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Teste de consumo: novo Chevrolet Tracker faz 15 km/l e é ligeiro na cidade

Versão esportivada do SUV recebe o motor 1.2 turbo de 141 cavalos já com alterações para poluir menos e ser mais eficiente
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29.12.2025 às 16:13 • Atualizado em 02.01.2026
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As novas regras de emissões do Proconve PL8 fizeram as montadoras se movimentarem para adequar seus veículos as novas regras. Com a Chevrolet não foi diferente, a montadora mexeu na calibração dos seus motores 1.0 e 1.2 turbo de Onix, Tracker e Montana, além de adotar sistema de injeção direta de combustível. Tudo para tornar os modelos menos poluentes, mas sem perder eficiência e desempenho.

Essa mudança foi anunciada no fim de 2024, já para linha 2025. Agora, a Mobiauto testou o Tracker RS 2026, a versão mais completa do SUV compacto. Nessa configuração, o motor 1.2 turbo saltou para até 141 cavalos de potência e 22,9 kgfm de torque.

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Outro ganho declarado pela marca foi a melhora no consumo de combustível para quase 8% de mais eficiência com gasolina. Mas, e no mundo real, rodando no dia a dia com trânsito lento e carregado ou até velocidades de rodovia com estrada livre, como fica?

Chevrolet Tracker RS 2026 – Consumo de combustível

Vinicius Moreira/Mobiauto

Vinicius Moreira/Mobiauto

Antes do consumo real, vale lembrar que o Inmetro é responsável por medir o consumo de combustível dos carros vendidos no Brasil. O órgão aponta para o Tracker RS 7,7 km/l na cidade e 10 km/l na estrada com etanol, enquanto com gasolina são 11,2 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada.

Em nosso teste, o Tracker rodou por 173 km na cidade, com mescla de tráfego mais carregado com velocidades de primeira marcha e segunda, sem necessidade de trocas manuais já que o nessa versão o SUV tem câmbio automático. O odômetro apontou 10,1 km/l no percurso, mas bastou uma “prova real” dos quilômetros percorridos versus litros de gasolina para o resultado ser de 9,6 km/l de consumo na cidade.

Vinicius Moreira/Mobiauto

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Como o teste foi feito no mês de dezembro, o ar-condicionado foi companheiro inseparável do motorista. Não foi diferente na estrada, onde o trajeto foi de 115,3 km apontou no odômetro 15,5 km/l. No entanto, assim como na cidade, o cruzamento dos dados com a bomba de combustível revelou ser de 15 km/l.

Assim, o Tracker RS foi melhor na estrada que o apontado no Inmetro, mas pior na cidade.

Como é dirigir o Tracker RS?

Para quem ainda presa por um dinâmica de direção confortável, ajuste de suspensão macia e respostas rápidas, o Tracker RS tem tudo isso. Com detalhes em preto brilhante no exterior e vermelho no interior, a esportividade esperada na opção RS fica mais no visual, já que o motor 1.2 turbo, que também equipa a configuração Premier, não tem calibração especial para respostas mais ariscas, como manda um esportivo.

A suspensão é típica de um modelo Chevrolet, com boa absorção dos impactos, mais macia que do VW T-Cross, por exemplo, mas não tão bem calibrada para o Brasil – aos meus olhos - que a dos modelos da Fiat. Nada que atrapalhe a condução, muito pelo contrário. A direção responde bem aos comandos, além do SUV ter uma boa ergonomia e empunhadura do volante.

Vinicius Moreira/Mobiauto

Vinicius Moreira/Mobiauto

Os acertos na suspensão e direção prometidos pela marca para linha 2026 chegaram mesmo. Até mesmo o acabamento está melhor com mais partes macias ao toque. O efeito dos SUVs chineses impôs essas mudanças para as marcas mais tradicionais por aqui.

Na cidade, o motor 1.2 sobra e responde bem ao pé no pedal direito, sem tanto atraso na entrega como em alguns concorrentes. Basta uma pisada mais forte e o SUV já mostra no velocímetro 50 km/h, trabalho também elogiável para calibração do câmbio, que possui um escalonamento muito bom para retomadas e acelerações citadinas.

Por outro lado, essas respostas mais espertas na cidade demoram um pouco mais para aparecer na estrada. Não que falte fôlego para o motor de três cilindros turbo, nada disso. Porém, em velocidades mais altas as retomadas não são tão ligeiras.

Chevrolet Tracker RS 2026 – Ficha técnica

Vinicius Moreira/Mobiauto

Vinicius Moreira/Mobiauto

Motor: 1.2, dianteiro, transversal, três cilindros em linha, 12V, turbo, flex, injeção indireta
Taxa de compressão: 10,5:1
Potência: 139/141 cv (G/E) a 5.000 rpm
Torque: 22,4/22,9 kgfm (G/E) a 2.500 rpm
Câmbio: automático, 6 marchas
Tração: dianteira
0 a 100 km/h: 9,7 segundos
Velocidade máxima: 190 km/h

Consumo Inmetro:
Urbano: 11,2 km/l (gasolina) / 7,7 km/l (etanol)
Estrada: 14,1 km/l (gasolina) / 10 km/l (etanol)

Dimensões e capacidades: 4.304 mm comprimento, 2.570 mm entre-eixos, 1.791 mm largura, 1.624 mm altura, 393 litros de porta-malas, 44 litros do tanque de combustível, 1.265 kg de peso em ordem de marcha.

Dados técnicos: direção elétrica; suspensão McPherson (dianteira) e eixo de torção (traseira); freios a discos ventilados (dianteira) e tambores (traseira); diâmetro de giro, 10,8 m; coeficiente aerodinâmico não divulgado; vão livre do solo, 162 mm; ângulo de ataque, 18,3°; ângulo de saída, 27,7°; pneus 215/55 R17.

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Repórter

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Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.