Volkswagen Golf GTI volta ao Brasil para marcar história da VW
O Volkswagen Golf GTI retornou ao Brasil após seis anos. Alinhado com o que vemos na Europa, o hatch médio da marca alemã foi apresentado na oitava geração, já com facelift, e acalmou o coração dos entusiastas.
Perto de completar 50 anos da linha GTI, que nasceu em 1976 justamente com o Volkswagen Golf, o modelo desembarca no Brasil em versão única e deve ter lote limitado de versões. O preço ainda não foi revelado, e as vendas começam em 6 de setembro. Mobiauto acredita que o valor seja de cerca de R$ 350 mil.
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Quem levar um VW Golf GTI MK8,5 para casa receberá uma caixa exclusiva de acompanhamento. Nela, contém uma carta, uma placa, um chaveiro e um óculos da Chillibeans, na coleção Golf GTI.
Quanto ao carro, Mobiauto foi convidada para um teste rápido em pista com retas e slalom, com direito a três voltas. Ainda que as impressões tenham sido contidas, o novo Golf GTI segue com as mesmas qualidades de um GTI: ágil, rápido, estável e seguro.
O hatch médio mostrou boa dinâmica no zigue-zague de cones, apontando bem a dianteira, mesmo em entradas mais agressivas, e ainda mostrou agilidade do câmbio DSG de sete marchas nas retomadas.
Falando de parte técnica, vamos ao que interessa. O motor EA888 foi mantido, mas está em sua quarta geração, com o 2.0 turbo a gasolina rendendo 245 cv de potência e 37,7 kgf de torque. É menos que a imprensa brasileira esperava em um primeiro momento, e isso se dá pela programação do veículo para atender ao programa PL8 de emissões de poluentes.
Reprodução/Mobiauto
Ainda assim é um carro que ficou 15 cv mais potente que a geração anterior, e se torna o Golf mais potente já vendido pela Volkswagen no Brasil. Ele atinge os 100 km/h em 6,1 segundos - é 0,9 segundo mais rápido que a geração anterior.
Com o facelift, o Golf GTI ganha faróis mais afilados e DRL de LED que se conectam por uma faixa de LED na grade frontal. A iluminação é de LED. Para fechar, o emblema da VW agora acende.
Reprodução/Mobiauto
O para-choque tem design robusto, miolo em cascata e os faróis de neblina, de cinco pontos, acompanham o visual do acabamento. Na lateral, a silhueta padrão do Golf, calçado por rodas de 18 polegadas.
A traseira tem lanternas de LED bipartidas, dupla saída de escape e abertura do porta-malas pelo emblema. A assinatura GTI vem centralizada. A iluminação da lanterna será de LED, mas com desenho simples e não tridimensional como dos modelos pré-série apresentados aos jornalistas.
Reprodução/Mobiauto
Construído sobre a plataforma MQB, o Golf mede 4,28 metros de comprimentos e 2,64 m de entre-eixos. Boa medida para o dia a dia, e que garante um espaço interno dentro do esperado para um modelo do segmento - como referência dentro de casa, é parecido com o que um T-Cross oferece. Já o porta-malas oferece 374 litros de capacidade.
Por dentro, destaque para o acabamento dos bancos do Golf, que manteve o tecido xadrez "Scale Paper". No banco de trás, passageiro tem duas portas USB do tipo C para um carga lenta, saídas de ar-condicionado e uma zona de ajuste de temperatura. Nas costas dos dois bancos, revisteiros e bolsos para celulares estão presentes. O assento central tem apoia-braço com porta-copos e opção de acesso ao porta-malas. No entanto, o acabamento das portas são de plástico rígido.
Reprodução/Mobiauto
Na parte da frente, os bancos são do tipo concha, com apoios mais proeminentes para tronco e pernas e multiplos ajustes elétricos (mas só para o motorista). Apoio de cabeça e integrado ao corpo do banco e o cinto de segurança tem amarração convencional. Motorista e passageiro da frente têm apoia braço central, porta objetos e porta copos.
Mas o console central chama atenção para algo que não vemos nos demais carros da marca: a alavanca do câmbio é pequena, e do tipo "joystick". O freio de estacionamento é eletrônico, e ainda tem a função auto-hold. As portas USB ficam logo abaixo das saídas de ar-condicionado centrais.
Reprodução/Mobiauto
Interessante é que essa mesma saída de ar é base para um pequeno quarteto de comandos que pode facilitar a vida do motorista, com atalhos para ar-condicionado, modo de condução, menu e assistências de direção. Do lado esquerdo, aproveitando o ensejo, há um novo esquema da VW para comandos dos faróis, que substitui o seletor padrão da marca por botões.
Volante tem mesmo formato que vemos no Jetta GLI, muda que a assinatura é "GTI". Do lado direito, botões para controla multimídia; do lado esquerdo, botões para controlar assistências de condução; atrás, aletas para trocas de marcha. A coluna de direção tem ajuste de altura e profundidade.
O painel de instrumentos tem 10,2 polegadas. A medida é a mesma do Active Info Display, visto em T-Cross, Nivus e Jetta, mas é nomeado de "Digital Cockpit Pro" e traz algumas diferenciações, como design interno mais moderno e conta-giros posicionado no centro da tela, com velocímetro. Nas laterais esquerda e direita é possível adicionar informações complementares.
A multimídia é a MIB3 com tela de 12,9 polegadas, que conecta Android Auto e Apple CarPlay sem fio, e ainda tem navegação configurável. Oferece mais informações que a VW Play, que temos visto na maioria dos lançamentos da marca aqui no Brasil. Para fechar, o sistema de som é assinado pela Harman Kardon.
Por Renan Bandeira
Gerente de conteúdo
Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.
