Nova Honda lança CB750 Hornet com mais tecnologia e uma polêmica
O início dos anos 2000 trouxe aos apaixonados por nakeds esportivas a Honda CB600F Hornet. Lançada em 2004, ela não só redefiniu os parâmetros de esportividade, mas criou uma legião de fãs que, em 2014, seu último ano de fabricação, ficaram órfãos de uma das motos mais divertidas de se pilotar.
Mas em 2025 ela retornou, não com 600 cilindradas, como era até então, mas em três versões que prometem suprir a carência dos apaixonados pelo modelo. No Festival Interlagos deste ano, a Honda anunciou o retorno da Hornet em três motorizações: 500, 750 e 1000 cilindradas.
Quem puxou a fila no mês de julho, foi a CB500F Hornet, substituindo a CB500F.
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Agora quem chega para complementar a família é a CB750F Hornet, que tem um visual diferenciado, criado no centro de R&D da Honda na Itália, com linhas agressivas, tão cultuadas pelos amantes dessa naked.
Divulgação/Honda
Citada até em letras de funk, como na música “Plaquê de 100” do Mc Guimê: “Aí nóis convida, porque sabe que elas vêm. De transporte nóis tá bem, de Hornet ou 1100.”, a Hornet nunca foi um sucesso estrondoso de vendas, tendo vendido pouco mais de 45 mil unidades, mas conquistou seu lugar na história das motocicletas de média/ alta cilindrada.
A suspensão da nova CB750F Hornet, tem garfo invertido, e se os fãs da Hornet esperavam a motorização 4 cilindros, a Honda decepcionou. Porque a CB750F chega com um motor bicilíndrico paralelo de 755 cilindradas capaz de entregar 69,3 cv de potência a 7.000 rpm com 7,04 kgfm de torque, que também são entregues totalmente aos 7.000 rpm.
Números bastante interessantes para quem busca diversão, mas, de fato, longe do que oferecia nos seus anos dourados.
Divulgação/Honda
Para se ter ideia, entre 2004 e 2008, a Hornet tinha 96,5 cv de potência, número que aumentou para 102 cv, na segunda geração, que foi vendida entre 2008 e 2011 e se manteve até 2014, último ano de produção no Brasil.
A polêmica fica também por conta de ter quase 22 cavalos a menos do que o modelo europeu, que tem 91 cv de potência, mas essa perda se deve ao Promot 5, quinta fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares, que exige limites rígidos para a emissão de poluentes.
Mas apesar da perda de potência, os números estão muito próximos das suas duas principais concorrentes, a Yamaha MT-07 que tem motor de 689 cilindradas e 73,4 cv, com 6,9 kgfm de torque e a Suzuki GSX 8S, que tem usina de 776 cilindradas, de 83 cv e 7,9 kgfm.
Por Carlos Mattos
