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"Novo" segmento dos SUVs pode decretar o fim dos hatches e sedans

Fatia do mercado que era ocupada pelos hatches e sedans já prefere outras opções
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08.10.2025 às 10:33 • Atualizado em 09.10.2025
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É inegável, os SUVs são a preferência dos brasileiros e hoje ocupam o lugar que um dia pertenceu aos hatches e principalmente sedans. Mas nem mesmo a Honda com a primeira geração do WR-V (2017-2022) poderia prever o que ocorre hoje dentro do segmento dos SUVs compactos.

Agora, há um sub-segmento dentro dos SUVs compactos, que ocupam basicamente o posto de entrada das marcas. Você já deve ter visto alguns rodando por aí: Fiat Pulse, Renault Kardian e Volkswagen Tera. Esse último acaba de ser o SUV mais vendido no mês de setembro, conforme números da Fenabrave.

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O marco atingido pelo Tera pode significar um importante indicativo: a conquista de um espaço que era ocupado pelos hatches e sedans. Até então, os SUVs compactos como T-Cross, Nivus, Tracker, Creta, Fastback, entre outros, estavam sempre em uma faixa de preço de R$ 100.000 a R$ 150.000, acima de Polo, Argo e companhia. Esse cenário não mudou, mas com uma nova faixa que parte dos R$ 150.000 e já ultrapassa os R$ 200.000, exceto versões para o público PCD.

Com esse aumento de preço, os SUVs de entrada passaram a ocupar essa primeira faixa de preços. Nesse sentido, o consumidor olha para o leque de opções e enxerga os preços muito próximos. O resultado? Aumento da probabilidade de se ter um SUV na garagem.

Mas basta olhar ao redor e ver que vem mais pela frente. Esse movimento deve ser progressivo, ou seja, com a substituição aos poucos de versões e até modelos. Abaixo, alguns dos que estão por vir e, o melhor, com fabricação nacional.

Fiat

A montadora italiana já confirmou que o sucessor do Fiat Argo será inspirado no Granda Panda, já lançado na Europa. Apesar do visual de hatch, o modelo tem todos os atributos de um cross over, como o Citroën C3. Não por acaso, o C3 recebe a base CMP, uma versão mais antida da Smart Car, plataforma que será usada pela Fiat aqui no Brasil nas próximas gerações também de Fastback e Strada. 

Ainda não está confirmado se o substituto do Argo de entrada será um SUV ou um hatch mais bombado. No entanto, a marca italiana é mais uma montadora que terá um modelo de entrada posicionado abaixo de outros SUVs compactos.

Nissan

A montadora japonesa já testa seu SUV compacto há algum tempo. A previsão de lançamento é para o primeiro semestre 2026. Basicamente, o compacto terá a mesma base do atual Kicks Play, mas deve receber uma reestilização visual e permanece com o motor 1.6 aspirado de até 113 cv e 15,2 kgfm de torque, associado ao câmbio CVT. Afinal, esse conjunto tem agrado ao consumidor brasileiro, ainda mais com uma repaginada no visual.

Chevrolet

A Mobiauto trouxe com exclusividade a existência do projeto de um SUV cupê do Chevrolet Onix. O modelo está em fase de testes pelo Brasil e tem seu lançamento previsto para 2026.

Como no Tera, o modelo deve adotar uma personalidade visual, mas com base e conjunto mecânico herdados do hatch. Então, o porte em termos de tamanho mudará pouco e podemos esperar o 1.0 aspirado e 1.0 turbo nas versões superiores.

No caso da Chevrolet essa onda de SUVs menores já chegou até nos elétrico, já que a marca lançou recentemente o Spark EUV, um mini jipe visualmente, mas com vocação mesmo urbana.

Hyundai

Assim como a Chevrolet, a Hyundai também prepara seu SUV com base no seu hatch, o HB20 no caso. Inclusive, a montadora já confirmou que será um A SUV, o que representa um SUV menor que o Creta.

É provável que aconteça um compartilhamento de peças internas para o compor o interior do SUV, assim como a oferta da motorização aspirada para as versões mais básicas e turbo nas versões mais caras.

Atualmente, o 1.0 aspirado flex entrega 80 cv e 10,2 kgfm, enquanto o 1.0 turbo flex já oferta 120 cv de potência e 17,5 kgfm de torque.

Nesse caso, quem deve perder o lugar é o HB20S, mais um sedan, o qual até tem um volume de vendas, mas alguém precisa ceder espaço para o novo integrante da turma. Já que a capacidade produtiva da planta da Hyundai em Piracicaba (SP) já está no máximo.

Jeep Avenger

A última confirmação do Jeep Avenger foi de que ele será mesmo fabricado em Porto Real (RJ), onde está localizada a planta da Citroën. Por fazer parte do grupo Stellantis, a Jeep vai fazer seu “Baby Jeep” como foi apelidado e vai posicioná-lo abaixo do Renegade.

Além da motorização 1.0 turbo de 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque, o Avenger também pode chegar já com motorização híbrida nas opções mais caras. O mesmo sistema de 12V que já tem em Pulse, Fastback e nos Peugeot 2008 e 208, enquanto o Renegade já vai receber um conjunto mais robusto de 48V.

Honda WR-V

Esse é o lançamento mais importante da marca japonesa em 2025. Compartilhando plataforma como City, o WR-V retorna ao Brasil em sua segunda geração completamente diferente e para ficar posicionado abaixo do HR-V.

O SUV inclusive já teve sua motorização vazada antes do lançamento. E a montadora aproveitou o que já está dando certo nos irmãos hatch e sedan da marca, ou seja, o 1.5 aspirado de até 126 cv e 18,5 kgfm de torque.

Toyota Yaris Cross

Anunciado para outubro, o lançamento do Yaris Cross precisou ser adiado por conta dos incidentes causados pela chuva e ventos na fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP).

Apesar da produção do Yaris Cross estar confirmada para Sorocaba (SP), é da unidade afetada que sai os motores para toda linha japonesa no Brasil. Por isso, o principal lançamento da Toyota em 2025 deve passar para 2026.

O SUV também ficará posicionado abaixo do Corolla Cross, mas como o irmão maior é de médio porte, o Yaris Cross deve ter uma precificação um pouco mais elástica, como a Mobiauto já revelou.

Quando se fala em motorização, o SUV vai receber o 1.5 aspirado flex de até 110 cv de potência e 14,9 kgfm de torque, associado ao câmbio automático CVT de sete marchas simuladas.

Enquanto na versão híbrida, o 1.5 aspirado permanece, mas seu funcionamento atua no ciclo Atkinson, o qual prioriza a economia de combustível. Esse propulsor entrega 91 cv e 12,3 kgfm de torque, que em conjunto, trabalha a um motor elétrico de 80 cv e 14,4 kgfm, o que gera uma potência combinada de 111 cv. Como é de costume, a marca japonesa não divulga o torque combinado.

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Repórter

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Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.