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Omoda Jaecoo terá 3 novos carros e fábrica no Brasil em 2026

CEO global da marca chinesa diz que "não terá operação sem fábrica"
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30.10.2025 às 15:37
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A Omoda Jaecoo já está pensando em 2026. Depois de lançar quatro carros no Brasil e atingir quase 5 mil unidades vendidas, a marca chinesa prepara mais uma série de lançamentos para o ano que vem. E não é só isso.

Em entrevista coletiva na estreia do Omoda 5 HEV e do Omoda 7, o CEO global da marca, Shawn Xu, confirmou que a montadora terá uma fábrica já em meados do ano que vem. A meta é ousada: estar entre o Top10 em três anos.

A estreia mais aguardada é o Omoda 4 (que nasceu como Omoda 3 e recentemente mudou de nome). O SUV compacto estreia no segundo semestre de 2026 para ser a grande estrela da fabricante. O modelo do porte de Fiat Pulse, VW Tera, Renault Kardian e Honda WR-V chegará com motorização três cilindros 1.0 turboflex que pode chegar a 130 cv de potência. Nas versões mais caras pode até trazer um motor híbrido flex. O agora Omoda 4 impressiona pelo design, recortado, cheio de vincos.

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Outra novidade por aqui deve ser o prometido Jaecoo 8. O SUV pode estrear ainda no primeiro semestre para ser o carro mais caro da chinesa no Brasil. Baseado no Chery Tiggo 9 (a Omoda Jaecoo pertenceu ao Grupo Chery), o modelo de 4,82 metros de coprimento e 2,82 m de entre-eixos e pode carregar até sete ocupantes.

O porta-malas tem capacidade de 412 litros, mas pode ultrapassar os 2.000 l com os bancos rebaixados. O Jaecoo é um SUV híbrido plug-in com 605 cv e 93,3 kgfm. A bateria de 34,4 kWh de lítio-ferro-fosfato (LFP) tem 175 km de autonomia no modo elétrico. Já a total pode passar dos 1.300 km.

Divulgação/Jaecoo

Divulgação/Jaecoo

O terceiro produto também pode vir da linha Jaecoo e ser somente a combustão. O Jaecoo 5 é um SUV compacto que rivalizaria diretamente com os mais vendidos do mercado: VW T-Cross, Hyundai Creta e Honda HR-V. São 4,38 m de comprimento e entre-eixos generoso de 2,62 m.

O “Evoque” chinês como plataforma de Tiggo 5X deve pegar emprestada a motorização já usada pela linha Omoda, o 1.5 turbo a gasolina com potência entre 135 cv e 140 cv.

Divulgação/Jaecoo

Divulgação/Jaecoo

Produção começa em 2026

Quanto à fábrica, o CEO global da Omoda Jaecoo diz que ainda estuda possibilidades. A marca vai começar o processo de nacionalização montando carros em formato de CKD ou SKD com alguma empresa parceira - talvez nos mesmos moldes do que a Chevrolet fez com a Comexport e o SUV elétrico Spark em Horizonte (CE).

A marca conversa com três empresas, discute modelos de negócio e tenta entender a capacidade produtiva do futuro parceiro. A companhia tem a ambição de vender 50 mil carros no Brasil no próximo ano. E a fábrica é peça fundamental neste processo.

Xu também aponta para outras alternativas. Diz que a Omoda Jaecoo pode construir uma fábrica do zero, mas "isso levaria de três a quatro anos" ou que a marca "pode comprar uma unidade fabril para acelerar o processo". E faz uma revelação. "Não queremos só CKD, queremos localizar as peças".

Os modelos mais cotados são os atuais híbridos vendidos aqui (Omoda 5, Jaecoo 7 e Omoda 7), além do Omoda 4, que será o carro de maior volume da chinesa por aqui.

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