Nissan Kait terá herança de March e receita de WR-V contra Tera e Pulse
O Nissan Kait será o próximo grande lançamento da marca japonesa para o mercado brasileiro. Prometido para o primeiro trimestre de 2026, o SUV intensifica seus últimos testes, tanto que a Mobiauto flagrou o modelo em plena Marginal Pinheiros na capital paulista. Mesmo com a camuflagem pesada, já é possível saber algumas coisas do compacto.
Primeiro que o SUV terá uma herança do finado Nissan March. Isso mesmo aquele hatch já fora de linha que foi vendido no Brasil de 2011 a 2020. E o que foi herdado do subcompacto está na base de qualquer carro - a plataforma.
Batizada de V, a arquitetura que sustentou o March foi passada para o Kicks de primeira geração, hoje com sobrenome Play. Como o Kait terá a mesma base, digamos que o SUV terá um pouco do hatch.
Gabriela Macedo/ Mobiauto
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Mas não é por isso que o Kait terá menos espaço no interior que os futuros rivais VW Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse. Muito pelo contrário.
A base V de March e Kicks Play oferece uma modularidade, a qual o Kait vai pender para o SUV, que tem 2,60 metros de entre-eixos e 430 litros de porta-malas. Um trunfo que será explorado pela Nissan.
Outra tática da Nissan para o Kait já começou antes mesmo do SUV ser lançado. Isso porque o novo Kicks parte dos R$ 165.000 e chega aos R$ 200.000.
Para o Kait, o padrão de preços deve ficar ente R$ 120.000 e R$ 150.000, algo feito pela Honda que elevou os preços do HR-V para preparar a chegada da nova geração do WR-V, nas versões EX e EXL por R$ 144.900 e R$ 149.900, respectivamente.
Mas, essa faixa de preço não é a mesma do Kicks Play? Sim. O Kait será fabricado em Resende (RJ), ao lado do novo Kicks, e exportado para mais de 20 países. Vai sobrar para o “Play” dar seu “stop” (com perdão do trocadilho) e sair de linha. Afinal, a fábrica da Nissan já atua em sua capacidade máxima.
Crédito da imagem de capa: Gabriela Macedo/ Mobiauto
Por Vinicius Moreira
Repórter
Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.
