Toyota Corolla híbrido 2026: testamos o consumo real do sedan na cidade
O Toyota Corolla híbrido 2026 tem uma importante novidade agora. Além da versão de topo, Altis Premium, a Toyota também venderá do Brasil a GLI híbrida. A ideia da marca é aumentar o seu volume de vendas no segmento, e mostrar força contra as rivais chinesas, como BYD e GWM.
O Corolla GLI será lançado nos próximos meses usando a mesma motorização do Altis Premium. Estamos falando aqui do 1.8 aspirado flex que trabalha junto de um sistema elétrico de baixa capacidade, mas que ainda é um híbrido pleno. No total, são 122 cavalos de potência combinados, mas a marca não fala sobre torque dos motores juntos, tendo 14,5 kgfm para o motor térmico, e 16,6 kgfm para o motor elétrico.
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Os dados de consumo de GLi e Altis Premium 2026 já saíram na tabela do Inmetro, e ambos prometem rodar 17,5 km/l de gasolina dentro da cidade, na estrada o número um pouco menor, ficando em 15,2 km/l. Mas será que na prática isso se aplica?
Renan Bandeira/Mobiauto
Para isso, Mobiauto testou o Toyota Corolla híbrido 2026 Altis Premium durante uma semana rodando na cidade. Foram 483 km rodados para avaliar a média de consumo do carro dentro da cidade com gasolina. O resultado foi surpreendente, embora não tenha abatido os 17,5 km/l, prometidos pelo Inmetro, o modelo da Toyota garantiu 16,5 km/l de consumo médio. Foram gastos apenas 29,26 litros de gasolina para rodar tal marca.
A combinação do motor aspirado 1.8 ao conjunto elétrico faz a Toyota ter um híbrido inteligente. Na saída de farol, quando o carro está mais frio, em leves arrancadas, o sistema híbrido prefere rodar com motor elétrico, o que garante um consumo mais baixo de combustível. O motor 1.8 vai entrar em ação quando o motorista solicitar mais o pé direito, ou em velocidades de cruzeiro já com o motor aquecido, em que a usina térmica está em seu melhor momento para funcionar.
Renan Bandeira/Mobiauto
O conjunto híbrido da Toyota impressiona por conta da sua eficiência, e garante o consumo melhor até contra modelos híbridos do tipo plug-in - aquele que vai à tomada e tem bateria maior. E tem a facilidade de não precisar ser recarregado, afinal o próprio motor térmico garante a recarga da bateria, que alimenta o motor elétrico.
O que sentimos durante os testes é a falta de mais de fôlego do conjunto híbrido para garantir melhores arrancadas e retomadas ao sedan, que sofre um pouco na estrada. No dia a dia, cumpre o que promete, mas se pisar um pouco mais no pedal, o motor fará um ruído um pouco mais alto dentro da cabine.
Renan Bandeira/Mobiauto
Voltando a falar do consumo, o Corolla foi testado durante dias quentes, com temperaturas entre 23º e 25º, e uso do ar-condicionado foi constante. E enfrentamos um trajeto que era 80% cidade e 20% estrada, que fez os números do modelo baixarem. Só na cidade, o sedan teria consumo ainda melhor.
Toyota Corolla 2026 – Preços e versões:
- Corolla GLi 2026: R$ 167.590
- Corolla XEi 2026: R$ 168.890
- Corolla Altis Premium 2026: R$ 196.590
- Corolla GR-Sport 2026: R$ 196.990
- Corolla Altis Hybrid Premium 2026: R$ 199.990
Renan Bandeira/Mobiauto
Principais rivais:
- BYD King GS 2026: R$ 175.990
- BYD King GL 2026: R$ 169.990
- Nissan Sentra Advance 2025: R$ 171.890
- Nissan Sentra Exclusive 2025: R$ 195.890
Ficha técnica - Toyota Corolla Hybrid 2026
Motor: 1.8, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16V, aspirado, flex, injeção multiponto, duplo comando de válvulas com variação em admissão
Motor elétrico: Dual motor, síncrono de ímãs permanentes, dianteiro, transversal
Potência: 98/101 cv (G/E) a 5.200 rpm
Torque: 14,5 kgfm (G/E) a 3.600 rpm
Potência motor elétrico: 72 cv
Torque motor elétrico: 16,6 kgfm
Peso/potência: 14,36 kg/cv
Peso/torque: 100 kg/kgfm
Câmbio: automático transeixo e-CVT
Tração: dianteira
0 a 100 km/h: 12 segundos
Velocidade máxima: 170 km/h
Consumo (Inmetro): 12,5 km/l na cidade e 10,7 km/l na estrada com etanol; 17,5 km/l na cidade e 15,2 km/l na estrada com gasolina
Dados técnicos: direção elétrica progressiva; suspensões McPherson (dianteira) e independente multilink e barras estabilizadoras (traseira); freios dianteiros a disco ventilado e traseiros a disco sólido; diâmetro de giro, 11,6 m; coeficiente aerodinâmico, 0,28 Cx; vão livre do solo, 148 mm; ângulo de ataque, não divulgado; ângulo de saída, não divulgado; ângulo de transposição de rampas, não divulgado; pneus, 215/50 R17.
Por Renan Bandeira
Gerente de conteúdo
Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.
