Novo VW Polo será híbrido e terá base de SUV do Golf como T-Cross e Nivus
O Volkswagen Polo é o carro mais vendido da marca no Brasil no acumulado em 2025, mas já sente a concorrência interna dos SUVs Tera e T-Cross. Na Europa não é diferente, tanto que a montadora, após apresentar o conceito elétrico ID. Polo, confirmou que o hatch terá motorização híbrida.
Em entrevista ao site Auto Express, Martin Sander, membro do conselho de administração da Volkswagen, contou que a marca planeja uma “atualização para o Polo a combustão. Podemos continuar a fabricar carros com motor a combustão pelo tempo que for necessário, não há limite. A plataforma [MQB A0] existente é mais do que capaz disso”.
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Vale lembrar que a base MQB A0 é a mesma usada em Tera, Polo, T-Cross, Nivus e Virtus no Brasil. Essa arquitetura é uma simplificação da base MQB, utilizada por Taos, Golf e T-Roc na antiga geração.
Considerado o SUV do Golf, o T-Roc ganhou uma nova geração recentemente sob a plataforma MQB Evo, que permite a utilização de sistemas híbridos leve, pleno e plug-in. O novo T-Roc vai servir de base para as próximas gerações de Nivus e T-Cross que, além de ficar um pouco maiores, também serão híbridas com a base MQB Hybrid, uma adaptação da MQB Evo para o Brasil.
Dito isso, o novo Volkswagen Polo pode ter uma nova geração com a nova plataforma híbrida? Sim. Quem garante é Sander novamente: “Claro. É um trabalho grande e caro, mas precisamos fazê-lo”
Volkswagen Polo híbrido no Brasil?
Por enquanto, esses planos atendem somente o Polo vendido na Europa. No entanto, Martin aponta que a visão da marca é buscar atender o que determinado mercado pede. Pois então, o Velho Continente carece de uma mescla do Polo a combustão, híbrido e elétrico com ID. Polo, assim como já foi apresentado o conceito ID.Cross – T-Cross elétrico.
Na Europa, o Polo possui outro tipo de apelo, inclusive com mais versões e até a esportiva GTI. Já no Brasil, o hatch segue como representante da marca como veículo mais barato, mas já não oferta mais a versão GTS e viu sua gama de opções ser reduzida.
Outro ponto que pode prejudicar a chegada do Polo híbrido ao Brasil está sob o capô. A marca já trabalha na atualização do seu motor 250 TSI, o 1.4 TSI evoluiu para 1.5 TSI e permite atuar em conjunto com sistemas elétricos, ainda oferecendo os mesmos 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque só com a parte a combustão.
Apenas com motorização 1.0 MPI aspirada de 84 cv e 1.0 turbo de até 128 cv, o Polo brasileiro como híbrido leve seria o mais provável. Mesmo assim, passar o hatch na frente do Tera, atual principal produto da casa, não parece ser o melhor dos mundos.
Por Vinicius Moreira
Repórter
Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.
