Avaliação: Toyota Corolla híbrido flex é econômico como 1.0 com etanol

Versão chegou junto com 12ª geração do sedan, no final do último ano, para ser o primeiro automóvel híbrido flex do mundo
Por Renan Bandeira
19.11.2020 às 23h:14 • Att. há 2 meses
Versão chegou junto com 12ª geração do sedan, no final do último ano, para ser o primeiro automóvel híbrido flex do mundo

 A Toyota aproveitou a fama e a consolidação do Corolla no mercado nacional para tentar “popularizar” os carros híbridos no Brasil. O sedan mais vendido no mundo e líder de mercado em seu segmento por aqui ganhou a versão híbrida junto da 12ª geração, no final do ano passado, e se tornou o primeiro veículo híbrido flex no planeta.

Com a tecnologia híbrida flex, o Corolla pode ser encontrado em duas versões: Altis Hybrid e Altis Hybrid Premium. A opção mais barata parte de R$ 142.090 e a mais cara, de R$ 149.890.

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Ambas possuem a mesma motorização, sendo equipadas com dois motores elétricos e um a combustão interna. Um dos elétricos é uma espécie de alternador - transformando o movimento do motor em energia para alimentar a bateria, mas que também funciona como motor de arranque, além de auxiliar o principal motor elétrico a gerar até  72 cv de potência e 16,6 kgfm de torque. 

Já o motor 1.8 a combustão rende 101 cv e 14,5 kgfm (com etanol). A potência combinada é de 122 cv e o conjunto é acoplado a uma transmissão transeixo com controle eletrônico que emula um CVT. São quatro modos de condução: Eco, Power, EV (totalmente elétrico) e normal.

Preço: de R$ 142.090 à R$ 149.890. Com pinturas metálicas o há um acréscimo de R$ 1.950 no valor, e a pintura pérola soma R$ 2.250.

Versão chegou junto com 12ª geração do sedan, no final do último ano, para ser o primeiro automóvel híbrido flex do mundo

Motor e funcionamento

Antes de falar do consumo, é importante explicar mais sobre o conjunto motriz que equipa o sedan médio nessas configurações e como ele funciona. Diferentemente do Corolla convencional, que possui motor aspirado 2.0 flex de 177 cv e 21,4 kgfm de torque (com etanol), com injeção variável entre direta e indireta, de acordo com a necessidade, o híbrido é mais manso e sua potência combinada é de 123 cv.

O teste proposto pela reportagem da Mobiauto buscou analisar quanto o Corolla Hybrid consome em perímetro urbano sendo alimentado por etanol e no modo de condução normal. Durante os 406 quilômetros rodados, observou-se que, na cidade, o motor a combustão é acionado apenas em ocasiões específicas, deixando quase todo o trabalho de arrancadas e retomadas para o elétrico.  

No trânsito, por exemplo, todo o trabalho das partidas e as rodagens em baixa rotação eram de responsabilidade do sistema elétrico. O motor térmico era acionado na maioria das vezes para carregar a bateria, já que não se trata de um veículo plug-in. Todo o trabalho de carregamento da energia elétrica é feito por meio de regeneração no momento de frenagem e/ou alimentação direta do motor 1.8.

Versão chegou junto com 12ª geração do sedan, no final do último ano, para ser o primeiro automóvel híbrido flex do mundo

O propulsor convencional é acionado quando o veículo necessita de mais torque ou potência imediatos, ou seja, com trânsito livre, em trocas de faixas e subidas. O funcionamento do veículo pode ser acompanhado no painel de instrumentos ou na central multimídia de 8 polegadas, onde um diagrama dinâmico indica quando é se utiliza o motor elétrico ou o térmico, ou ainda quando ocorre a regeneração da carga.

Motorização e desempenho: híbrido-flex com 101 cv e 14.5 kgfm no motor térmico com etanol e 72 cv e 16,6 kgfm no elétrico, mas a potência combinada é 122 cv. O conjunto é aliado ao câmbio automático transeixo com controle eletrônico que emula um CVT, e tem quatro modos de condução: Eco, Power, EV (totalmente elétrico) e Normal. Bateria: 21 módulos que geram 201 volts. 0 a 100 km/h em 12 segundos e velocidade máxima de 180 km/h. 

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Consumo na vida real

Por ser um híbrido, o modelo é diferente dos veículos convencionais e, como explicado acima, tende a ter um melhor consumo urbano do que rodoviário, devido ao uso dos motores elétricos para auxiliar nas acelerações e retomadas. 

De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro, o Corolla Hybrid tem um consumo de 10,9 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada com etanol, enquanto na gasolina faz 16,3 km/l e 14,5 km/l, respectivamente. 

A pergunta que fica é: na prática, o Corolla híbrido é realmente econômico, mesmo com o combustível de origem vegetal no tanque? A resposta é: Sim. E os parâmetros de economia não precisam ser comparados com veículos de mesmo porte, ou seja, sedans médios. 

Nas mãos da Mobiauto, o Corolla Altis Hybrid Premium apresentou um consumo médio de 10,4 km/l, pouco abaixo do que diz a etiquetagem do Inmetro. Vale lembrar que o consumo varia de acordo com o condutor e as condições de uso.

Comparando com o próprio Corolla convencional, a economia fica mais evidente. O Inmetro aponta que as versões GLI, XEI e Altis Premium equipadas com o motor 2.0 consomem 8 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada com etanol e 11,6 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada com gasolina.

Para comparação, nas condições empregadas em nosso teste, o sedan da Toyota teve rendimento superior ao de modelos como VW Up! (9,6 km/l), Fiat Mobi (9,7 km/l) e Renault Kwid (10,3 km/l) - todos subcompactos de entrada com motores 1.0.

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Na versão hibridizada, o Corolla fica devendo apenas em autonomia. Embora seu consumo seja muito inferior ao da opção convencional, os 7 litros a menos de tanque fazem falta para uma possível viagem mais longa. São apenas 43 l de capacidade. Mas, para quem busca o conforto de um sedan médio no uso diário e urbano, o Corolla híbrido é a mais indicada das opções. 

Consumo: 10,4 e 9,9 km/l com etanol; 16,3 e 15,2 km/l com gasolina, respectivamente nos ciclos urbano e rodoviário.

Dimensões: 4.630 mm comprimento, 2.700 mm entre-eixos, 1.780 mm largura, 1.455 mm altura, 470 litros de porta-malas, 43 litros do tanque de combustível, 1.092 kg de peso, 400 kg de capacidade de carga. Dados de diâmetro de giro, vão livre do solo, graus de ângulo de ataque, graus de ângulo central, graus de ângulo de saída, não foram divulgados.  

Dados técnicos: direção elétrica progressiva; suspensões McPherson (dianteira) e independente multilink e barras estabilizadoras (traseira); freios dianteiros a disco ventilado e traseiros a disco sólido.

Itens de série: Computador de bordo com visor TFT de 7,0” digital e colorida; indicador de direção econômica no painel de instrumentos (Hybrid System), limpador do para-brisa intermitente com sensor de chuva, ar-condicionado automático digital dual zone frio e quente com filtro antipólen, banco do motorista com regulagem elétrica para oito ajustes (altura, distância, inclinação e altura com distância) e do passageiro dianteiro para quatro ajustes (distância e inclinação), central multimídia de 8 polegadas compatível com Apple CarPlay e Android Auto,  assistente de pré-colisão com alerta sonoro e visual e frenagem automática, sete airbags (dois de cortina, um de joelho para motorista, dois frontais e dois laterais para motorista e passageiro), controle eletrônico de estabilidade veicular, controle eletrônico de tração, assistente de subida em rampa, sistema de alerta de mudança de faixa, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, sistema de alarme volumétrico e perimétrico, faróis e lanternas em LED (com acendimento automático), luzes de condução diurna, teto solar elétrico com função antiesmagamento, acabamento em preto brilhante na grade inferior dianteira e cromado na moldura superior dos vidros, espelhos retrovisores externos elétricos com indicadores de direção e regulagem elétrica e rodas de liga leve aro 17" com acabamento na cor preto brilhante.   

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Toyota e os híbridos

A marca começou a investir em tecnologia híbrida no início da década de 1990, quando apresentou ao mundo o também sedan Prius - que ainda é vendido pela marca. Ele ganhou companhia no último ano com a chegada das variantes híbridas do Corolla e também do SUV RAV4

Sua divisão de luxo Lexus conta com outras cinco opções hibridizadas e, juntas, as marcas são responsáveis por 73% dos emplacamentos de veículos híbridos no Brasil.

Para a construção do Corolla híbrido, o Prius - que é o primeiro automóvel de produção em massa a combinar motor elétrico e térmico - foi utilizado como base. A marca ainda fez um investimento de R$ 1 bilhão na planta de Indaiatuba (SP) para receber e montar a plataforma TNGA - que equipa os veículos citados acima.

De acordo com a fabricante, a estratégia é de que 100% de sua linha de modelos seja híbrida até 2025. Isso inclui o SUV médio Corolla Cross, que será lançado no primeiro semestre do ano que vem com a mesma plataforma e motorização do irmão sedan.

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