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Por que os carros “populares” deverão se tornar elétricos?

Tendências de mercado apontam que os modelos acessíveis à combustão devem se despedir do mercado
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20.12.2025 às 10:48
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Os carros elétricos que pareciam inofensivos ao mercado automotivo em 2022 hoje já dominam uma parte significativa do setor e estão entre os 50 carros mais vendidos no país, segundo dados da Fenabrave. Essa tendência não se limita ao Brasil, os veículos sustentáveis estão ganhando seu espaço, principalmente na fatia dos ditos “carros populares”.

A Volkswagen, por exemplo, uma das marcas de carro mais tradicionais do mundo, demonstra interesse dentro e fora do país de alterar a sua gama de veículos e ceder mais espaço aos elétricos.

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No Brasil, o CEO da Volkswagen, Ciro Possobom, revelou no último dia 10 de dezembro, que a montadora planeja incluir veículos elétricos no catálogo nacional e, além disso, tornar as opções sustentáveis acessíveis a todos os públicos, democratizando a eletrificação: “A gente quer oferecer eletrificação para todos os tipos de público.”

Fora do Brasil, CEO global da VW, Thomas Schäfer teve um discurso parecido. Em entrevista ao site alemão Auto Motor and Sport, o executivo afirmou que oferecer versões a combustão do Polo (modelo de entrada da marca) não faz mais sentido devido as novas tendências de mercado e futuras regulamentações de emissões.

Para nós, brasileiros, ambos os discursos podem parecer incoerentes, visto que atualmente, o veículo de passeio mais vendido do Brasil é justamente o Volkswagen Polo. E se ele faz tanto sucesso com motor a combustão, por que tirá-lo do catálogo?

Mesmo liderando os emplacamentos, o hatch é sustentado pelas vendas da versão Track, mas barata. Olhando para as tendências atuais, a preferência está nos modelos SUVs, seja a combustão ou eletrificados. Eles aparecem em peso na lista de mais vendidos e exatamente por isso a montadora decidiu lançar mais um em 2025: o VW Tera.

Meses antes do lançamento, o hatch sofreu grandes reduções em sua gama de versões e atualmente é vendido em apenas quatro: Track, Track Robust (restrita a PJ), Sense e Highline.

Mas o mercado já demonstra que, assim como os sedans, os hatches a combustão estão cada vez menos populares. E exatamente por isso, a Volkswagen deve futuramente ter o Tera como o seu carro de entrada nacional. Que já demonstra sucesso, ocupando a décima nona colocação o ranking de mais vendidos em 2025, com apenas cinco meses de mercado.

Fontes próximas à marca revelaram à Mobiauto que o Polo deve perder mais versões, ficando apenas com a Track disponível no futuro. Ele continuará sendo responsável por posicionar a Volkswagen entre as marcas mais vendidas do Brasil, enquanto as demais configurações abrirão espaço para o crescimento do Tera.

E na contramão da preferência por SUVs, existe outro mercado que está em ascensão no país: o dos hatches elétricos. Ou seja, que não procura por modelos imponentes está buscando por compactos ágeis e sustentáveis.

O BYD Dolphin Mini é a prova viva disso. Desde seu lançamento em 2024, o subcompacto é líder de vendas no seguimento de elétricos. E seu sucesso impulsionou as outras montadoras a investirem no segmento. Não é à toa que modelos chineses e elétricos não param de chegar ao mercado. A oferta está cada vez maior e a competitividade também.

Na mesma proporção de ascensão de SUVs e exigências de segurança no carro, os modelos queridinhos estão cada vez mais caros. E com isso, indo na contramão da democratização desses modelos. Afinal, os modelos mais completos no segmento de compactos custam mais de R$ 140 mil.

Outro exemplo prático é a chegada do Geely EX2, não só carro elétrico como o veículo mais vendido na China. O hatch chamou a atenção e já no primeiro mês de vendas ajudou a marca no volume de emplacamentos.

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