Comprar um BYD vale a pena? Quem comprou responde
Comprar um modelo elétrico ou híbrido ainda é visto com certa insegurança. Isso pode se agravar ainda quando falamos de modelos chineses, devido ao preconceito com as marcas do país por certa parte do mercado.
No entanto, esse preconceito vem sendo combatido a cada lançamento. Um dos motivos é a grande quantidade de carros vendidos pela BYD nos últimos anos, segundo a Fenabrave, a marca chinesa já representa 4,22% dos veículos emplacados em 2025, um número relevante, considerado que a fabricante trabalha apenas com híbridos e elétricos.
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Pensando nisso, a Mobiauto decidiu entrevistar alguns donos de modelos da BYD para eles falaram os pontos positivos, negativos e experiência que tiveram com a marca no pós-venda, você pode conferir neste artigo.
BYD Seal
Reprodução/Bruno Agnello
O primeiro modelo da lista é o BYD Seal, sedan esportivo, tabelado em R$ 299.800. Confira antes da opinião do dono, confira uma pequena ficha técnica do modelo.
- Motor: Elétrico dianteiro e elétrico traseiro
- Bateria: 82,56 kWh
- Autonomia elétrica (Inmetro): 372 km
- Potência máxima: 530 cv
- Torque máximo: 60,2 kgfm
- Tração: integral
- 0 a 100 km/h: 3,8 segundos
O entrevistado foi Bruno Agnello, jogador do G3X na Kings League Brazil. Agnello adquiriu um BYD Seal 0 km, ano modelo 2024 e listou sua experiência com o carro. “Estou muito feliz com o carro. O Seal entrega muito mais do que o preço dele. Ele tem performance, qualidade de acabamentos e tecnologia que somente carros acima de 500 mil reais possuem, por um preço muito mais acessível. O design dele também é único, chama mais atenção que muito carro de marca mais premium do mercado.”
Bruno comentou também sobre a autonomia e a realização de viagens, algo que causa um pé atrás em quem pensa em um elétrico: “A autonomia dele é muito boa, principalmente se você tiver um carregador instalado na residência, dificilmente te deixa na mão no quesito bateria. Em viagens também, se programar direitinho, não sofre nas principais estradas e cidades.”
Claro que o modelo não escapa dos pontos negativos: “Talvez a revenda dele, quando eu quiser trocar de carro, pode ter uma desvalorização grande por ainda ser um tabu ter carro elétrico no Brasil. Outra questão é ainda precisar de uma infraestrutura melhor no país para carros elétricos, como vagas e carregadores rápidos. O carro também tem um limite de velocidade de 190km/h…não é algo que me frustra, mas deixa um gostinho de quero mais, já que a aceleração dele é insana.”
Reprodução/Bruno Agnello
O jogador comentou ainda sobre a experiência do pós-venda com o modelo: “As peças também ainda às vezes são um pouco caras e difíceis de conseguir, o seguro também tem uma franquia alta.” No entanto, ressalta: “eu levei para fazer revisão. Que é a cada 20 mil km, eles disseram que são revisões sem custo na garantia por 5 anos. Mas de qualquer jeito tive que pagar alguns serviços. Então, ficou elas por elas.”
Ao ser questionado sobre a compra, Bruno afirmou: “Eu saltei direto de um carro a gasolina, para um elétrico, não me arrependo por enquanto”. O jogador ainda afirma: “Com base na minha experiência eu com certeza compraria outro BYD e faria o mesmo negócio que eu fiz”;
BYD Song Plus
Outros dois entrevistados possuem um BYD Song Plus em sua garagem. O modelo é um SUV híbrido, tabelado em R$ 249.990, confira sua ficha técnica abaixo.
- Motor: 1.5 aspirado a gasolina PHEV
- Bateria elétrica: 18,3 kWh
- Potência máxima: 235 cv
- Torque máximo: 40,8 kgfm
- Tração: dianteira
- 0 a 100 km/h: 7,9 s
- Autonomia total: 1100 km (Inmetro)
- Autonomia elétrica: 51 km (Inmetro)
O primeiro com quem conversamos é Yuri Vasconselos, Gerente de Desenvolvimento de Patrocínios da organização de e-sports “Furia”.
Yuri comentou sobre sua opção de um modelo da marca: “Eu optei pelo BYD porque sempre busquei o carro mais econômico para levar do ponto x ao y. Nunca liguei para carro, tanto que tinha um carro a gás. Quando vi que poderia ter um carro mais econômico e ainda ser bonito e tecnológico, não tive dúvidas”
Entre os pontos positivos, Yuri destaca:
- Economia no combustível
- Tecnologia avançada
- Carro SUV
Sobre os negativos, o proprietário também comenta sobre os postos de carregamento: “a falta de postos de recarga públicos, os locais estão sempre cheios de carro na rua, tem poucos, portanto está tudo cheio.”
Falando da pós-venda, o dono afirma que: “superou as expectativas em 100%.”. Yuri ainda comentou que teve um contratempo com o carregador que vem junto do SUV, no entanto, o problema estava na falta de aterramento da sua residência.
Reprodução/Roger Franco
Outro proprietário do Song Plus é Roger Franco, empresário, que destaca os seguintes pontos para o modelo:
- Carro muito confortável
- Estética linda
- Econômico mesmo sem carregar, usando apenas combustível é extremamente econômico
- Tem várias tecnologias embarcadas como comando de voz, liga o carro pelo celular.
Já entre os negativos estão:
- “O carro quando bateria fica muito baixa perde muito o torque, por exemplo numa serra, o condutor pode acelerar no máximo que ele não ver ter força pra passar de 70km/h se a bateria estiver baixa.”
- “A própria marca desvaloriza o carro enchendo o mercado com novos modelos, promoção, onde você acaba de comprar… passa uns dias aparece uma oferta 20 mil a menos.”
No pós-venda, Franco explica que teve um problema com o couro que reveste o volante. “O material foi derretendo, como se fosse uma cola quando você tira e retira uma fita adesiva.” Com o tempo foi aumentando, isso aconteceu devido ao carro tomando sol na região.”
No entanto, Roger afirmou que a impressão que deu foi de que a BYD já estava ciente do problema: “Me falaram que iam pedir outro e que um outro proprietário já havia ido para a concessionária com o mesmo defeito. A troca foi completa, com todo o volante sendo substituído.”
Apesar do contratempo, o proprietário do SUV afirma que atendimento com toda a situação foi muito bom e na visão dele superou até mesmo o da BMW, outra marca que Roger já teve um veículo, além disso, ele também ressalva que comprar um BYD também vale a pena.
BYD Dolphin Mini
Reprdoução/Cirevelton Sansonowicz
Por último, mas não menos importante conversamos com Cirevelton Sansonowicz, Técnico Judiciário e proprietário de um BYD Dolphin Mini, modelo de entrada da marca em nosso país. Confira abaixo a ficha técnica do hatch elétrico:
- Motor: Elétrico dianteiro
- Bateria: 38 kWh
- Autonomia elétrica (Inmetro): 280 km
- Potência máxima: 75 cv
- Torque máximo: 13,8 kgfm
- Tração: dianteira
- 0 a 100 km/h: 14,9 segundos
O Técnico Judiciário nos contou que está vivendo um período profissional em que terá de mudar de cidade, e com isso ficaria inviável permanecer com o veículo, visto que fará viagens todos os fins de semana, dessa forma teve de vender o veículo recentemente.
Reprdoução/Cirevelton Sansonowicz
Além disso, afirmou: “Comprei porque trabalhava em um órgão público 75 km de minha casa e, como não tinha perspectiva de sair dele, era extremamente conveniente. O deslocamento era diário. Porém, fui nomeado em outro concurso, que nem esperava, e a distância foi para 380 km, ficando muito demorado o deslocamento, que agora passou a ser semanal e, com as recargas e limite de velocidade o tempo aumentou cerca de 30% em relação a um carro à combustão.”
Mesmo assim, Sansonowicz não deixa de destacar alguns pontos positivos que o Dolphin Mini entrega em sua visão:
- Economia
- Espaço interno
- Acabamento
- Pacote de equipamentos
- Design
- Boa autonomia urbana
- Revenda
Já entre os pontos negativos, o proprietário aponta os seguintes itens:
- Autonomia em rodovia
- Limite de velocidade
- Suspensão
- Desembaçador dianteiro
- Limite de absorção de corrente contínua
- Seguro alto
- Pneus restritos
- Ausência de estepe
Na pós-venda, o proprietário afirma que não teve problemas, e sempre foi bem atendido na concessionária de sua cidade, Passo Fundo (RS). Ao ser questionado sobre se adquirir um BYD Dolphin Mini vale apena, afirmou:
“Sobre minha experiência com o veículo, entendo que cada caso deve ser avaliado individualmente. Para quem realiza viagens longas com frequência, o custo-benefício tende a ser menor, pois, embora o carregador seja potente, o carro possui limite de absorção de corrente contínua, o que prolonga o tempo de carga. Mesmo para quem tem paciência, a repetição desse processo, ao longo de anos, pode se tornar desgastante.
No meu caso anterior, o Dolphin Mini foi extremamente vantajoso, até mais que a motocicleta Yamaha Lander 250 que utilizei por um ano. Para deslocamentos curtos — até cerca de 100 km ou uso urbano — considero a melhor opção.”
Por Lucas Frasson
Jornalista Automotivo
Formado em jornalismo desde 2024, sempre gostou muito do mundo automotivo, além de esporte e velocidade. Tem o prazer em se comunicar e levar informações para as pessoas.
