Renault terá carros elétricos com base chinesa; o que muda para o Brasil
Não é novidade a parceria entre a Renault e a Geely, inclusive esse acordo facilitou o início da operação da chinesa no Brasil. Mas agora a aliança está em outro patamar na China. A marca francesa vai aproveitar da tecnologia asiática para produzir novos carros elétricos e híbridos para mercados como a América Latina, e quem sabe o Brasil.
O acordo foi revelado pelo site chinês AutoPix, que detalhe a produção da carroceria pela Renault, mas todo o restante da arquitetura do carro, como plataforma e conjunto mecânico, fornecido pela Geely.
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O plano envolve principalmente o uso da plataforma GEA da Geely. Por isso, os novos modelos da Renault serão SUVs do tipo elétrico ou híbrido plug-in. Na marca chinesa, essa base será aplicada nos modelos da marca subsidiária Galaxy.
No Brasil, já temos o uso dessa plataforma no recém-lançado Geely E5. Não por acaso, o modelo é um SUV elétrico de 413 km de autonomia, com motor elétrico de até 218 cv e 32,6 kgfm de torque.
Para o Brasil, a parceria pode facilitar a chegada de novos veículos eletrificados. Do ponto de vista francês, o custo de produção reduzido pelo uso da parceria torna acessível a importação e até produção nacional de veículos movidos a energia elétrica ou híbridos.
Já do lado chinês, o uso de toda a estrutura de concessionárias, pós-venda e fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) também se torna agente facilitador. A mídia chinesa estima que a Renault tenha reduzido o tempo de desenvolvimento de novos carros de quatro anos para até um ano e quatro meses.
O próximo Renault Twingo E-Tech é o primeiro modelo a ter se beneficiado da parceria com a Geely. O CEO da Renault China, Weiming Su, explicou que os custos com o desenvolvimento do Twingo elétrico foram reduzidos em até 40%.
Por Vinicius Moreira
Repórter
Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.
