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Segredo: nova VW Amarok terá cara chinesa e deve manter coração de 258 cv

Picape média já tem novo projeto em testes e chega ano que vem ao Brasil
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07.10.2025 às 18:43 • Atualizado em 08.10.2025
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Projeto Patagônia. Este é o nome que a Volkswagen deu, até o momento, para a próxima geração da Amarok, que deve chegar ao Brasil no ano que vem. A novidade terá como base a chinesa Maxus Terron, e seguirá produzida na Argentina.

A Volkswagen já divulgou investimento no país vizinho para o desenvolvimento do produto. Mais que isso, a picape média já roda no Brasil em testes. Seu nome seguirá sendo Amarok, mas com medidas maiores e um visual todo remodelado.

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A nova apuração da Mobiauto traz novidades importantes sobre a picape. A primeira delas é que o visual da Amarok beberá (e muito) da fonte da picape da Maxus. Isso quer dizer que teremos as linhas quadradas e bem vincadas, com adicional de uma grade frontal robusta.

As medidas devem se repetir. Sendo assim, podemos esperar por uma Amarok de 5,50 metros de comprimento, 2 m de largura, 1,86 m de altura e 3,30 m de entre-eixos. Ela será mais espichada que a atual que mede 5,35 m de comprimento, 1,95 m de largura, 1,85 m de altura e 3,10 m de entre-eixos.

Renan Rodrigues/Mobiauto

Renan Rodrigues/Mobiauto

Isso é 15 cm a menos em comprimento, 5 cm a menos em largura, 1 cm a menos em altura e 20 cm a menos em entre-eixos.

O interior também será diferente do que vemos na Amarok atual, e isso foi pauta do podcast dos colegadas da Quatro Rodas, o QRcast, que entrevistou Ciro Possobom, CEO da Volkswagen no Brasil. De acordo com o executivo, o interior da picape será completamente remodelado.

Projeção/KDesignAG

Projeção/KDesignAG

O fato de o projeto ser baseado no modelo chinês já impacta nisso. A Terron se apoia no design de linhas retas dentro da cabine, com console central de dois andares, telas de multimídia e painel de instrumentos integradas, e um acabamento que enche mais os olhos - padrão dos veículos chineses que estão desembarcando aqui.

E isso é uma ótima notícia para a Amarok. A picape da Volkswagen se destaca em desempenho, dirigibilidade e tamanho de caçamba. Agora, corrigirá um ponto fraco que é seu acabamento interno.

Além do mais, dando continuidade a apuração da reportagem da Mobiauto, a Amarok manterá o motor V6 em sua nova geração. Além disso, seguirá com o catálogo de três versões com opções Comfortline, Highline e Extreme. Uma configuração de entrada sem nome é estudada, mas ainda não se sabe se existirá.

Dentro do Grupo Volkswagen, não há ainda uma aplicação do V6 junto a um motor elétrico, e fica a incógnita sobre como será seu sistema híbrido. Pode ser um híbrido do tipo leve, com adição de 12V ou 48V, como já é comum no Grupo, ou um mais robusto, do tipo pleno ou plug-in.

Projeção/KDesignAG

Projeção/KDesignAG

Vale lembrar que ela será fruto de um investimento de R$ 3,2 bilhões na planta Argentina, e terá motorização híbrida - informação confirmada pelo Ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, neste ano.

Até que saiba a motorização da picape, a boa notícia fica para a manutenção do V6 turbo a diesel. Ele rende 258 cv de potência e 59,1 kgfm de torque, e é gerenciado por uma caixa automática de oito marchas, da ZF, e conta ainda com tração integral, do tipo 4Motion.

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Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.