Os melhores carros usados pelos R$ 10 mil de um iPhone 11 Pro Max

Eles já tiveram seus tempos de glória no mercado nacional e seguem como boas opções na hora da compra
Por Renan Bandeira
28.09.2020 às 19h:50 • Att. há cerca de 12 meses
Eles já tiveram seus tempos de glória no mercado nacional e seguem como boas opções na hora da compra

 O iPhone 11 Pro Max é um dos celulares mais desejados da atualidade. Em sua configuração mais completa, custa R$ 9.600 e o comprador leva um dos smartphones mais tecnológicos do mercado, com 6,5 polegadas de tela e 512 GB de armazenamento para casa.

Mas já pensou quais carros usados podem ser levados para garagem por valor similar ou menor ao desse celular? 

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Mobiauto listou cinco opções de modelos que podem ser comprados por até R$ 9.600. Se interessou por algum deles? É só clicar no nome do modelo para conferir as melhores ofertas em nosso classificado online. A consulta é grátis.

Ah! Entre os veículos selecionados, alguns nem demandam mais o pagamento do IPVA, por já possuírem mais de 20 anos de uso. Ainda, os valores da Tabela Fipe podem variar para mais ou para menos, a depender do estado de conservação do veículo encontrado. Confira as opções:

Chevrolet Monza

Considerado por muitos como o sucessor do Opala no Brasil, o Chevrolet Monza marcou a transição de filosofia de design da GM por aqui. O modelo foi um dos primeiros da marca a receber linhas europeias na carroceria, que era compartilhada da alemã Opel - que na época fazia parte do grupo GM, e que agora pertence à PSA, junto com Peugeot, Citroën e outras marcas.

O Monza também é o único sedan médio com o título de mais vendido do Brasil, feito conquistado na década de 1980, no seu auge de emplacamentos. Na época, o veículo era considerado um dos poucos carros nacionais capazes de encarar a concorrência dos importados que ainda chegariam ao país.

Confortável, confiável e potente, o Monza ganhou as graças do mercado nacional rapidamente. Só que a Chevrolet não quis investir em uma nova geração. Em vez disso, deu uma nova cara ao sedan na virada da década, que deu a ele o apelido de "Monza tubarão".

Eles já tiveram seus tempos de glória no mercado nacional e seguem como boas opções na hora da compra por conta do valor baixo e bons itens de série

Os planos não deram certo: esta falsa segunda geração não teve apelo tão grande quanto a estreante nas vendas. Entretanto, manteve a boa reputação de seu antecessor quanto à confiabilidade.

Atualmente, um Monza 1996 na configuração GL 2.0 EFI de 110 cv e 16,6 kgfm, com câmbio manual de cinco marchas, é avaliado com preço médio de R$ 7.135, segundo a Tabela Fipe.

Os 8 km/l de consumo urbano na gasolina é realmente elevado, e o veículo nunca passou perto de contar com airbags, freios ABS, assistente de rampa, alerta de frenagem e outras tecnologias presente nos modelos atuais. No entanto, ter um Monza é o mesmo que ter um pedaço da história automotiva na garagem de casa.

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Ford Del Rey

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O veículo já virou até nome de refrigerante e é considerado uma das lendas do mercado nacional. O modelo foi um dos primeiros do Brasil a participar de uma família composta por sedan, perua e picape - assim como era oferecida a família Gol, Voyage, Parati e Saveiro pela Volkswagen.

Por falar em Volkswagen, 1988 foi o auge da Autolatina - joint venture formada por ela na época com a Ford. As duas empresas compartilhavam tecnologias, motores e carrocerias, o que foi responsável pela criação do maior número de irmãos bastardos da indústria automotiva nacional: Apollo e Verona, Santana e Versailles, Quantum e Royale etc.

Ainda que muitos modelos tenham aparecido na época, o Del Rey derivava do contestado Corcel II, mas manteve a personalidade e as características dos veículos da Ford pré-Autolatina. Sob o cofre do motor estava o 1.6 CHT carburado de 73 cv e 12,9 kgfm, gerenciado por câmbio manual de cinco marchas.

Pioneiro nos vidros elétricos, o modelo conta com direção hidráulica e roda de três furos - não, isso não começou no Renault Kwid. Se vidros e direção ainda funcionam? Isso é uma questão de garimpo para encontrar um exemplar livre de defeitos ou necessidade de manutenção para que retome suas características originais.

Com mais de 20 anos de mercado, o sucessor do Corcel não paga mais IPVA e tem valor médio estipulado em cerca de R$ 5.000 pela Tabela Fipe.

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Renault Scenic

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A lista é eclética, e a prova disso é a escolha da minivan Renault Scenic. O segmento perdeu espaço no mercado após a chegada dos SUVs na última década, mas teve seus tempos gloriosos nos anos de 1990, quando também chegavam as marcas francesas ao Brasil.

Deixando de lado os vincos e o design quadrado dos veículos brasileiros da época, a Scenic chegou em meados de 1990 com visual arredondado e moderno. O sucesso da minivan surpreendeu até mesmo a fabricante, que estimava uma produção diária de 450 unidades, mas chegou a fabricar 2,5 mil veículos num único dia.

Aqui no Brasil, durante o primeiro o ano, foram vendidas 33 mil unidades do modelo. A Scénic era oferecida em um primeiro momento com motorização 2.0 de 115 cv de potência e 17,5 kgfm de torque, aliada a câmbio manual de cinco marchas. Pouco depois veio o 1.6 de 110 cv e 15,1 kgfm, com a mesma transmissão.

Com alguns modelos fabricados nos anos 2000, alguns exemplares ainda têm de pagar IPVA. Seguindo a Tabela Fipe, a versão Expression 1.6 manual de 2001 pode ser encontrada por, em média, R$ 9.400.

Embora muitos declinem na aceitação da minivan nesta faixa de preço, a Scenic pode ser um dos modelos abaixo de R$ 10 mil mais equipados do mercado, por já contar com faróis de neblina, rodas de liga leve, travas elétricas, direção hidráulica e ar-condicionado.

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Ford Escort SW

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Fabricada entre 1996 e 2003, a segunda geração do Ford Escort marcou a saída da marca da Autolatina. As variantes do veículo eram fabricadas na Argentina e carregavam as mesmas linhas do hatch que era vendido pela marca na Europa.

Conhecido por muitos como Escort Europeu ou, mais maldosamente, como "Escort sapão", o veículo estreou os conhecidos motores Zetec no Brasil, que equiparam Fiesta e Focus em um passado não tão longínquo.

O design veio do velho continente e deu mais fôlego ao modelo, que teve seus tempos de glória na década de 1980. No entanto, a virada do século trouxe a concorrência interna do Ford Focus e, em 2003, o Escort deixou de frequentar a linha de montagem da Ford.

A último geração do Escort trouxe a opção perua ao mercado nacional. Por aqui, já existia a Volkswagen Parati e Palio Weekend entre os compactos, mas a marca norte-americana dava uma opção com visual atualizado, motorização 1.6 de 95 cv e 1.8 de 115 cv, conforto e espaço para a família.

Utilizando a mesma base do Escort hatch, a configuração station wagon contava com um balanço traseiro alongado para dar 460 litros de volume no porta-malas até a altura dos vidros. Acima disso, acredite, cabe ainda mais bagagem.

O bagageiro era o maior da categoria à época, junto com o da Weekend. Além disso, oferece mais espaço que muitos SUVs compactos atuais. Que o digam Chevrolet Tracker, Jeep Renegade e VW T-Cross, com seus 393, 373 e 320 litros, respectivamente. Assim, mostra que ainda é uma boa opção para a família.

Atualmente, a versão GLX 1.8 16V - que é a mais completa do modelo - tem preço médio de R$ 7.010 na Tabela Fipe.

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Volkswagen Logus

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Mais um filho da união de Volkswagen e Ford, o sedan chegou ao mercado para suprir o fracasso do Volkswagen Apollo. Olhando a carroceria, parecia ser um modelo 100% da marca alemã - devido ao design que veio dos veículos vendidos pela VW na Europa -, mas sua plataforma era compartilhada com o Escort.

A carroceria própria mostrava que o projeto era diferenciado e não "mais do mesmo", como as duplas Verona e Apollo ou Santana e Versailles. No entanto, a estratégia de ter um sedan em configuração única de duas portas, para não canibalizar o Verona (que era comercializado com quatro portas), pode ter ocasionado a morte precoce do Logus.

De qualquer forma, o Volkswagen não deixa de ser uma opção interessante no catálogo de usados. Com valor médio estipulado próximo dos R$ 5.000 na Tabela Fipe, o modelo tem como principais características o conforto, o generoso bagageiro de 508 litros e os incansáveis motores AP 1.6 de 75 cv e 1.8 de 86 cv, ambos aliados ao câmbio manual de cinco marchas .

Em versões mais equipadas, podem ser encontrados itens como vidros, travas e retrovisores externos elétricos, volante com regulagem de altura, faróis de neblina e rodas de liga leve.

A Volkswagen ainda ofereceu a versão Wolfsburg Edition do Logus, que era movida pelo pujante motor 2.0 de 115 cv já equipado com injeção eletrônica - item raro entre os veículos da época.

O três-volumes foi fabricado durante apenas quatro anos (1993 a 1997) e teve cerca de 125 mil unidades comercializadas. O motor confiável e o pacote de equipamentos tornam o Logus uma boa opção entre os usados.

No entanto, o comprador tem de ter paciência com problemas mecânicos ocasionados pelo tempo de uso do sedan, além de cuidado ao conduzir por lombadas e valetas, uma vez que o veículo tem poucos centímetros de vão livre do solo.

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