Os lançamentos da BYD para o Brasil em 2026
Líder de vendas no segmento de modelos híbridos e elétricos, a BYD não pretende deixar o primeiro lugar tão cedo e prepara lançamentos competitivos, para brigar com os rivais que não param de chegar ao Brasil.
Mesmo com a disputa cada vez mais acirrada, a montadora terminou o ano de 2025 com números que ainda a deixam com folga à frente dos demais concorrentes. Totalizando mais de 110 mil emplacamentos contra 42 mil do segundo colocado, segundo dados da ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos).
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Em busca de manter esses números, esses são os modelos aguardados para o Brasil 2026:
BYD Song Plus, Dolphin Mini e King com fabricação nacional
Reprodução/Mobaiuto
A BYD estreou o polo automotivo de Camaçari (BA) ano passado e já confirmou quais modelos sairão de lá: Song Plus, Dolphin Mini e King. Mas ainda não deu detalhes de quando eles chegarão.
No entanto, a expectativa é de que seja em breve. Afinal, a partir de julho de 2026 a taxa de importação para carros chineses terá alíquota unificada para 35%. E não mais 18% para elétricos, 20% para híbridos plug-in e 25% para híbridos plenos.
E no caso dos modelos mencionados, nenhum deles tem mudança esperada para fabricação nacional. Então permanecerão com mesmo visual e especificações técnicas da atual configuração.
Vale lembrar que hoje o Dolphin Mini é o carro elétrico mais vendido do Brasil, ofertado em duas versões: GL e GS. A primeira voltada para frotistas, que custa R$ 118.990, e a segunda voltada para o público geral, que custa R$ 119.990.
Em ambas as versões, o hatch tem 75 cv e 13,8 kgfm. O que muda é a capacidade da bateria, na configuração mais acessível é de 30 kWh e rende 250 km de autonomia, segundo o Inmetro. Enquanto na opção mais cara são 38 kWh com capacidade para rodar 280 km, também segundo o órgão brasileiro.
O BYD King também é vendido em duas versões, GL e GS, que custam R$ 169.990 e R$ 175.990. Ambas equipadas com motor 1.5 aspirado híbrido plug-in, mas com dados de desempenho diferentes.
Renan Bandeira/Mobiauto
Na configuração GL são 209 cv e 32 kgfm com uma bateria de 8,3 kWh que rende uma autonomia elétrica de 32 km. Já a opção GS conta com 235 cv e 33,1 kgfm com uma bateria de 18,3 kWh com alcance de 80 km. Ambos os números segundo o Inmetro.
Já o Song Plus, o mais recente confirmado para fabricação nacional, atualmente é vendido em versão única de R$ 249.800. Equipado com motor 1.5 híbrido plug-in que ao todo rende 235 cv e 40 kgfm.
Reprodução/Mobiauto
BYD Song Pro Flex
Divulgação/BYD
Confirmado pela montadora, além de ganhar fabricação nacional em Camaçari (BA), o Song Pro será o primeiro híbrido flex da BYD. Sua data para chegar ainda não foi divulgada, mas as especulações apontam para 2026.
No visual, a expectativa é de que ele estreie com facelift, assim como já encontrado na China. Com mudanças especialmente na dianteira, que trazem uma evolução da linguagem estética chamada dragon face. Formada por faróis mais afilados e ligados por uma barra cromada. E para-choque com desenho mais esportivo.
Sob o capô, as especificações técnicas ainda não foram divulgadas, mas a expectativa é de que o motor permaneça como 1.5 aspirado combinado ao propulsor elétrico que rende 223 cv na versão GL e 235 cv na versão GS.
No entanto, os números de desempenho podem ter mudanças sutis com o acréscimo da preparação de motor para receber etanol, como já acontece em outros modelos.
Vale lembrar que hoje o Song Pro é vendido em duas versões, GL e GS, que custam R$ 189.990 e R$ 199.990, respetivamente.
Novo BYD Dolphin
Reprodução/Mobiauto
Falando sobre especulações, um dos lançamentos esperados para 2026 é o BYD Dolphin reestilizado.
Ainda sem data para chegar ao Brasil, o novo hatch elétrico já foi registrado no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e dá sinais de que sua chegada está próxima.
Ainda na mesma geração, o novo Dolphin tem novidades no visual que já estrearam na China. Na dianteira, os faróis redesenhados são mais harmônicos. Na traseira, como já aconteceu em outros modelos, a escrita “Build Your Dreams” é substituída por “BYD” na parte central das lanternas interligadas, que também tem novos grafismos. E os para-choques dianteiro e traseiro são ainda mais minimalistas.
Além do visual, o novo Dolphin também crescerá 16 centímetros, totalizando 4,28 metros de comprimento e não mais 4,12 metros.
Por dentro, a ausência de botões é ainda maior. Para compensar, o painel de controle digital saltará de cinco polegadas para 8,8 polegadas. A central multimídia permanece de 12,8 polegadas, mas com o software atualizado.
O que não muda é o conjunto motor, que permanece ofertado em duas opções:
- GS: motor totalmente elétrico de 95 cv e 18,8 kgfm, com bateria de 44,9 kWh de capacidade e 291 km de autonomia segundo o Inmetro
- Plus: motor totalmente elétrico de 204 cv e 32 kgfm com bateria de 60,48 kWh de capacidade e 330 km de autonomia
Com o crescimento do número de hatches elétricos no mercado nacional, a expectativa é que o novo Dolphin chegue para ser ainda mais competitivo.
Vale lembrar que atualmente ele é vendido em duas versões, GS e Plus, que custam: R$ 149.990 e R$ 184.800.
Picape intermediária
Repordução/AutoHome
Ainda entre as especulações, está a nova picape intermediária da BYD. Constantemente flagrada em testes, segundo o site chinês Auto Home, a expectativa é que o modelo chegue ao inicialmente ao Brasil em 2026 e depois a outros mercados.
Apelidada de “picape do Song Pro”, segundo os flagras, ela parece ter herdado do seu irmão o design do conjunto óptico dianteiro, com os mesmos faróis e DRL de LED. Além disso, apesar do para-choque coberto, a profundidade e desenhos geométricos também lembram o SUV.
Na traseira, o conjunto óptico esperado é semelhante ao da BYD Shark. Com lanternas que ocupam boa parte das laterais da caçamba interligadas por uma iluminação central que traz a sensação de continuidade.
No interior, segue o padrão do outro irmão, o Song Plus. Com central multimídia de 15,6 polegadas e não de 12,8 polegadas como é a do Song Pro.
Sob o capô, também segundo o portal Auto Home, a picape deverá adotar o sistema híbrido plug-in formado por um motor térmico e dois propulsores elétricos, um cada eixo, de tração integral.
BYD Yuan Pro híbrido
Divulgação/BYD
Outro modelo elétrico que deve ganhar versão híbrida é o Yuan Pro. Que já existe em mercados como o europeu e está confirmado para o Brasil, previsto para chegar em 2026.
Para se diferenciar da versão elétrica o Yuan Pro DM-i tem algumas singularidades, entre elas o para-choque exclusivo, com entradas de ar maiores e funcionais para resfriar o motor e emblema redesenhado.
O principal diferencial desse carro está sob o capô. Na Europa ele é vendido em duas versões, ambas equipadas com o conjunto PHEV (híbrido plug-in) formado pelo motor 1.5 aspirado combinado a uma bateria elétrica, que varia de tamanho de acordo com a configuração.
No caso da versão de entrada, a bateria é de 7,8 kWh, capaz de rodar 40 km de autonomia elétrica, conforme ciclo WLTP. Já na opção de topo, a bateria é de 18 kWh capaz de rodar até 90 km apenas no modo elétrico.
E no desempenho, a variante mais acessível rende 164 cavalos de potência combinada, enquanto o a configuração mais cara rende 209 cavalos de potência combinada. Sempre com 30,5 kgfm de torque combinado.
E com a fábrica nacional de Camaçari (BA) em operação, o início da produção local e os investimentos já anunciados em tecnologias híbridas flex, o cenário é bastante favorável para que o “SUV do Dolphin” também ganhe uma versão híbrida nacional.
Vale lembrar que hoje o Yuan Pro é vendido em versão única elétrica de 177 cv e 30 kgfm, com bateria de 41,1 kWh e autonomia de 250 km, segundo Inmetro, que custa R$ 182.990.
BYD Seal híbrido
Divulgação/BYD
Já flagrado em testes no Brasil, o BYD Seal híbrido já foi registrado no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e indica que deve chegar em breve ao catálogo nacional, ainda sem confirmações.
Apesar do nome “Seal” já ser conhecido no Brasil, o sedan que está chegando tem uma proposta bastante diferente. Além de incluir o conjunto mecânico térmico, terá uma segmentação de mercado diferente e visual mais simples.
Ao contrário do que conhecemos hoje no BYD Seal elétrico vendido em versão única de 531 cavalos de potência e preço de R$ 249.990, o novo Seal híbrido poderá ter mais de uma versão, preços mais acessíveis e potência inferior, visto que o foco do modelo é autonomia.
Sob o capô, BYD Seal 05 DM-i deve chegar ao Brasil com o mesmo motor que é vendido na China, 1.5 aspirado a gasolina de 99 cavalos de potência e 12,8 kgfm de torque, aliado ao propulsor elétrico de 161 cv de potência e 21,4 kgfm de torque.
Por Marcela Cavirro
