Novo sedan elétrico da Toyota é maior que Fiat Toro a preço de Honda City
Líder global de vendas, a Toyota não se contenta em dominar o segmento de sedans médios convencionais e prepara lançamento para alcançar o segmento o premium. Mas o Camry já não cumpre essa função? Sim, mas a montadora prepara outro lançamento refinado e equipado com a nova tendência de mercado: motorização totalmente elétrica.
Trata-se do novo sedan fruto da parceria entre Toyota e GAC, o BZ7. O modelo estreará no mercado chinês em março de 2026 com mais de uma versão, tabelado na faixa de preço de 200 mil yuans, o que equivale a cerca de R$ 154.640 mil em conversão direta sem acréscimo de impostos.
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Para efeito de comparação, com esse valor convertido em reais, no Brasil é possível comprar o Honda City Touring, que custa a partir de R$ 154.800. Por aqui, nem mesmo o Toyota Corolla tem esse preço “acessível”, em sua versão mais básica ele parte dos R$ 173.290.
Por esse preço, é difícil imaginar um modelo que tenha características refinadas, mas o BZ27 entrega requinte de nível premium.
Como é o GAC-Toyota BZ7
Divulgação
Por fora, o visual é minimalista, comum à de modelos elétricos. Mas o que impressiona é o porte do sedan. Posicionado dentro do segmento de D, suas medidas são de 5,13 metros de comprimento, 1,96 m de largura, 1,50 m de altura e 3,02 m de entre-eixos.
Superiores à da picape intermediária, Fiat Toro, por exemplo, que mede 4,95 m de comprimento, 1,84 m de de largura, 1,67 m de altura e 2,98 m de entre-eixos.
As capacidades de bagageiro ainda não divulgadas, mas devem superar os 500 litros do Toyota Camry de, visto que o novo sedan é maior.
A dianteira conta com conjunto óptico que carrega a nova assinatura da Toyota, já encontrada na China em modelos como o Corolla. Na traseira, o visual é mais chamativo, formado por lanternas afiladas e interligadas semelhantes à de modelos como GWM Haval H6, que se estendem para a lateral do carro e possem extremidades mais geométricas.
Por dentro o requinte é protagonista. O BZ7 possui acabamento interno totalmente envolvido em tecidos de tons claros, que incluem até mesmo o volante. O visual é bastante clean e minimalista na medida certa, afinal nas imagens de divulgação é possível ver a presença de botões ao centro e nas portas.
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Graças as grandes medidas, o sedan não possui um único teto-solar, mas sim dois, que são generosos e bem espaçados. Um para os ocupantes da primeira fileira e outro para os passageiros do banco de trás.
Dentro do pacote de itens de série, o BZ7 inclui um sistema de som formado por 23 alto-falantes, geladeira, carregadores por indução de 50W localizados em fácil acesso central para quem viaja na frente ou atrás, luzes ambientes que se estendem ao acabamento nas portas, central multimídia flutuantes de 15,6 polegadas e painel de controle digital.
Um detalhe interessante, é que ambas as telas são alimentadas pelo sistema Harmony 5.0 da Huawei – empresa de tecnologia chinesa - em todas as versões.
No pacote de segurança, o sedan também será bem equipado, e contará com:
Sistema lidar no teto;
- Radares de ondas de cinco milímetros;
- 11 câmeras
- 10 radares ultrassônicos
- Chip de direção autônoma Nvidia.
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Componentes que garantem assistência de estacionamento automática ou remota e condução autônoma do veículo até mesmo em situações de alta velocidade.
Sob o capô, o que chama atenção do BZ7 não é a performance, mas sim a autonomia. Equipado com o sistema DriveOne, também da Huawei, o sedan possui dois motores elétricos que rendem 278 cavalos de potência combinada. Capaz de alcançar os 180 km de velocidade máxima.
As baterias de lítio-ferro-fosfato variam de acordo a versão, e podem ter capacidade para 71,35 kWh ou 88,13 kWh. No primeiro caso, a autonomia é de até 600 km, já no segundo caso, o BZ7 pode rodar até 710 km com uma carga completa. Ambos os números segundo o ciclo chinês, CLTC.
Por Marcela Cavirro
