Exclusivo: Renault terá motor híbrido flex de 145 cv que faz 20 km/l

Fabricante desenvolve variante eletrificada do atual motor 1.6 SCe. Ela deve estar presente na futura família derivada do Duster G3
Por Leonardo Felix e Renan Bandeira
17.05.2023 às 08:00
Fabricante desenvolve variante eletrificada do atual motor 1.6 SCe. Ela deve estar presente na futura família derivada do Duster G3

 A Renault parece enfim ter definido com mais clareza sua estratégia para os próximos anos no mercado brasileiro. Depois do projeto HJF, que já começou a ser produzido em volume pré-série em São José dos Pinhais (PR), com previsão de que seja apresentado no último trimestre deste ano e chegue às lojas em 2024, vem aí uma nova família de modelos compactos-médios, antecipada pela Mobiauto com exclusividade em fevereiro.

Junto a isso, nossa reportagem pode agora afirmar que a fabricante francesa já desenvolve no país o seu motor híbrido flex. E diferentemente de Stellantis e Volkswagen, que devem começar seu processo de eletrificação entre produtos nacionais com motores do tipo híbrido leve, o da marca do losango será um híbrido pleno, como o do Toyota Corolla.

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Segunda nossas apurações, trata-se de uma variante do conjunto motriz que equipa os híbridos Clio E-Tech e Arkana E-Tech na Europa. Seu motor a combustão é o H4M, o mesmo 1.6 16V quatro-cilindros naturalmente aspirado que já é oferecido em nosso mercado em Duster, Oroch e Stepway, conhecido como SCe.

A diferença é que, na variante híbrida, tal usina opera sob o ciclo Atkinson, aquele que retarda o tempo de abertura das válvulas de admissão e de expansão do pistão, reduzindo o tempo de compressão a fim de reduzir a pressão e o esforço dos componentes, além de aumentar a presença de ar na mistura com o combustível.

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O ciclo Atkinson aumenta a eficiência energética do motor e melhora per se o consumo de combustível, porém reduzindo substancialmente a potência e o torque. Por isso mesmo, o 1.6 H4M da Renault vê seus números caírem de 118 cv (a 5.500 rpm) e 16,2 kgfm (a 4.000 rpm) com gasolina para 91 cv (a 5.600 rpm) e 14,7 kgfm (a 3.200 rpm).

Aliado a um motor elétrico de tração de 69 cv e 20,9 kgfm, o conjunto tem sua potência máxima combinada estabelecida em 143 cv bebendo gasolina. Com etanol, na configuração flex em desenvolvimento para o Brasil, o pico pode ficar entre 145 cv e 150 cv.

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Já o torque máximo é o do motor elétrico, visto que todas as acelerações e retomadas são empreendidas por ele, entrando o 1.6 em ação para tracionar as rodas apenas em situações de velocidade de cruzeiro. De resto, ele atua como gerador para o pequeno conjunto de baterias. Há, ainda, um terceiro motor, também elétrico, que opera sempre como gerador.

O time de engenharia local da marca já testa a tecnologia, usando para isso uma mula do Clio E-Tech europeu. Ela chegou a ser flagrada tempos atrás pelo canal Falando de Carro. Inicialmente, o plano era estrear o sistema híbrido ainda movido a gasolina e em um produto importado, o Arkana E-Tech, mas os planos podem ter mudado.

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Embora o Arkana E-Tech ainda não tenha sido descartado para nosso mercado (tanto que um protótipo dele chegou a ser flagrado em testes no país pelo Autos Segredos), funcionando como uma espécie de laboratório para a nova motorização em 2024, há chances de a Renault resolver estreá-la já como flex, entre 2025 e 26.

E, muito provavelmente, fará isso em sua nova família derivada do Duster de terceira geração. São três os produtos: o próprio Duster (que pode trocar de nome); a segunda geração da Oroch (que tende a ser a primeira da fila e também deve trocar a assinatura); o SUV de sete lugares Bigster. Todos são candidatos a contar com versões E-Tech híbridas flex.

Há, até, a possibilidade de o próprio HJF ser contemplado com a tecnologia em uma segunda fase do projeto, visto que utiliza a mesma plataforma CMF-B de todos esses modelos, incluindo aí os europeus Clio e Arkana.

Projeção Duster: Kleber Silva/@KDesignAG  

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