Leapmotor C10: como é o SUV elétrico da Stellantis que tem motor a gasolina
A Stellantis estreia mais uma marca no Brasil sob o seu “guarda-chuva”: Leapmotor. A montadora chinesa chega ao Brasil com dois modelos, mas o primeiro a ser lançado é o Leapmotor C10, depois, em 2026, o B10 dará sua cara.
O C10 chega em duas versões, ambas elétricas, mas com uma pequena diferença entre elas, que vai impactar diretamente na autonomia dos SUVs. Apenas uma delas conta com um motor a combustão para aumentar a autonomia, batizada de REEV.
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Visualmente, o C10 entrega a motorização elétrica, principalmente na dianteira. A ausência de entradas de ar e o minimalismo nos contornos marcam o modelo com porte de VW Tiguan e BYD Song Pro.
A traseira segue à tendência das lanternas interligadas e iluminadas de modo inteiriças por LED. Chama atenção o limpador traseiro do para-brisa oculto no aerofólio. Para abrir o porta-malas, que pode ser de 435 litros (REEV) ou 465 litros, há um botão na parte direita da tampa traseira (logo ao lado lanterna). Vale lembrar que o socorro para um pneu furado é um kit de reparos, nada de estepe.
Por falar em medidas, são 4,73 metros de comprimento, 2,12 m de largura, 1,68 m de altura e 2,82 m de entre-eixos. Esta última medida bem aproveitada, principalmente para os ocupantes da segunda fileira.
Antes do lançamento, a Mobiauto já havia tido o primeiro contato com o C10. Nele foi possível ver que o modelo segue boa parte da cartilha dos veículos chineses que desembarcam pelos portos do nosso litoral.
Minimalismo
No entanto, o C10 vai além em termos de personalidade. A marca chinesa decidiu levar o conceito do minimalismo para outro patamar. Não é só as saídas de ar do painel que não aparecem, os comandos físicos praticamente não existem. Exceto pelos dois comandos no volante e controles dos vidros, tudo é feito pela central multimídia de 14,6 polegadas. E quando falamos disso, por exemplo, o ajuste dos retrovisores estão inclusos.
Difícil mesmo é representar o nível de conforto dos bancos do C10. Só se acomodando nos assentos para ver o quão confortáveis eles são. Revestidos de couro sintético, perfurados nos encostos e assentos, a marca chinesa caprichou na densidade de material aplicado.
O teto solar panorâmico não passa despercebido, pois vai do limite do quebra-sol até depois do encosto dos bancos traseiros. O assoalho plano, característico dos modelos elétricos, também vai ajudar o ocupante do meio a acomodar os pés.
Motorização
Aqui é onde o Leapmotor C10 se diferencia do que temos até aqui no mercado brasileiro em termos de motorização. São duas opções: a primeira um motor elétrico de 218 cavalos de potência e 32,5 kgfm de torque, com bateria de 69,9 kWh. Na segunda, o motor elétrico tem 215 cv e os mesmos 32 kgfm, mas a bateria é de 28,4 kWh, pois há um motor a combustão a gasolina na dianteira que funciona como um extensor de autonomia, mas não traciona as rodas.
Por isso, essa última versão é batizada de REEV (Range Extended Electric Vehicle), Veículo Elétrico com Extensor de Autonomia em tradução livre. O tanque de gasolina é de 50 litros transmite a energia para a bateria, a qual envia a eletricidade armazenada para o motor elétrico traseiro.
Outro detalhe curioso é que a transmissão é uma ligação direta do motor elétrico para o diferencial. Quanto à autonomia, o C10 sem o motor a combustão tem 338 km para rodar, conforme o Inmetro. Já a outra versão não teve a autonomia classificada pelo órgão, mas no ciclo WLTP, menos rigoroso que o nosso, o número declarado é de 950 km.
Quanto ao preço, a versão BEV do C10 sai por R$ 189.990, enquanto o batizado como REEV é vendido por R$ 199.990. A Leapmotor elegeu como os concorrentes BYD Song Plus, Haval H6 PHEV19 e Jaecoo J7 para a opção com autonomia estendida, enquanto BYD Yuan Plus, Geely EX5 e GAC Aion V para a mais barata.
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Por Vinicius Moreira
Repórter
Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.
