Carros com correia banhada a óleo que são esquecidos pelo público
A correia dentada banhada a óleo chegou ao mercado em 2015 com o Ford Ka 1.0, mas voltou aos holofotes após ser introduzida posteriormente em modelos da Chevrolet, como Onix, Onix Plus e Tracker. A marca, inclusive, garante uma vida útil e um intervalo de manutenção bem maiores para o sistema, de até 240.000 km ou 15 anos.
E a ideia é boa: ao trabalhar imersa no lubrificante do motor, ela reduz o atrito em relação às correias convencionais, contribuindo para menor ruído de funcionamento, aumento de eficiência e, em alguns casos, até redução no consumo de combustível.
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Porém, alguns pontos acabaram virando alvo de críticas dos consumidores.
Um dos principais problemas - que não é exatamente um problema da correia em si - está na alta exigência do óleo correto e no cumprimento rigoroso do prazo de troca determinado.
Como a correia trabalha imersa no óleo do motor, um descuido em sua manutenção pode acelerar seu desgaste, gerando resíduos que circulam pelo sistema e podem causar entupimentos em partes da motorização.
Como o assunto veio à tona novamente com modelos da Chevrolet, muitos pensam que apenas os carros da marca utilizam a correia banhada a óleo. Porém, diversos outros modelos, inclusive conhecidos pelos consumidores, contam com esse sistema.
Com isso, nós, da Mobiauto, selecionamos alguns carros com correia dentada banhada a óleo que foram esquecidos pelo público. Confira:
Ford Ka
Divulgação/Mobiauto
O Ford Ka traz a correia dentada banhada a óleo em seus modelos com motor de três cilindros, sendo eles o 1.0 (de 2015 a 2021) e o 1.5 Dragon (a partir de 2019).
O 1.0 12V Ti-VCT tem 85 cv de potência e 10,7 kgfm de torque, acoplado a um câmbio manual de cinco marchas. Já o 1.5 Dragon Ti-VCT entrega até 137 cv de potência e 16,2 kgfm de torque, ligado a um câmbio manual de cinco marchas ou a um automático de seis marchas.
Ford Ranger
Divulgação/Ford
Uma das picapes médias mais aclamadas do mercado nacional também conta com versões que trazem o sistema. Estamos falando da Ford Ranger em suas versões com motor 2.0 EcoBlue Diesel de quatro cilindros.
Esse motor, da família Panther, entrega 170 cv de potência e 41,3 kgfm de torque, acoplado a um câmbio manual ou automático de seis marchas.
Porém, a nova geração da Ranger, em versões com o mesmo motor 2.0, já recebeu uma atualização na Austrália, sua terra natal, passando a utilizar corrente metálica.
Peugeot 208
Divulgação/Peugeot
O motor 1.2 PureTech, presente em versões do Peugeot 208 entre 2016 e 2020, utiliza a correia dentada banhada a óleo, mas foi descontinuado com a chegada da nova geração, que trouxe os motores 1.0 Firefly e 1.6 THP, que utilizam corrente de comando e correia dentada convencional (seca), respectivamente.
O 1.2 PureTech de três cilindros entrega até 90 cv de potência e 12,9 kgfm de torque, sempre acoplado a um câmbio manual de cinco marchas.
Citroën C3
Divulgação/Ford
O C3 utilizava a mesma motorização 1.2 PureTech tricilíndrica do Peugeot 208, trazendo também, em seu sistema, a correia banhada a óleo. O conjunto também foi descontinuado pela Stellantis, passando a utilizar os motores 1.0 Firefly e 1.0 turbo com a chegada da nova geração.
Como o motor é o mesmo do Peugeot, seus números de potência e torque permanecem, sendo 90 cv e 12,9 kgfm, com câmbio manual de cinco marchas.
Ford Ecosport:
Divulgação/Ford
O Ford EcoSport, assim como o Ford Ka, também utilizou por um período o motor 1.5 Dragon, que empregava o sistema de correia banhada a óleo. Porém, com o encerramento da produção de veículos da marca em suas fábricas no Brasil, o modelo saiu de linha.
Seu motor 1.5 rende até 137 cv de potência e 16,2 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de seis marchas.
Por Pedro Rocha
Pedro Rocha é formado em Jornalismo, na Anhembi Morumbi, em São Paulo. É um amante de carros e contribuiu com Mobiauto durante 2024.
