Geely aposta em sedan que faz 15 km/l com porte de Seal e preço de Kwid
Acumulando sucesso de vendas na China, a Geely é uma montadora chinesa que está buscando sucesso além das fronteiras. Recentemente, ela chegou ao Brasil através da parceria com Renault, mas também atua de forma independente. Neste momento, ela prepara o seu segundo lançamento, com o EX2 – campeão de emplacamentos na China.
E enquanto ela cria sua estratégia de vendas para o Brasil, do outro lado do mundo, onde a marca já é consolidada, a Geely aposta no lançamento de um novo sedan, Starshine 6 - através da submarca Geely Galaxy - que poderia fazer sucesso por aqui devido ao seu preço atrativo e visual de luxo.
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Comercializado em cinco versões, o que mais chama atenção no Starshine 6 além da sua aparência são os preços. Os valores variam entre 85.800 yuans e 118.800 yuans, o equivalente a cerca de R$ 64.784 e R$ 89.702 em conversão direta, sem acréscimos de impostos.
Para efeito de comparação, o carro mais barato do Brasil é o Renault Kwid Zen, que custa R$ 68.890.
Como é o Geely Galaxy Starshine 6 2026
Visualmente, o sedan mescla entre referências de carros de luxo. Na dianteira a grade formada por barras verticais com entradas de ar lembra a dos modelos esportivos da Mercedes da linha AMG. E o formato das lanternas traseiras remetem ao design utilizado anteriormente pela Jaguar. E os faróis dianteiros lembram vagamente o novo conjunto óptico da BMW.
Seu porte é de sedan grande, com 4,80 metros de comprimento, 1,88 m de largura, 1,49 m de altura e 2,75 m de entre eixos. Para efeito de comparação, o BYD Seal tem praticamente as mesmas medidas: 4,80 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,46 m de altura e 2,92 m de entre-eixos.
Por dentro, o modelo é contemplado pelo G-Pilot H3. Sistema composto por11 câmeras, três radares de ondas milimétricas e 12 radares ultrassônicos. Alimentado pelo chip J6M da Horizon Robotics. Com esse conjunto, o Starshine 6 tem uma boa capacidade de direção autônoma em altas velocidades e percursos urbanos, além dos itens de segurança de prevenção de acidentes, assitêcnia de estacionamento com memória e velocidade de controle de cruzeiro de até 150 km/h.
Por dentro, o sedan também chama atenção. Com acabamento de couro em três opções e cores (preto, marrom e preto e branco), central multimídia flutuante de 14,6 polegadas, painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e carregamento por indução de 50 Watts. Só deixa a desejar no espelhamento Apple CarPlay e Android Auto.
Sob o capô, está um sistema híbrido plug-in (PHEV). Com propulsão térmica 1.5 aspirado a gasolina de 110 cavalos de potência e motor elétrico de 160 cv de potência. A bateria pode variar de acordo com a versão: 8,5 kWh para as versões de entrada e 17 kWh para versões de topo. Na primeira opção a autonomia elétrica é de até 60 km, enquanto a segunda opções roda até 128 km gasolina, segundo ciclo chinês. Esse conjunto é capaz de fazer 15,7 km/l no ciclo chinês.
Mais detalhes sobre a motorização e autonomia combinada ainda não foram divulgados e a estreia oficial do carro está marcada para o próximo dia 30 de outubro.
Por Marcela Cavirro
