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Comprar um GWM vale a pena? Quem comprou responde

Saiba como como é a experiência dos proprietários com o Haval H6 e Ora 03
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17.08.2025 às 15:21 • Atualizado em 18.08.2025
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Você está desconfiado das marcas chinesas? Apesar de ser cada vez mais comum avistar modelos da montadora circulando pelas ruaOks, o brasileiro ainda tem suas dúvidas sobre confiabilidade não apenas na GWM, como em outras “intrusas” chinesas que, mal chegaram ao país e já estão dominando o mercado com grandes promessas e preços “acessíveis”.

É aquele ditado né, “Quando a esmola é muita, o santo desconfia”. Então, pensando em sanar a desconfiança que muitos brasileiros ainda têm com marcas chinesas, a Mobiauto preparou esta matéria. Que abordará, mais especificamente, a montadora GWM. Que é a segunda maior vendedora de carros eletrificados no Brasil.

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E a cada dia que passa, a marca se estabelece cada vez mais por aqui. Não é à toa que a GWM investiu na fábrica de Iracemápolis (SP), que produzirá seus primeiros modelos nacionais.

E para garantir a transparência com você, leitor, a coleta de informações para realização desse texto foi feita através do site oficial da marca e de depoimentos de proprietários de carros da Great Wall Motors. Afinal, quem melhor do que o consumidor para falar sobre erros e acertos da marca?

Foram entrevistados três proprietários de GWM, com perfis diferentes, que possuem os modelos híbridos e elétricos da marca.

GWM Haval H6

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Quebrando o recorde anterior de 3.217 unidades vendidas em maio de 2023, a GWM emplacou 3.932 exemplares em julho de 2025, segundo a ABVE. E seu carro-chefe responsável por esse sucesso de vendas são as cinco variações do Haval H6, mais especificamente a opção PHEV 19, líder de emplacamentos.

Preços e variações do GWM Haval H6 – agosto de 2025

  • GWM Haval H6 HEV One: R$ 199.000
  • GWM Haval H6 HEV2: R$ 220.000
  • GWM Haval H6 PHEV19: R$ 245.000
  • GWM Haval H6 PHEV34: R$ 288.000
  • GWM Haval H6 GT: R$ 325.000

Embora as cinco variações tenham o mesmo visual, com mudanças sutis apenas nas rodas e acabamento interno e externo, a motorização não é a mesma em todas as opções, assim como alguns itens de série também variam.

GWM Haval H6 HEV

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Ofertado em duas configurações diferentes, o GWM Haval H6 HEV é equipado com sistema híbrido pleno, que não necessita de carregamento externo e carrega a bateria através de frenagem regenerativa.

  • Motor: 1.5 turbo a gasolina HEV
  • Bateria elétrica: 1,6 kWh
  • Potência máxima: 243 cv
  • Torque máximo: 53,3 kgfm
  • Tração: integral
  • 0 a 100 km/h: 7,9 segundos

E apesar de estar posicionado entre as opções de entrada do Haval H6, a opção de edição limitada HEV One e a opção fixa HEV 2 possuem um consumo satisfatório, mas não impressionante de combustível, segundo o Inmetro:

  • Cidade: 14,4 km/l
  • Estrada: 11,8 km/l

Opinião do dono

E para saber se o Haval H6 HEV vale a pena, a Mobiauto conversou com o André Margis, profissional de TI de Porto Alegre, proprietário do SUV ano-modelo 23/24. Que relatou ter uma experiência tão satisfatória com o híbrido que virou cliente fiel da marca.

Em relação a marca GWM, André se mostrou bastante satisfeito com o atendimento feito pela marca com o cliente. Inclusive relatou que em dois anos com carro, não precisou utilizar o pós-venda da montadora, com exceção das revisões.

Além de ser bem tratado pela marca chinesa, André também contou sobre sua surpresa positiva com o consumo do Haval H6 HEV 2. Que chega fazer 20 km/l na cidade e 22 km/l na estrada. Superando significativamente o desempenho declarado pelo Inmetro.

Apesar de André ter uma experiência bastante satisfatória com o modelo, na internet outros proprietários reclamam de barulhos e rangidos ao virar o volante. Porém, os relatos que contam que sobre o ocorrido também mencionam que o problema foi resolvido durante as revisões, com o reaperto da suspensão.

GWM Haval H6 PHEV 34

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Ofertado em duas configurações diferentes, o GWM Haval PHEV 34 é equipado com sistema híbrido plug-in, que necessita de carregamento externo e possui autonomia elétrica - que inclusive é a maior ofertada no Brasil, segundo dados do Inmetro.

  • Motor: 1.5 turbo a gasolina PHEV 34
  • Bateria elétrica: 34 kWh
  • Potência máxima: 393 cv
  • Torque máximo: 77,7 kgfm
  • Tração: integral
  • 0 a 100 km/h: 4,9 segundos
  • Autonomia elétrica: 123 km

Segundo dados de medição de consumo do Inmetro, o Haval H6 PHEV 34 é o híbrido com maior autonomia elétrica do Brasil. Que somado ao motor a combustão render um consumo impressionante, inimigo dos postos de gasolina.

  • Cidade: 31,5 km/l
  • Estrada: 25,1 km/l

Opinião do dono

Para saber se o GWM Haval H6 PHEV 34 vale a pena, conversamos com dois proprietários do ano modelo 25/25. O já mencionado André Margis e um empresário de 36 anos morador da capital paulista, que preferiu não se identificar. Ambos trocaram seus híbridos plenos (HEV), pelo SUV híbrido plug-in.

André já é um cliente fiel da marca e comprou o Haval H6 HEV como seu primeiro híbrido e desde então se fidelizou a marca. Após dois anos de muita satisfação com o modelo da GWM, ele trocou seu híbrido por outro ainda mais econômico, o Haval H6 PHEV 34. E o descreve como “um carro é muito firme, seguro, enorme economia, ótima potência, sistemas de ajuda à condução que funcionam muito bem.”

Segundo André, o SUV híbrido plug-in tem uma economia exageradamente satisfatória, que inclusive chega a ser inimiga dos postos de combustível.

“A autonomia é ótima, eu sempre tento usar o modo elétrico, nunca liguei o modo a combustão nesses dois meses. Eu consigo fazer na cidade 200 km a carga de 34 kWh.”, explica André.

André ainda contou que para carregar o híbrido plug-in é fácil. Segundo ele, é fácil encontrar pontos de recarga pela cidade. Mas ele quis facilitar ainda mais a sua vida e instalou um carregador rápido em casa.

“Existem muitos pontos de recarga, mas eu tenho em casa o carregador, pois pago R$ 0,85 kWh. Gastando menos de R$ 30 para “encher o tanque”, explica André.

O outro entrevistado, o empresário, tem relato bastante parecido. Seu GWM Haval H6 PHEV 34 25/25 chegou na garagem para substituir um Toyota Corolla Cross XRX Hybrid. Ou seja, ele também trocou um híbrido pleno por um híbrido plug-in.

Apesar de sua satisfação com o SUV japonês ele queria ainda mais economia e espaço. Como sua rotina envolve muitas viagens com a família, ele queria um modelo com mais desempenho e espaço.

Reprdução/Mobiauto

Reprdução/Mobiauto

Comparativo entre Toyota Corolla Cross HEV e GWM Haval H6 PHEV 34

Toyota Corolla Cross HEV

  • Motor: 1.8 aspirado flex HEV de 122 cv
  • Medidas: 4,46 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,62 m de altura, 2,64 m de entre eixos e 440 litros de porta-malas

GWM Haval H6 PHEV 34

  • Motor: 1.5 turbo a gasolina PHEV 34 de 393 cv
  • Medidas: 4,68 m de comprimento, 1,88 m de largura, 1,72 m de altura, 2,73 m de entre-eixos e 560 litros de porta-malas

Reprodução/Mobiauto

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Além disso, o empresário enfatiza que em comparação com o SUV híbrido anterior o Haval H6 PHEV 34 oferece um pacote de itens de série mais recheado.

“Não tem nem comparação, esse carro tem bancos com regulagem elétrica dos bancos do motorista e passageiro com massagem e aquecedor, Wi-Fi, reconhecimento de placas no painel...É outro carro!”

Reprodução/Mobiauto

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Outro ponto destacado pelo empresário é sobre sua satisfação com a tração integral 100% variável com regulagem de terrenos.

“Acho muito legal que o Haval H6 tem tração integral que se adequa a terrenos. Eu viajo bastante, então estou feliz por escolher um carro adequado para dirigir, que aguenta o tranco.”, explica Bruno.

E assim como André, o empresário também comprou o carro há poucos meses a ainda não utilizou a condução combustão. Reforçando a autonomia elétrica extremamente satisfatória do Haval H6 PHEV 34.

E diferente do primeiro proprietário, o empresário não possui ponto de recarga em casa. Mas ele explica que é fácil encontrar pontos de carregamento rápido através do aplicativo da GWM, que indica os locais mais próximos de sua localização. E ainda afirma que a recarga é de fato rápida, demora cerca de 1h30 – o tempo de passear no shopping.

GWM Ora 03

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Indo para o segmento de elétricos, o único modelo ofertado pela GWM no Brasil é o Ora 03, vendido em três configurações consideravelmente mais acessíveis que o Haval H6.

Preços e versões GWM Ora 03 – agosto de 2025

  • GWM Ora 03 Skin BEV 48: R$ 154.000
  • GWM Ora 03 BEV 58: R$ 169.000
  • GWM Ora 03 GT BEV 63: R$ 189.000

Segundo dados da ABVE, o GWM Ora 03 já teve 8.658 unidades emplacadas desde seu lançamento no Brasil em 2023. Com a opção de entrada, Skin, carregando as vendas, com 4.702 emplacamentos.

GWM Ora 03 Skin BEV 48

Reprodução/Mobiauto

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  • Motor: Elétrico dianteiro
  • Bateria: 48 kWh
  • Autonomia elétrica (Inmetro): 232 km
  • Potência máxima: 171 cv
  • Torque máximo: 25,4 kgfm
  • Tração: dianteira
  • 0 a 100 km/h: 8,2 segundos

Reprodução/Mobiauto

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Opinião do dono

Pensando exatamente na opção queridinha dos brasileiros, a Mobiauto conversou com a Alessandra Wolanin, empresária e influenciadora gaúcha, proprietária de um GWM Ora 03 Skin BEV 48 2024. Ela descreve a transição para eletrificados como definitiva:

“É meu primeiro carro elétrico e no depois da troca eu vou manter ou com carro elétrico ou com carro híbrido, mas 100% de combustão eu não volto mais. Eu não vou a posto de gasolina há mais de 1 ano. Isso para mim está sendo muito bom.”, explica a proprietária

Diferente dos outros entrevistados, Alessandra não mora em cidade grande. Ela vive no interior do Rio Grande do Sul, em Santa Rosa, um município que fica a cerca de sete horas da capital, Porto Alegre. Fato que implica em algumas dificuldades para se ter um carro elétrico.

Alessandra relata que no geral, sua experiência com a GWM é boa. E inclusive a faz pensar em não ter mais carros a combustão na sua garagem. Porém a residência no interior a fez passar por algumas dificuldades. Entre elas, a da revisão programada do Ora 03.

Reprodução/Mobiauto

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“Eu comprei o carro em Porto Alegre, na concessionária de revenda GWM IESA, que não me deu suporte, nada. Foi muito insatisfatória comigo. E agora então eu troquei de contato para outra revenda, que é a Nissul Gala. E aí eles me deram toda a assistência e me falaram sobre a revisão domiciliária. Que é só avisar com um mês de antecedência, e eles fazem o agendamento e fazem a revisão na minha casa.”, explica Alessandra.

Apesar do perrengue, Alessandra relata estar muito satisfeita com o GWM Ora 03 Skin BEV 48. Começando pelo espaço, ela elogia o acabamento dos bancos, que são fáceis de limpar, apesar de claros e ressalta que o hatch é muito satisfatório no quesito conforto e praticidade.

“Eu sei que o meu interior é branco, mas é fácil de limpar. Eu tenho dois filhos pequenos, que hoje têm 6 e 4 anos, e eu estou com o carro há um ano de carro. Então quando eu comecei a usar, eu usava duas cadeirinhas de criança bem largas. E ele é tão confortável que ainda cabe um adulto atrás sentado entre o meio das cadeirinhas.”, explica Alessandra.

Ela ainda ressalta que esse foi um dos motivos por ela ter optado pela GWM e não BYD:

“Escolhi a GWM, principalmente pelo conforto interno, porque ele é um carro entre eixos mais largo do que o BYD Dolphin Mini. Então por isso para usar com criança e cadeirinha de criança fica mais confortável. E se houver a necessidade de um adulto atrás, também tem conforto.”

Comparativo BYD Dolphin Mini X GWM Ora 03

  • BYD Dolphin Mini: 3,78 m de comprimento, 1,71 m de largura, 1,58 m de altura, 2,50 m de entre-eixos e 230 litros de porta-malas
  • GWM Ora 03: 4,23 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,60 m de altura, 2,65 m de entre-eixos e 228 litros de porta-malas

Em relação ao design e acabamento, Alexsandra demonstra bastante satisfação e reforça que acha o carro lindo. Porém, enfatiza que o minimalismo chinês pode ser bastante incômodo no dia a dia.

“O que poderia ter melhorado, incomoda um pouco, é a interface da do painel de controle. Eu o acho um pouco demorado porque não tem tantos botões, são bem melhores mais clean. Só que por ser clean eu tenho que sempre apertar tá no touch. E para fazer qualquer mudança tem que ir passo a passo, ele não é tão rápido como outros carros eu já vi.”

Em relação a autonomia e economia, Alessandra também relata muita satisfação com o carro. Como ela o utiliza majoritariamente na cidade, sua experiência é positiva.

“Eu uso muito mais na cidade, eu faço poucas viagens com ele para outras cidades porque esse é nosso segundo carro da família e as cidades que eu vou ir é no máximo são no máximo há 100 km de distância, totalizando ida e volta no máximo 200.”

E segundo ela, a autonomia é de acordo o que a marca promete, de 232 km (Inmetro), mas pode variar de acordo com o uso.

“A autonomia dele é de acordo com o que a marca promete, é bem certinho, mas eu vejo que na cidade acaba durando um pouco mais, porque o acelerar e frear acaba carregando também, acaba economizando mais. Ele dura mais usando na cidade do que só na estrada.”, explica Alessandra.

Em relação a pontos de recarga, Alessandra conta que na sua cidade e arredores, não existem pontos de carregamento rápido, apenas lentos, que duram cerca de seis horas. E por isso, ela instalou um carregador rápido na sua casa, que sana o problema.

“Eu estou a 7 horas de carro da capital Porto Alegre, então é bem longe. Se eu tivesse que ir dirigindo até a capital, eu não conseguiria. Não ia ter pontos com carregamento rápido até lá, teria carregamento lento, mas daí eu perderia, sei lá, 4, 5 dias para chegar em Porto Alegre.”, explica Alessandra.

E ela ainda ressalta que seguindo as boas práticas sugeridas pela montadora ela nunca teve problemas com a recarga.

“A marca indica fazer uma carga total 100% toda vez uma vez por semana, mesmo que não tenha usado. Então eu nunca cheguei a zerar a minha autonomia porque eu uso somente na minha dentro da cidade quase, mas nunca tive problemas com o carregamento.”

GWM vale a pena?

A partir dos relatos e dos bons reflexos de venda dos carros da GWM, dá para concluir que vale a pena sim. Principalmente se você está procurando por economia a longo prazo no bolso. E apesar de existirem alguns poucos relatos negativos sobre a marca, aparentemente, de uma forma ou outra, os problemas solucionados.

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