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Correia dentada banhada a óleo: principais cuidados e dicas de manutenção

Saiba como cuidar da correia do jeito certo e evitar problemas antes que eles apareçam
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18.11.2025 às 17:50
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Nos últimos anos, cada vez mais carros passaram a usar a correia dentada banhada a óleo. Ela virou assunto no mundo automotivo e, claro, entre donos de modelos como Chevrolet Onix, Tracker e Montana, além de Ford Ka, Fiesta, Peugeot 208 (motor 1.2) e vários outros que adotam esse sistema.

E não é por acaso: esse tipo de correia foi criado para durar muito mais, reduzir atrito e até tornar o motor mais eficiente. Só que, para funcionar bem, exige algo que muitos motoristas ainda não seguem à risca: o manual.

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A ideia é simples no papel. Em vez de trabalhar a seco, a correia fica imersa no óleo do motor. Isso reduz o atrito, diminui ruídos e ajuda na dissipação do calor. O objetivo é um funcionamento mais suave, econômico e com menos desgaste ao longo do tempo.

A importância da troca correta do óleo

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Para que tudo funcione 100%, a correia depende da troca correta do óleo. Marlon Dias, coordenador técnico da Takao, fornecedora de componentes para motores que utilizam as correias banhadas a óleo, explica:

“A correia banhada a óleo é eficiente e moderna, mas exige disciplina. O óleo precisa estar sempre dentro das especificações da montadora, e os intervalos de troca não podem ser negligenciados. Caso contrário, o risco de falha é alto.”

E não para por aí. Quando o motorista deixa de trocar ou usa um óleo fora da especificação, o risco dobra:

“Partículas, aditivos incompatíveis ou atrasos na troca do óleo podem acelerar a degradação da correia. Fibras soltas podem obstruir o pescador do óleo, causar danos ao sistema de lubrificação e, consequentemente, afetar o virabrequim, as bronzinas e outros componentes do motor.”

A Mobiauto entrou em contato com a Chevrolet, que foi direta sobre os cuidados, reforçando a fala do coordenador técnico da Takao:

“Basta que o programa de revisão seja cumprido, com trocas de óleo e filtro dentro dos prazos recomendados. E, principalmente, utilizando o lubrificante compatível com a tecnologia da correia banhada a óleo, que são aqueles dotados da certificação Dexos.”

A marca também deixou claro qual óleo deve ser usado em Onix, Tracker e Montana, os modelos da marca que utilizam o sistema:

“0W20 sintético, API SL, Dexos 1 Gen3.”

Mas e o custo de manutenção? Fica mais caro?

Segundo a Chevrolet, é justamente o contrário:

“O custo de manutenção deste sistema é até menor que o da correia dentada do tipo ‘seca’, já que a banhada requer a substituição do componente apenas aos 240.000 km.”

Inclusive, essa quilometragem está descrita no manual dos modelos da Chevrolet com correia banhada a óleo.

Quem roda muito todo dia, deve se preocupar?

Uma dúvida comum é se quem roda muito com o carro no dia a dia, como motoristas de aplicativo, por exemplo, acelera o desgaste da correia. Sobre esse ponto, a montadora americana explica:

“O uso severo é uma condição conhecida e descrita no manual do veículo. Quando o veículo é utilizado dentro de um regime classificado desta forma, basta que as revisões sejam antecipadas, reduzindo o ciclo de quilometragem descrito pelo fabricante.”

Dessa forma, é sempre bom ficar de olho durante as manutenções de forma preventiva para ver como está a saúde da correia.

Atualização da correia para a linha 2026

A Chevrolet confirmou que fez uma atualização no sistema, já adotada na linha 2026:

“A correia dentada utilizada em nossos motores passou por uma reformulação para torná-la mais resistente ao uso inadequado.”

A correia ganhou teflon e fibra de vidro no revestimento. Tudo para evitar que os detritos “viagem” pelo motor e causem danos.

Ou seja, não se trata de corrigir um defeito, mas de reforçar o componente para situações que ainda acontecem com frequência: óleo fora da especificação, atrasos na troca ou até produtos falsificados, justamente os que mais colocam a correia em risco.

Com isso, é importante que quem tem na garagem um carro com esse sistema fique sempre atento nas manutenções e de olho no manual do veículo, evitando assim, dores de cabeça lá na frente.

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Pedro Rocha é formado em Jornalismo, na Anhembi Morumbi, em São Paulo. É um amante de carros e contribuiu com Mobiauto durante 2024.