Renault Kwid pode ter cara de elétrico para sobreviver enquanto a lei deixar
O Renault Kwid tem o futuro definido: ele viverá enquanto as leis permitirem. Com a nova estratégia da marca francesa, não há espaço para manter o subcompacto. A definição que o Kardian será o menor carro da marca no Brasil também sinalizam isso.
A informação não é exatamente nova, vem exatamente do lançamento do SUV compacto. Além de tamanhos, a Renault aposta em veículos mais refinados e com maior percepção de valor pelo público, como é o caso do Renault Boreal, que chegará esse ano ao mercado.
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No entanto, o Kwid pode passar por mais uma mudança visual para sobreviver enquanto a lei permitir. Caso você não conheça, o Kwid tem uma versão elétrica com visual bem distinto do modelo a combustão. Ao menos a configuração atual da Europa, já que os vendidos no Brasil compartilham o mesmo visual.
Divulgação/Dacia
E justamente desse modelo que o Kwid poderá se beneficiar. Visualmente, o Dacia Spring, como é vendido fora do país, se beneficia do visual de outros carros da Dacia, subsidiária romena da Renault.
Isso fica claro no formato dos faróis e lanternas, que lembram bastante Bigster e Duster. Caso o modelo brasileiro se beneficie de tecnologias do Dacia, podemos esperar um Kwid com faróis divididos e em LED, assim como as lanternas.
No entanto, o mais interessante pode estar no interior, com painel de instrumentos digital de sete polegadas com mais opções de configurações e novo sistema para a central multimídia de sete polegadas, que tem aspecto flutuante e mais funcionalidades.
Fato é que essas mudanças estão previstas, ao menos para a Índia onde o Kwid ganhará até seis airbags, “vamos cobrir todos os segmentos, começando pelo de entrada, que é o Kwid. Depois temos o de compactos, com Triber e Kiger, e por fim ampliaremos para o segmento médio, de SUVs maiores”, declarou Venkatram Mamillapalle, diretor-geral da Renault Índia.
É esperar que essas melhorias sejam aplicadas ao Brasil, uma vez que os projetos são compartilhados entre os países. Em relação às leis, é difícil imaginar grandes investimentos da Renault para adaptar itens de segurança ao Kwid quando eles forem obrigatórios em nosso mercado, até lá, um banho de loja pode fazer bem para as vendas do subcompacto.
Por Renan Rodrigues
Editor de conteúdo
Prefere os hatches com vocação esportiva, ainda que com um Renegade na garagem. Formado em jornalismo na Fiam-Faam, há 10 anos trabalha no setor automotivo com passagens pelo pioneiro Carsale, além de Webmotors e KBB.
