Empresa chinesa testa bateria ejetável para acidentes com carros elétricos
Ao pensar em carros elétricos, é normal que as dúvidas sobre casos de incêndio e explosão apareçam. Afinal, já foram registrados diversos casos globais que, inclusive, demonstraram a dificuldade dos bombeiros em apagar o fogo desses veículos. E pensando nesse problema, embora não seja comum, os chineses criaram uma tecnologia controvérsia de ejetar a bateria do carro em casos de incêndio.
Pesquisadores do Centro de Pesquisa e Tecnologia de Reparo de Colisões Automotivas da China apresentaram um sistema semelhante ao do acionamento de airbags para a bateria de carros elétricos. No qual, quando os sensores instalados no veículo detectarem anomalias térmicas dentro do conjunto da bateria a ejeção da bateria aconteceria da mesma maneira abrupta que os airbags são ativados em caso de colisão. Com um alcance de aproximadamente três a seis metros de distância.
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Obviamente, essa “solução” não foi bem recebida pelo público, já que, embora pudesse prevenir um incêndio ou explosão, acabava comprometendo a segurança de quem estivesse por perto. Afinal, a bateria de um carro elétrico pode ultrapassar os 200 kg, representando risco de causar grandes estragos nos arredores.
Reprodução/Carscoops
O carro utilizado de “cobaia” para essa demonstração foi o Chery iCar 03T. Mas em nota, a Chery negou envolvimento com a criação do sistema e ainda se demonstrou insatisfeita com o projeto: “isso não tem nada a ver com o iCar, por favor, sejam racionais”.
Carro elétrico pega fogo com facilidade?
Segundo a National Transportation Safety Board (NTSB), agência de segurança ligada ao governo estadunidense, o risco de incêndio em carros movidos bateria é 60 vezes menor a um veículo movido a combustão.
E nesse caso, quando o fogo toma conta de carros elétricos o desafio de conter o fogo e domá-lo para que ele não se alastre por todo um estacionamento, por exemplo, é muito maior. Devido à alta composição química que envolve mais de 100 substâncias tóxicas, o calor liberado é intenso e pode superar até os 1.000 °C.
Por Marcela Cavirro
