Como a Tesla usará tecnologia de veículos autônomos para criar robô humanoide

Com corpo humano e mente de máquina, o humanoide da Tesla é desenvolvido para realizar atividades maçantes e perigosas.
Por Camila Torres
23.08.2021 às 18h:46 • Att. há cerca de 2 meses
Com corpo humano e mente de máquina, o humanoide da Tesla é desenvolvido para realizar atividades maçantes e perigosas.

A Tesla anunciou nos últimos dias que criará um robô humanoide com aparência humana e usando inteligência artificial para substituir seres humanos em determinadas atividades. O chefão da empresa, Elon Musk, prometeu colocar o mais novo produto no mercado já em 2022 e ele tem até nome: Optimus. 

Para funcionar, o humanoide usará recursos da tecnologia Autopilot, já conhecida através dos carros semiautônomos da Tesla.

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O robô terá como principais funções realizar trabalhos classificados pela Tesla como “maçantes e perigosos”. Só não é possível contar com o Optimus para o trabalho pesado: com 1,73 m de altura e 57 kg, sua capacidade de carregamento é de apenas 20 kg.

Enquanto Optimus ainda não existe fisicamente, a Tesla usou um humano vestido de robô para realizar dancinhas e assim levar o público ao clímax na apresentação. 

A conferência foi levada com descontração até o fim, mesmo em um momento em que a empresa é investigada por um acidente envolvendo seus sistemas semiautônomos. O tema, aliás, não foi abordado em nenhum momento durante as duas horas e meia de evento.

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Como o humanóide da Tesla funcionará?

Locomoção: para que Optimus saia andando por aí, a Tesla usará a tecnologia de direção semiautônoma dos carros da marca. Com isso, o robô poderá chegar a 8 km/h. 

Os sensores, radares, câmeras e processadores do Autopilot também servirão para analisar o terreno, de modo que a reconhecer obstáculos antecipadamente para evitar acidentes no percurso. 

Corpo humano, cabeça de máquina: para tornar o Optimus mais funcional, o robô terá mãos como as de humanos, com cinco dedos. Porém, para tudo isso ganhar movimento, serão usados cerca de 40 atuadores. 

Na cabeça haverá uma tela (já deu para perceber que a Tesla ama telas), algo parecido com a de um celular, para que o humanóide possa transmitir informações aos humanos de verdade.

Robô “amigo”: a ideia de ter um robô com características tão próximas às de um humano ainda desperta receio em muitas pessoas. 

Musk tentou tranquilizar a todos, dizendo que o Optimus é um robô “do bem”. Por via das dúvidas, segundo o empresário, será possível desligá-lo ou simplesmente fugir dele (você só precisa correr em uma velocidade superior a 8 km/h). 

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O que o piloto automático da Tesla faz?

Com corpo humano e mente de máquina, o humanoide da Tesla é desenvolvido para realizar atividades maçantes e perigosas.

O piloto automático disponível como opcional para modelos da Tesla é capaz de detectar objetos rígidos e flexíveis a uma distância duas vezes superior que a versão anterior. Isso é possível por meio das oito câmeras em torno do automóvel, que promovem uma visão de 360 graus com alcance de até 250 metros. 

Para deixar o piloto automático com uma visibilidade ainda mais avançada, outros 12 sensores foram instalados. Um outro radar, instalado à frente, é responsável por fornecer dados adicionais. 

Todas essas tecnologias resultam em um sistema tão complexo que, segundo a Tesla, é possível detectar objetos e obstáculos até mesmo com chuva forte, nevoeiro e poeira. O Autopilot pode ainda realizar sozinho operações de direção, aceleração e frenagem automática na faixa onde circula.

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O piloto automático também sugere mudanças de faixa para otimizar o tempo, em casos em que o veículo a frente esteja em uma velocidade inferior à máxima da via. Outra interferência que o sistema pode fazer é pegar uma nova rota para chegada mais rápida ao destino, desde que o motorista autorize a mudança. 

Todos os novos automóveis da Tesla possuem o hardware com as diretrizes de direção autônoma. Uma das funcionalidades mais interessantes é que se o motorista não disser onde quer ir, o sistema consulta o calendário do dono e leva-o para o destino esperado de acordo com sua agenda. 

A tecnologia torna o carro apto para circular desde autoestradas movimentadas de alta velocidade até vias urbanas com semáforos e placa de “pare”. E estacionar é o menor dos problemas: o sistema procura a vaga e ainda realiza as manobras. 

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No entanto, apesar de contar com funções avançadas, a Tesla alerta que o sistema deve operar sob supervisão do condutor, que o piloto automático não torna o carro 100% autônomo e que não é permitido legalmente circular com qualquer automóvel sem um motorista no comando para interferir toda vez que for necessário. 


Quanto a Tesla vale?

Mais que todas as montadoras populares juntas, segundo levantamento da agência Reuters. A Tesla vale atualmente mais de US$ 800 bilhões e cada ação da marca é negociada acima dos US$ 800. No entanto, a receita levantada anualmente ainda é menor que a da maioria das outras fabricantes. 

Se somados o valor da Volkswagen (incluindo subsidiárias como Audi, Bentley, Lamborghini, Porsche e Bugatti), Toyota (e Lexus), Ford, Honda, GM (incluindo a Chevrolet), yStellantis (Fiat, Jeep, Ram, Peugeot, Citroën, Dodge, Alfa Romeo etc), BMW (Mini, Rolls Royce), Mercedes-Benz, Nissan (Infiniti), Hyundai-Kia e Renault-Nissan-Mitsubishi, nenhuma chega ao valor da Tesla. 

No mercado de investimentos isso pode ser explicado graças a dois fatores: o mercado de ações se move à frente da economia real para conseguir adiantar tendências. O outro ponto é que Tesla por ser do segmento automobilístico e de tecnologia tornam as prospecções ainda mais altas.


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