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Flagra: Geely Geome será o segundo carro da marca chinesa e mira o BYD Dolphin

Hatch elétrico pode estrear ainda em 2025 para fazer companhia ao já lançado SUV EX5
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19.09.2025 às 14:07
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A recém-chegada Geely terá outro carro no Brasil em breve. Após a estreia do EX5, a marca chinesa testa o Geome - uma abreviatura do inglês Geometry - por aqui. O hatch elétrico foi flagrado em testes em Curitiba (PR) pelo perfil Placa Verde no Instagram. O modelo pode chegar ainda esse ano para concorrer no segmento de entrada com BYD Dolphin e agora o Chevrolet Spark, lançado recentemente. O preço deve ficar na casa dos R$ 150 mil.

O Geome seria a nova estratégia de expansão no Brasil, um carro que traria maior volume de vendas. O modelo compacto tem 4,13 metros de comprimento (semelhante ao BYD), mas o entre-eixos de 2,65 m é 5 cm menor que o Dolphin. A largura de 1,80 m e a altura de 1,57 m fecham as dimensões. O porta-malas tem 345 litros e ainda há um espaço sob o capô para carregar mais 70 l..

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Na China, o hatch é vendido em duas versões de potência e capacidade. A de entrada tem o equivalente a 78 cv, bateria de 30,1 kWh e uma autonomia de 310 km no otimista ciclo chinês. Aqui no Brasil, pelo Inmetro, este número deve cair para pouco mais de 200 km. O Dolphin GS, por exemplo, tem 95 cv, bateria de 44,9 kWh e 291 km de autonomia, de acordo com o Inmetro.

A configuração mais cara, claro, tem números mais interessantes e surge como a mais provável de aparecer por aqui. Traz 114 cv de potência, bateria de 40,2 kWh e autonomia de 410 km (que deve ficar perto dos 300 km na medição brasileira).

Divulgação/Geely

Divulgação/Geely

Apesar do nome, o Geome traz um desenho bastante arredondado, com a dianteira limpa, faróis que avançam pelo para-lamas e plásticos nas caixas de rodas. Atrás, as lanternas lembram os carros da Alfa Romeo.

Dentro, por sua vez, uma pegada minimalista parecida com a do BYD: telas digitais do painel de instrumentos (8,8 polegadas) e da grande central multimídia (14,6”), além de poucos botões, acabamento esmerado e volante de dois raios.

Meta ousada

Divulgação/Geely

Divulgação/Geely

Geometry, na verdade, nasceu em 2019 como uma submarca do Grupo Geely focada em veículos elétricos. Após uma reorganização estrutural, o grupo incorporou a Geometry à Galaxy, outra submarca especializada em “novas energias”. Inclusive, o EX5 vendido no Brasil se chama Geely Galaxy E5 em outros mercados. A reestruturação também abreviou o nome para Geome.

O flagra no Paraná não é coincidência. A operação da Geely no Brasil tem a Renault por trás. Com a parceria, a marca oriental tem acesso à expertise da marca francesa no mercado brasileiro, além de acesso à infraestrutura de produção local (em São José dos Pinhais, nos arredores de Curitiba), vendas e serviços. No acordo, a Geely também passou a ser acionista minoritária da Renault no Brasil. As concessionárias, no entanto, serão separadas.

Divulgação/Geely

Divulgação/Geely

A montadora chinesa pretende chegar a 23 concessionárias em 19 cidades no país a curto prazo, mas com o objetivo de chegar a 105 pontos de venda. O Grupo Geely tem uma série de marcas em seu portfólio, incluindo a própria Geely Auto, mas também a Volvo, Lynk & Co, Zeekr, Polestar, Lotus, Radar e Smart. Em 2024, a holding somou 3,3 milhões de unidades vendidas globalmente.

Vale lembrar que a Geely já esteve no Brasil. Na época, a operação era comandada pelo Grupo Gandini, o mesmo que tem a operação da Kia em território nacional. A Geely teve os modelos GC2 (subcompacto) e o EC7 (sedã), mas que passaram bem longe do sucesso e foram descontinuados.

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