20 Carros que foram um fracasso no Brasil

Volkswagen up!, Eos e Bora são os maiores fracassos da fabricante alemã no Brasil após os anos 2000.
Por Camila Torres
02.11.2020 às 11h:29 • Att. há 3 meses
Volkswagen up!, Eos e Bora são os maiores fracassos da fabricante alemã no Brasil após os anos 2000.

Existem filmes que são fracassos de bilheterias, livros que não chegam às livrarias, modas que não pegam e, claro, carros que não dão certo. Às vezes isso acontece por um erro estratégico, falta de conhecimento do público, falhas técnicas de projeto ou simplesmente porque gosto é gosto e não requer explicação. 

Pensando na suscetibilidade da vida, levantamos 20 carros que foram lançados depois dos anos 2000 e que deram errado (ou muito errado) no Brasil. Alguns até que começaram bem e depois entraram em um terrível período de decadência. Já outros estavam com o pé na cova no próprio (ou antes mesmo do) lançamento. 

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Existem modelos que deram tão errado que foram recomprados pela fabricante. Outros definharam por anos. Mas uma coisa que essa lista mostra é que quando se trata de carro, na maioria das vezes a aparência importa sim. 

Também fica a lição que não há nada de novo debaixo do sol, ou seja: as fabricantes vão continuar lançando modelos que têm todos os quesitos para estarem nesta lista em alguns anos. Inclusive, por incrível que pareça, repetindo erros estratégicos presentes nesta lista e que parecem óbvios para qualquer consumidor. 

20 Carros que fracassaram em algum momento no Brasil

1. Chevrolet Agile

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

Importado da Argentina, onde era fabricado, o Chevrolet Agile chegou ao Brasil em 2009. A primeira e única reestilização do hatch aconteceu em 2013, mas isso não prolongou muito a vida do modelo por aqui, já que deixou de ser importado em 2014, já que foi praticamente canibalizado pelo Onix. 

Mas antes de ser canibalizado, o Chevrolet Agile deu origem a picape Montana, que é comercializada no Brasil até hoje e em duas versões. 

O hatch recebeu um investimento de 740 milhões de dólares para ser fabricado na Argentina, onde também deixou de ser comercializado em 2016. Foram sete anos de produção e 347.054 unidades.

Mas por que o Chevrolet Agile não deu certo? Além de usar uma plataforma antiga, a mesma do velho Corsa, modelo que ele veio para substituir, o seu design também não era visto como muito atraente nem pelos consumidores brasileiros, nem pelos nossos hermanos, resultando em um número baixo de vendas. 

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2. Chevrolet Captiva

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

Comercializada no mercado nacional de 2008 a 2017, a Chevrolet Captiva é mais um exemplo de carro que não deu certo no Brasil, ao encerrar sua estadia por aqui com média de menos de 7 mil unidades vendidas por ano. 

Logo quando desembarcou, o Chevrolet Captiva teve destaque, especialmente por contar com uma versão com motor V6. Mas, nos anos seguintes, mostrou-se uma opção cada vez menos interessante diante de outros SUVs que iam chegando ao país ou passavam por renovação. 

A chegada do novo Tracker ,em 2013, significou mais uma queda brusca nas vendas da Captiva. Até que, em 2017, foi tirado de linha dar lugar ao Equinox, projeto global cotado para substitui-lo (e que também vem tendo dificuldades no mercado brasileiro). 

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3. Chevrolet Sonic

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

Outro modelo que disse adeus ao Brasil em 2014, foi o Chevrolet Sonic. O sedan chegou importado da Coréia do Sul, mas passou a vir do México em 2012. Nos últimos anos no Brasil, o Sonic teve suas vendas abaladas pelo Onix, mas principalmente pelo irmão Cobalt. 

E se as vendas do Chevrolet Agile já eram baixas, em setembro de 2014, as vendas do modelo representavam cerca de 10% das vendas do Onix. O Sonic tinha uma aderência menor ainda, lutando para ter pelo menos 5% dos emplacamentos do irmão. 

Mas teve mais um modelo dentro da marca que ajudou a decretar o fim do Chevrolet Sonic. A chegada do Tracker importado do México fez com que a GM na época fosse diminuindo gradativamente as importações do Sonic devido a limitação, até que decidiu tirar o modelo de linha. 

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4. Citroën AirCross

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

Ainda em linha no Brasil (por incrível que pareça), o modelo continua sendo fabricado em Porto Real (RJ). O modelo nunca conseguiu decolar, mas nos últimos anos tem se mostrado cada vez mais distante de alçar voo. 

O Citroën AirCross é um verdadeiro crossover, mesclando características de diferentes categorias. Talvez seja isso que o fez rejeitado, pois não agrada quem busca um SUV, principalmente agora com tantas opções no mercado. E também não cai nas graças do público de monovolumes. 

Além da aparência desajeitada, o modelo chegou numa época em que ainda havia uma rejeição por carros de origem francesa. Fazer o consumidor levar um carro francês para casa se torna mais difícil, ainda mais se lhe falta beleza. Agora, anos depois do lançamento, fica mais difícil ainda emplacar. 

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5. Fiat Linea

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O Fiat Linea foi um dos maiores fracassos da marca do Brasil. O sedan foi criado para mercados emergentes, sendo lançado na Turquia em 2007 e no Brasil em 2008. Porém, a fabricante posicionou o modelo para concorrer com Toyota Corolla e Honda Civic, mas com um produto menor e muito mais apertado que estes. 

Logo quando chegou, o Linea precisava de muitos acertos para agradar o público, mas elas não foram feitas de imediato. O modelo teve que esperar até 2014 para ser reestilizado e ganhou muito com a mudança, mas não a ponto de ser páreo para seus rivais japoneses, o que fez a fabricante encerrar seu ciclo em terras tupiniquins em 2016. 

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6. Ford Fiesta Sedan

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O Ford Fiesta Sedan deixou de ser comercializado no Brasil no início de 2019. O modelo apresentava números cada vez menos expressivos, até que fechou 2018, com apenas 1.564 unidades emplacadas.

Além da estética já ultrapassada e do espaço interno acanhado, mesmo para os padrões de um sedan compacto, o três-volumes importado do México era munido do polêmico câmbio automatizado Powershift de dupla embreagem, que apresentou inúmeros problemas, a ponto de lhe dar uma má reputação irreversível.

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7. Ford Focus Fastback

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O modelo esteve no Brasil por três gerações, mas apesar de ser um carro com muitos pontos positivos e pertencer a uma marca respeitada, nunca decolou nas vendas. O que se pode entender é o que o design tenha sido um dos principais colaboradores para a rejeição. 

Na primeira geração, o sedan tinha uma traseira que não agradava muito. Na segunda, esboçava uma estética sem sal se comparada aos concorrentes. Na terceira, as falhas visuais foram corrigidas, mas um defeito mais grave atrapalhou as vendas do modelo, que passou a usar o controverso câmbio Powershift (aquele mesmo do Fiesta Sedan). 

Este trouxe uma péssima reputação pelos problemas apresentados, que nem mesmo a troca de nome de Focus Sedan para Focus Fastback foi capaz de ajustar. Depois de tantos erros no trajeto e falta de resultados, a Ford decidiu tirar o sedan de linha no ano passado. 

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8. Hyundai Veloster 

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O polêmico Hyundai Veloster foi vendido no Brasil de 2011 a 2014. As propagandas do modelo chamavam atenção de quem tinha uma certa inclinação por modelos esportivos. A Hyundai anunciava um carro de três portas com oito airbags, oito alto-falantes, faróis de xenônio, diversas opções de pinturas e um motor 1.6 de 140 cv. 

Mas, na concessionária, o carro tinha um pacote diferente, a começar pela escassez de cores: apenas preto ou prata. O motor de fato era 1.6, mas o mesmo do HB20, entregando apenas 128 cv.

Isso rendeu alguns apelidos pejorativos ao Hyundai Veloster, como “Lentoster”. Mas isso não foi equivalente a nem um terço do que estava por vir: a fabricante coreana realmente teve dimensão do problema causado quando ações judiciais começaram a chegar por propaganda enganosa. 

Não deu outra: o carro que havia conquistado muitas pessoas pelo design e virou até símbolo músicas do gênero funk ostentação deixava de ser importado para o Brasil. A justificativa foi o número de vendas instável.

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9. Kia Rio

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

Depois de aproximadamente uma década de promessas, o Kia Rio chegou ao mercado brasileiro em 2020. Porém, o modelo desembarcou por aqui quando não era mais tão pedido pelo público e, por um erro estratégico, logo depois de as novas gerações de Hyundai HB20 e Chevrolet Onix serem lançadas. 

Os hatches rivais, apesar de serem de um segmento popular, ofereciam mais tecnologias que o hatch coreano. Na época, a Mobiauto até listou 10 itens que o Chevrolet Onix tem e o Kia Rio não. Além disso, Onix e HB20 são vendidos por valores abaixo do hatch da Kia e, tecnicamente falando, têm design e motorizações mais atuais. 

Por fim, o Rio foi lançado numa época em que a Kia já havia reduzido muito sua rede de concessionárias no país, o que por si já limitará suas vendas. Todas essas coisas fizeram com que o compacto não tenha gerado aderência no mercado.
 

10. Nissan Murano

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O SUV mais caro da Nissan foi comercializado no Brasil entre 2007 e 2009. Mas o período curto e o baixo número de vendas fizeram com que o Murano quase não deixasse lembranças e se tornasse uma “mosca branca” nas ruas. 

O modelo tinha boas características, mas chegou em um momento no qual os SUVs ainda não estavam em ascensão, o que talvez tenha colaborado para que seu visual e proporções não fossem compreendidos. O modelo também pertencia a uma categoria superior, e o valor elevado foi outro empecilho para deslanchar nas vendas.

A Nissan decidiu não insistir no Murano no mercado brasileiro. Em compensação, ele já está em sua terceira geração e é comercializado em alguns países da América do Sul, mas por ora, a marca não cogita trazê-lo novamente para cá. 

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11. Nissan Tiida Sedan

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O Nissan Tiida Sedan esteve no Brasil só de passagem, já que sua estadia por aqui durou apenas dois anos, de 2010 a 2012. O conjunto da obra até que era bom, exceto pela traseira que desagradava a maioria. E não era apenas isso: a chegada do Versa, em 2011, comprometeu mais ainda as vendas do modelo, que não teve escapatória e acabou deixando o país rapidamente.
 

12. Peugeot Hoggar

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

Poucos ainda lembram que a Peugeot já se atreveu a ofertar uma picape compacta no Brasil. Afinal, a Hoggar ficou pouco tempo por aqui, de 2010 a 2014, sempre com um número baixo de vendas. Tanto que é difícil encontrar uma nas ruas por aqui. 

Vários fatores colaboram para que o modelo não desse certo. O primeiro deles é que a Peugeot não tinha tradição no segmento de picapes no Brasil. O segundo é que o modelo ganhou a mesma fama de suspensão frágil do hatch 207. 

Por fim, o design da picape não era nada atraente, nem mesmo para a época. As vendas eram tão baixas que não fazia sentido para a marca manter a Hoggar no Brasil, o que fez o modelo dizer adeus juntamente com o 207. 

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13. Peugeot 208

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O hatch foi lançado no Brasil em 2013, tendo como primeiro desafio enfrentar o histórico de carro frágil que o 207 havia deixado. No primeiro e segundo ano de mercado, ele até conseguiu vender mais de 20 mil unidades, mas nos anos seguintes apresentou quedas drásticas, até que fechou 2019 com meras 5.608 unidades emplacadas. 

O modelo deu vários sinais de que não estava dando certo nos últimos anos, mas mesmo assim a marca francesa foi persistente ao manter o hatch por quase sete anos. O modelo deixou de ser fabricado no início deste ano para dar lugar a uma nova geração, que chegou em setembro. 

O nomo modelo deixou o consumidor de autos brasileiro cheios de expectativas, mas chegou mostrando erros de estratégias que ameaçam comprometer as vendas desde o princípio. Estamos falando da faixa de preços elevada (entre R$ 75 mil e R$ 100 mil) e da aposta no antigo motor 1.6, em uma época que os turbos já predominam o segmento de compactos premium.

O que resta é perguntar: será que o novo Peugeot 208 será mais um modelo a entrar nesta lista de “carros que não deram certo”?

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14.  Renault Duster Oroch

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

Lançada um pouco antes d a Fiat Toro, a Renault Duster Oroch chegou para o mesmo fim: fazer sucesso desbravando um segmento inédito, o de picapes compactas-médias. Porém, alguns erros estratégicos impediram o modelo de marca francesa, derivado diretamente do SUV Duster, de ser páreo para a rival. 

Se de um lado temos a Toro como um fenômeno nas vendas, do outro temos a Duster Oroch como um projeto que fracassou. A picape continua em linha, mesmo sendo devorada pelas irmãs Fiat Toro e nova Strada. 

Apesar de custar bem menos que a Toro, o consumidor não conseguiu aceitar as menores dimensões da Duster Oroch, assim como sua baixa capacidade de carga (similar à de uma picape compacta), a ausência de versões com câmbio automático ou tração 4x4 e o design mal acertado. 

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15. Renault Symbol

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O francês Renault Symbol é outro modelo que teve uma estadia curta no Brasil, foram apenas três anos, de 2009 a 2013. O sedan é também mais um exemplo que teve suas vendas prejudicadas pela estética. 

Baseado no irmão Clio (nacional), o Symbol exibia um design já cansado. Tudo piorou com a chegada do Renault Logan. A disputa interna não deu chances para o Symbol, que acabou canibalizado e sem deixar saudade. 

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16. Toyota Yaris Sedan

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O que pode definir um carro como um fracasso? Algumas vezes o baixo número de vendas, outras não ter cumprido o seu propósito, outras não ser lembrado. Talvez este último seja o carro do Toyota Yaris Sedan. 

O modelo chegou ao Brasil em 2018 e, apesar das grandes expectativas, por ser um Toyota, não causou qualquer alvoroço nas vendas, especialmente na configuração com três volumes. 

Isso porque estamos falando de um carro que pertence a uma categoria superior, se comparado aos sedans populares, e que custa menos do que o tão desejado Corolla. Só que, no ranking de vendas de 2019, enquanto o Corolla ficou em 14º lugar, o Yaris Sedan amargou a 30º posição.

Se a ideia era ser a opção para quem queria um Corolla, mas não podia levar um, a Toyota deveria ter posicionado melhor o Yaris Sedan no mercado. Oferecer um carro novinho em folha com plataforma e motorização antigas (as mesmas do velho Etios) podem ter atrapalhado a sua vida. 

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17.  Troller Pantanal

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

A picape Troller Pantanal é um dos maiores exemplos de carros que não deram certo no Brasil. Na verdade, ela não daria certo em nenhum outro lugar, pois tinha grave problema no chassi, trincas foram descobertas pela Ford quando comprou a Troller em 2007. 

Quando a picape foi lançada em 2006, a expectativa da marca era vender 1.200 unidades no ano. O resultado? Apenas 77 unidades vendidas entre 2006 e 2008. Pior, depois que a Ford descobriu o problema optou por recolher as picapes e indenizar seus compradores, os que não quisessem vender, deveriam assinar um termo de responsabilidade. 

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18. Volkswagen Bora

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O sedan Volkswagen Bora foi comercializado no Brasil de 2001 a 2011. O que mostra o quanto a fabricante foi insistente diante de um modelo que dava claros sinais de que não daria certo. O motivo estava relacionado principalmente à sua aparência. 

Na verdade, o que muitos não sabem é que o VW Bora se trata da quarta geração do Jetta, que em alguns mercados era vendido com outro nome, no caso Bora e, por exemplo, no Brasil.

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19. Volkswagen Eos

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

O Volkswagen Eos tirou praticamente um ano sabático no Brasil, já que ficou por aqui só de 2009 a 2010. Com poucas vendas, a fabricante alemã não quis prolongar a estadia do conversível em terras tupiniquins, o que faz com que muitos nem se recordem do modelo. 

Há quem diga que a estética do modelo foi um dos fatores que fizeram não ter um bom desempenho nas vendas. Mas nada se compara ao alto preço que o VW Eos era vendido, cerca de R$ 150.000, um valor considerável para os dias de hoje, e mais ainda em 2009.

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20. Volkswagen UP!

Chevrolet e Volkswagen já tiveram três carros fracassados lançados  a partir dos anos 2000 no Brasil.

A expectativa da Volkswagen para o up! é que ele seria um dos modelos mais vendidos do Brasil, com estofo para encarar Fiat Palio, Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Ford Ka de igual para igual. Chegou a ser chamado de “Fusca do século XXI”. 

Só que o compacto nunca deslanchou nas vendas e jamais esteve entre os dez automóveis mais vendidos do país nos rankings anuais. Em 2014 ele até chegou a constar na 15ª posição, com 53.193 emplacamentos. Mas nem nos piores pesadelos a fabricante alemã esperaria vê-lo fora da lista dos 50 modelos mais vendidos, o que aconteceu em 2019. 

A pergunta que não cala é: por que o Up! fracassou desse jeito, mesmo sendo um projeto com carroceria e motorização modernas? 

Dois fatores importante contribuíram para isso: seu design minimalista e com cara de “fofinho” não foi muito bem assimilado pelo consumidor brasileiro. Além disso, ele chegou com valor elevado e gama confusa de versões (cheia de opcionais) diante dos rivais, sendo mais caro do que o primo Gol. 

Além disso, o tamanho do carro ainda conta muito. Com opções maiores e mais baratas, o consumidor acabou deixando o Up! estacionado na loja. O modelo segue sendo vendido no Brasil, mas até quando a Volkswagen vai insistir em um carro que já mostrou que não deu certo?

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