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Como carros da Volkswagen vão perder "delay" do pedal acelerador

Dupla de SUVs, hatch e sedan são conhecidos por terem uma leve demora entre o pisar no pedal do acelerador e a resposta da aceleração
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16.12.2025 às 11:38 • Atualizado em 17.12.2025
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A Volkswagen já afirmou que todos os seus próximos veículos desenvolvidos e produzidos na América do Sul terão algum tipo de eletrificação, ou seja, serão híbridos. Nesse sentido, estão inclusas as próximas gerações de Nivus e T-Cross.

Mas vale lembrar que, além dos dois SUVs, outros modelos da marca alemã compartilham de uma mesma situação: demora na resposta entre o pé no acelerador e a aceleração, de fato.

Esse não é um ponto negativo relatado somente nos veículos da marca alemã. Outras montadoras também sofrem desse problema. O que todos esses carros têm em comum? A motorização com turbo, e as adequações para as novas regras de emissão.

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No caso da VW, boa parte da linha usa o 1.0 turbo, seja na calibração com até 117 cv e 15,8 kgfm ou 128 cv e 20,4 kgfm. Além desse, o 1.4 turbo entrega 150 cv e 25,5 kgfm nas versões de topo de Virtus, T-Cross e Nivus (GTS).

Pois bem, a próxima geração de Nivus e T-Cross serão híbridas. E o uso desse tipo de tecnologia, ainda que do tipo leve (MHEV), na concorrência, pode adiantar o que vem por aí.
Isso porque Fiat Pulse, Fastback, além de Peugeot 2008 e 208 já possuem essa tecnologia.

Há uma economia no consumo de combustível, sim, mas o ganho mais perceptível está nas acelerações e retomadas. A troca do motor de partida por uma pequeno motor elétrico ajuda não só em respostas mais rápidas ao acelerador, como também deixa o veículo mais amigo do meio ambiente ao reduzir o nível de poluentes.

Projeção: IA/Copilot

Projeção: IA/Copilot

Ligar o veículo, acelerar e retomar velocidade são três dos momentos em que um veículo mais polui. Isso ajuda a explicar também parte do atraso na aceleração, pois para deixar os veículos nos padrões do nível de emissões, as montadoras calibram o acelerador dessa forma.

Também não dá para colocar na conta da turbina o delay, principalmente nos veículos 1.0 turbo flex. Essa sobrealimentação do motor é feita por turbinas pequenas, diferentes dos esportivos onde a peça é maior e, nesses veículos sim, há um curto espaço de tempo entre o pisar no acelerador, encher a turbina e a entrega de mais ar para o motor despejar mais potência e torque.

Projeção: IA/Copilot

Projeção: IA/Copilot

Por isso, os próximos lançamentos da Volkswagen podem acabar com essa reclamação. Ainda que pouco tenha sido informado, o sistema elétrico deve ser diferente do encontrado nos modelos da Fiat e Peugeot, mas uma premissa vai continuar: a de que a parte elétrica vai agir para ajudar o motor a combustão a poluir menos e entregar mais rapidamente o que o motorista pede no pedal do acelerador.

Por fim, vale lembrar também que a depender do conjunto híbrido, o sistema elétrico pode ou não contribuir com mais potência e torque, assim como apenas auxiliar o motor a combustão ou tracionar as rodas. Sem esquecer dos híbridos plug-in, com recarga externa e mais autonomia da parte movida á eletricidade.

Imagem abertura: - Projeção: IA/Copilot

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Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.