Quais carros têm correia dentada banhada a óleo?
Alvo de muitas polêmicas recentemente, o lançamento linha 2026 do Chevrolet Onix e Onix Plus acalorou ainda mais as discussões na internet sobre a “temida” correia dentada banhada óleo. Que está presente em outros modelos além do hatch e do sedan da General Motors.
Além do Onix e Onix Plus a atual gama da Chevrolet também equipa o Tracker e a Montana com a correria banhada a óleo sob o capô, independente da configuração do motor. E apesar da polêmica permear a montadora americana, modelos mais antigos de outras marcas também possuem a peça hidráulica.
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Confira a lista:
- Chevrolet Onix (desde 2020)
- Chevrolet Montana (desde 2023)
- Chevrolet Tracker (desde 2020)
- Citroën C3 1.2 PureTech
- Ford Ecosport 1.5 (a partir de 2019)
- Ford Fiesta EcoBoost
- Ford Ká 1.0 (a partir de 2015)
- Ford Ká 1.5 (a partir de 2019)
- Ford Ranger 2.0 turbodiesel
- Ford Transit 2.0 turbodiesel
- Peugeot 208 1.2 PureTech
Correia banhada a óleo é realmente um problema?
Reprodução/Mobiauto
A engrenagem posicionada no centro dos holofotes do cancelamento ultimamente é composta por dentes de borracha e atua no controle de precisão dos movimentos dos pistões e válvulas no cilindro. Ou seja, ela é essencial para que a combustão aconteça em harmonia.
Como já explicamos por aqui, a correia banhada a óleo trabalha imersa no óleo do próprio motor, ligando o eixo do vibraquim ao comando de válvulas. E foi projetada para durar mais que as correias secas.
No caso da Chevrolet, após uma grande onda de reclamações de consumidores alegando falhas na engrenagem, em abril a GM se posicionou em tom de esclarecimentos. Explicando que, na verdade, o problema não era a peça, mas sim a sua manutenção equivocada. Na qual justificava as falhas aos óleos inapropriados e adulterados, que não seguiam o padrão exigido pela engrenagem.
E para tentar sanar o problema, a Chevrolet ainda ofereceu garantia de 240.000 quilômetros na correia banhada a óleo para seus clientes. Porém esse “gerenciamento de crise” não deu muito certo.
Meses depois o assunto ainda continua em alta, principalmente pela decisão da GM de manter a engrenagem no seu modelo que foi o principal alvo de críticas: o Onix. Segundo a marca, a correia passou por melhorias e agora está mais resistente a óleos inadequados. Além disso, as indicações no motor da especificação correta dos lubrificantes aumentaram e ganharam mais evidência.
E apesar da Chevrolet ser o centro das atenções na polêmica, a correia banhada a óleo equipada modelos de outras marcas, e não é à toa. A peça promete ter uma durabilidade significativa e uma manutenção mais barata. E as críticas em torno dessa engrenagem não fazem mais sentido.
Por Marcela Cavirro
