Honda Fit (1ª e 2ª gerações) é espaçoso e tem câmbio automático por até R$ 50 mil
Invariavelmente lembrado como opção de compra racional, o Honda Fit teve o seu ciclo encerrado no Brasil em 2021, após 18 anos e três gerações produzidas ininterruptamente em Sumaré (SP) até sair de cena para dar lugar ao City Hatch – que ainda não caiu nas graças dos clientes da marca.
Independentemente da geração, o Fit é sempre elogiado pela confiabilidade mecânica e excelente aproveitamento do espaço interno, características que se traduzem até hoje em ótima liquidez no mercado de veículos usados. As versões com câmbio automático são as preferidas dos compradores e podem ser encontradas abaixo dos R$ 50 mil nas duas primeiras gerações do monovolume – as configurações automáticas da terceira geração custam a partir de R$ 54 mil, de acordo com a Tabela Fipe.
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Primeira geração
Lançado em abril de 2003, o Honda Fit tinha como um dos seus maiores diferenciais o sistema de bancos modular, inicialmente chamado de ULT (Utility, Long e Tall). Com ele, era possível rebater encostos e assentos de múltiplas formas, liberando espaço para objetos longos, altos ou até criando uma área para descanso. Nas gerações mais recentes, o conceito evoluiu para o ULTR, permitindo transformar o interior em até duas camas.
O porta-malas de 353 litros também o destacava no segmento de hatches compactos. Mesmo com a suspensão considerada firme, o Fit mantinha boa dose de conforto e fama de durabilidade, atraindo motoristas que buscavam praticidade sem abrir mão da economia. Na primeira geração, o motor 1.4 i-DSI a gasolina de 80 cv priorizava o baixo consumo, enquanto as configurações 1.5 VTEC traziam mais vigor (virou flex em 2008).
Preços das versões automáticas na Tabela Fipe
De R$ 26.653 (LX 1.4 CVT 2004) a R$ 36.628 (EX 1.5 CVT 2008)
Segunda geração
Divulgação/Honda
Com a segunda geração, lançada em 2008, o modelo cresceu e passou a oferecer versões mais completas, como a aventureira Twist. A capacidade do porta-malas foi ampliada para 394 litros e o sistema de rebatimento do banco traseiro foi rebatizado como Magic Seat, permitindo configurar os assentos em até dez posições para aumentar o espaço para cargas.
O motor 1.4 i-DSI deixou deu lugar a uma variante com o sistema i-VTEC, enquanto o 1.5 i-VTEC de 116 cv continuou sendo oferecido nas versões mais caras. O câmbio automático CVT, por sua vez, foi substituído por uma caixa automática convencional de cinco marchas.
Curiosidade: nas duas primeiras gerações do Honda Fit, a motorização é identificada pela cor do pingo da letra “i” do emblema “Fit” colado na tampa do porta-malas (vermelho para o motor 1.4 e azul identificando o 1.5).
Preços das versões automáticas na Tabela Fipe (até R$ 50 mil)
De R$ 39.146 (LX 1.4 AT 2009) a R$ 49.448 (EX 1.5 AT 2012)
Honda Fit – Pontos Positivos
- Espaço interno
- Porta-malas grande para um modelo compacto
- Rebatimento do banco traseiro
- Robustez mecânica
- Liquidez no mercado de usados
- Desempenho na cidade
- Consumo de combustível com gasolina
- Dirigibilidade
Honda Fit – Pontos Negativos
- Desempenho do motor 1.4 na estrada
- Fragilidade das bandejas da suspensão dianteira (2ª geração)
- Motor exige regulagem periódica dos tuchos para não comprometer o consumo e o desempenho
- Acabamento simples nas versões de entrada
Por Guilherme Silva
