade de construção, o bom desempenho e, principalmente, o baixo consumo de combustível.
Porém, alguns defeitos recorrentes têm aborrecido parte dos clientes, que relatam desgaste prematuro dos pneus da marca Giti e um problema considerado crônico na suspensão dianteira, cuja bandeja está em falta nas concessionárias da marca.
Desgaste prematuro dos pneus
“Comprei um BYD King na [concessionária] Servopa, de Maringá (PR). O carro está com 13.392 km rodados, e os pneus da frente (sic) estão carecas. Na revisão de 12 mil km, relatei o ocorrido, mas eles [concessionária] não resolveram o problema. É impossível um pneu acabar (sic) com essa quilometragem”, diz um consumidor não identificado, de Maringá (PR), no site Reclame Aqui.
O cliente Bruno, de Vitória de Santo Antão (PE), dono de um BYD King comprado zero quilômetro, disse em reclamação registrada no dia 19 de dezembro que os pneus apresentaram desgaste acentuado com 12 mil km rodados. “Os pneus dianteiros começaram a descascar e apresentaram buracos. Entrei em contato com o suporte no site da BYD há seis dias e não tive retorno”.
Relatos: caso 1, caso 2, caso 3, caso 4, caso 5, caso 6, caso 7, caso 8, caso 9
Problemas na suspensão dianteira
“Sou proprietário de um BYD King GS. O carro apresentou problema na suspensão com apenas cinco meses de uso. Segundo informações da concessionária, é um problema crônico do veículo, e a peça - que é a bandeja - está em falta total [nos estoques]. Deram-me um prazo de 20 dias úteis para a solução do problema e recebimento da peça. O prazo esgotou em 12 de dezembro e até agora não há notícias da solução do problema. Além disso, o contato com a concessionária tem sido muito difícil. São várias mensagens até obter uma resposta, que é sempre a mesma: não há peça no mercado. É por essas e outras que a BYD ainda não possui a credibilidade do mercado e dos consumidores (sic). Não posso negar que estou um pouco decepcionado com essa situação e não sei mais a quem recorrer”, diz o relato de um cliente de Recife (PE), no Reclame Aqui.
Por Guilherme Silva
