Novo Honda City Sedan quer briga com Onix Plus e Virtus sem usar turbo

Terceira geração do sedan chega ao Brasil ainda este ano, maior e mais tecnológico, mas deve deixar o motor 1.0 turbo na Ásia
Por Leonardo Felix
14.04.2021 às 15h:51 • Att. há cerca de 1 mês
Terceira geração do sedan chega ao Brasil ainda este ano, maior e mais tecnológico, mas deve deixar o motor 1.0 turbo na Ásia

O sedan compacto Honda City ganhará uma nova geração no Brasil ainda em 2021. Com projeto desenvolvido na Tailândia, o três-volumes deve aportar por aqui no fim do ano, antes mesma da chegada de seu irmão gêmeo hatch, que deve ficar para o começo de 2022.

Como antecipamos em novembro do ano passado, o inédito City hatch será responsável por substituir o – e promover a morte do – Fit no Brasil

Além de compartilhar plataforma com o novo City sedan, uma versão simplificada da matriz do novo Fit/Jazz oferecido em Japão, China e Europa, ele aproveita toda a carroceria do três-volumes do balanço dianteiro até a coluna C, o que propiciará uma relevante economia de custos para a fabricante.

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Mas voltemos a falar do novo City sedan. O modelo entrará em sua terceira geração produzida nacionalmente, com fabricação prevista para ocorrer em Itirapina (SP). Sua missão será brigar com o VW Virtus e Chevrolet Onix Plus no segmento compacto-médio. 

Para isso, suas dimensões serão ampliadas em todos os lados: +9,4 cm de comprimento (para 4.549 mm); +5,4 cm de largura (para 1.748 mm); +0,4 cm de altura (para 1.489 mm). Esta última medida pode ficar ainda maior no Brasil caso haja alguma recalibragem de suspensão.

Tudo isso sem mexer nos bons 2.600 mm de entre-eixos. A má notícia é que o volume do porta-malas será reduzido. Se a antiga geração oferecia 536 litros, a nova entrega 506 litros na Ásia, capacidade que deve ser replicada no modelo nacional.

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Terceira geração do sedan chega ao Brasil ainda este ano, maior e mais tecnológico, mas deve deixar o motor 1.0 turbo na Ásia

Mas o mais surpreendente é que o novo City sedan brasileiro não deve adotar o motor 1.0 três-cilindros turbo com injeção direta usado pelo gêmeo tailandês. Lá, tal usina rende 122 cv de potência e 17,6 kgfm de torque bebendo sempre gasolina. Por aqui, seria adaptada para aceitar também etanol.

Porém, de acordo com o site Autos Segredos, por questões de custos a Honda teria decidido abortar o uso do turbo no Brasil. Em vez disso, equiparia o sedan com o propulsor BS6, um 1.5 de quatro cilindros e injeção direta com o mesmo bloco de HR-V e Civic Touring, porém sem sobrealimentação. 

Este propulsor comporia também o City hatch e as versões de entrada da segunda geração do HR-V em nosso mercado. Estaria sempre aliado a um câmbio automático CVT com simulação de marchas e renderia entre 130 e 150 cv de potência, sendo 

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Além da injeção direta de combustível para aprimorar desempenho e consumo, tal propulsor adotaria uma evolução do sistema VTEC, chamada VTC, que promove um controle variável de tempo e amplitude não apenas da abertura, mas também do fechamento das válvulas.

Já registrado no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), o novo City terá faróis full-LED a depender da versão de acabamento, além de lanternas com guias de LED e visual inteiramente remodelado. Virará uma espécie de mini-Civic.  

Por dentro, o modelo contará com acabamento e bancos inteiramente renovados, incluindo revestimento em couro nas versões mais caras. O painel, porém, será bem limpo e conservador, contrastando com o exterior mais arrojado. 

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A central multimídia terá projeção sem fio de celulares e o condutor poderá conferir funções do veículo através de um aplicativo no celular, mas o quadro de instrumentos ainda será predominantemente analógico.

Por fim, é esperado que a Honda dote o novo City brasileiro de tecnologias semiautônomas a partir do sistema Honda Sensing, como auxílio de ponto cego (incluindo uma câmera auxiliar no retrovisor externo direito), controle de cruzeiro adaptativo com frenagem automática emergencial e alerta de saída de faixa.

Preços? Respire fundo e se prepare, porque dificilmente ficarão abaixo de R$ 90.000, podendo chegar ao teto de R$ 110.000 ou até R$ 120.000, a depender de como estará o mercado até o fim do ano. Há, inclusive, a chance de as duas gerações do City conviverem no Brasil, assim como ocorre com o modelo na Índia.

Confira mais do novo City Sedan em mais um vídeo do quadro O Que Vem Pra Pista:

[video] 

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