Correia dentada banhada a óleo: principais cuidados e dicas de manutenção
Nos últimos anos, cada vez mais carros passaram a usar a correia dentada banhada a óleo. Ela virou assunto no mundo automotivo e, claro, entre donos de modelos como Chevrolet Onix, Tracker e Montana, além de Ford Ka, Fiesta, Peugeot 208 (motor 1.2) e vários outros que adotam esse sistema.
E não é por acaso: esse tipo de correia foi criado para durar muito mais, reduzir atrito e até tornar o motor mais eficiente. Só que, para funcionar bem, exige algo que muitos motoristas ainda não seguem à risca: o manual.
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A ideia é simples no papel. Em vez de trabalhar a seco, a correia fica imersa no óleo do motor. Isso reduz o atrito, diminui ruídos e ajuda na dissipação do calor. O objetivo é um funcionamento mais suave, econômico e com menos desgaste ao longo do tempo.
A importância da troca correta do óleo
Reprodução/Mobiauto
Para que tudo funcione 100%, a correia depende da troca correta do óleo. Marlon Dias, coordenador técnico da Takao, fornecedora de componentes para motores que utilizam as correias banhadas a óleo, explica:
“A correia banhada a óleo é eficiente e moderna, mas exige disciplina. O óleo precisa estar sempre dentro das especificações da montadora, e os intervalos de troca não podem ser negligenciados. Caso contrário, o risco de falha é alto.”
E não para por aí. Quando o motorista deixa de trocar ou usa um óleo fora da especificação, o risco dobra:
“Partículas, aditivos incompatíveis ou atrasos na troca do óleo podem acelerar a degradação da correia. Fibras soltas podem obstruir o pescador do óleo, causar danos ao sistema de lubrificação e, consequentemente, afetar o virabrequim, as bronzinas e outros componentes do motor.”
A Mobiauto entrou em contato com a Chevrolet, que foi direta sobre os cuidados, reforçando a fala do coordenador técnico da Takao:
“Basta que o programa de revisão seja cumprido, com trocas de óleo e filtro dentro dos prazos recomendados. E, principalmente, utilizando o lubrificante compatível com a tecnologia da correia banhada a óleo, que são aqueles dotados da certificação Dexos.”
A marca também deixou claro qual óleo deve ser usado em Onix, Tracker e Montana, os modelos da marca que utilizam o sistema:
“0W20 sintético, API SL, Dexos 1 Gen3.”
Mas e o custo de manutenção? Fica mais caro?
Segundo a Chevrolet, é justamente o contrário:
“O custo de manutenção deste sistema é até menor que o da correia dentada do tipo ‘seca’, já que a banhada requer a substituição do componente apenas aos 240.000 km.”
Inclusive, essa quilometragem está descrita no manual dos modelos da Chevrolet com correia banhada a óleo.
Quem roda muito todo dia, deve se preocupar?
Uma dúvida comum é se quem roda muito com o carro no dia a dia, como motoristas de aplicativo, por exemplo, acelera o desgaste da correia. Sobre esse ponto, a montadora americana explica:
“O uso severo é uma condição conhecida e descrita no manual do veículo. Quando o veículo é utilizado dentro de um regime classificado desta forma, basta que as revisões sejam antecipadas, reduzindo o ciclo de quilometragem descrito pelo fabricante.”
Dessa forma, é sempre bom ficar de olho durante as manutenções de forma preventiva para ver como está a saúde da correia.
Atualização da correia para a linha 2026
A Chevrolet confirmou que fez uma atualização no sistema, já adotada na linha 2026:
“A correia dentada utilizada em nossos motores passou por uma reformulação para torná-la mais resistente ao uso inadequado.”
A correia ganhou teflon e fibra de vidro no revestimento. Tudo para evitar que os detritos “viagem” pelo motor e causem danos.
Ou seja, não se trata de corrigir um defeito, mas de reforçar o componente para situações que ainda acontecem com frequência: óleo fora da especificação, atrasos na troca ou até produtos falsificados, justamente os que mais colocam a correia em risco.
Com isso, é importante que quem tem na garagem um carro com esse sistema fique sempre atento nas manutenções e de olho no manual do veículo, evitando assim, dores de cabeça lá na frente.
Por Pedro Rocha
Pedro Rocha é formado em Jornalismo, na Anhembi Morumbi, em São Paulo. É um amante de carros e contribuiu com Mobiauto durante 2024.
