Carros como Renault Kwid e Fiat Mobi vão deixar de existir no Brasil?
O mercado brasileiro está mudando. A ofensiva de SUVs desde 2016, mostrou uma fragilidade para continuidade de hatches e sedans compactos no mercado. E quando o assunto é subcompactos, o mesmo se aplica.
Uma das justificativas para o fim dos subcompactos no Brasil é a listada acima, mas não há como negar que modelos como Renault Kwid e Fiat Mobi foram atrativos em dado momento pelo valor que custavam, e que eram bem mais baixos que a realidade atual. Ambos os modelos são comercializados com valores próximos dos R$ 80 mil.
Além disso, soma-se ao novo segmento dentro dos SUVs compactos, que é o degrau de entrada para a categoria e que tem veículos partindo de R$ 100 mil, como VW Tera, Renault Kardian, Fiat Pulse e Citroën Basalt. Esses carros ameaçam a existência dos hatches e sedans no Brasil, e devem ser, no futuro, os novos modelos de entrada de cada fabricante.
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Atualmente, Renault Kwid e Fiat Mobi são os últimos subcompactos do mercado nacional. E os planos futuros não são tão empolgantes para ambos os carros. Ao que tudo indica, a Fiat pretende substituir Mobi e Argo em uma tacada só pelo compacto Grande Panda.
Ainda não se sabe qual nome o novo hatch usará no mercado. Muito se fala sobre “Uno”, mas é pouco provável que essa assinatura será usada, assim como Grande Panda, que também deve ser descartada. O modelo deve se chamar, no fim das contas, Argo.
Bárbara Lira/Mobiauto
Enquanto isso, no lado francês, o Renault Kwid não tem previsão de receber uma nova geração. A fabricante já afirmou que os planos futuros envolvem carros de maior valor agregado e construídos sobre a plataforma RGMP, uma derivação da CMF-B, usada na Europa.
Divulgação/Renault
No entanto, uma característica dessa estrutura tira o Kwid de cena. A plataforma tem entre-eixos mínimo de 2,60 metros, que é o mesmo do Renault Kadian, o menor produto construído sobre essa base. Como referência, atualmente o Kwid tem 2,42 m de entre-eixos, o que precisaria de um salto de 18 cm nessa medida, e uma competição interna com o Kardian. Uma medida pouco provável de acontecer.
Com isso, assim como o Fiat Mobi, o Renault Kwid ficaria pelo caminho, e o segmento de subcompactos chegaria ao fim.
Por Renan Bandeira
Gerente de conteúdo
Formado em mecânica pelo Senai e jornalismo pela Metodista, está no setor há 5 anos. Tem passagens por Quatro Rodas e Autoesporte, e já conquistou três prêmios SAE Brasil de Jornalismo. Na garagem, um Gol 1993 é seu xodó.
