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Carro híbrido: vantagem no consumo de combustível acaba com a estrada livre?

Híbridos leve, pleno ou plug-in são cada vez mais comuns e tem suas particularidades quando o assunto é consumo de combustível
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25.12.2025 às 09:20
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A conta do consumo de combustível do carro movido à gasolina ou etanol é mais fácil. Basta ver o gasto na cidade e na estrada e conferir se no final a conta fecha para o proprietário. Essa lógica permanece há anos, mas a chegada dos modelos híbridos não só mudou as referências como estreou novas.

A ideia de que um carro híbrido é mais econômico na cidade do que na estrada é a prova disso. É exatamente o inverso do que o carro a combustão faz. Afinal, no anda e para do ciclo urbano, o carro precisa fazer mais esforço, enquanto em velocidades constantes na estrada o propulsor a combustível é mais eficiente.

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Por outro lado, a combinação entre motor a combustão e elétrico parte do uso de duas fontes diferentes de energia. Juntas, a premissa básica é oferecer mais quilômetros rodados, com menor gasto energético, além de emitir menos poluentes. É aqui que muda tudo.

Híbrido leve

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

Os híbridos leves mais conhecidos atualmente são os do grupo Stellantis: Peugeot 2008 e 208 e Fiat Pulse e Fastback. O sistema elétrico é chamado de leve, pois possui 12V e pouco atua nas acelerações e retomadas, auxiliando o motor a combustão.

Basicamente, o motor de partida é substituído por uma pequena usina elétrica que dá aquela ajuda para o 1.0 turbo. A promessa é de menos poluentes e certa economia no consumo de combustível, mas a diferença em números é pequena.

Híbrido pleno

Diego Dias/Mobiauto

Diego Dias/Mobiauto

Aqui é onde o sistema elétrico deixa o papel de coadjuvante e passa a atuar mais como protagonista com o motor a combustão. Como exemplo, Toyota Corolla, Corolla Cross e o mais recente Yaris Cross, usam sistemas desse tipo.

Em velocidades mais baixas, é o motor elétrico que atua como propulsor das rodas. Nesse caso, o motor a combustão atua como fonte de energia para uma pequena bateria que envia a energia ao motor elétrico, a qual não necessita de recarga externa.

Híbrido plug-in

Reprodução/Mobiauto

Reprodução/Mobiauto

O gerenciamento de energia dos motores a combustão e elétrico também é necessário nos híbridos plug-in. Mas, aqui o sistema é mais robusto, com a bateria do propulsor elétrico maior, tanto que é necessário recarga externa (daí o sobrenome plug-in) para alimentar o conjunto. Aqui, o consumo de combustível nem sempre é tão vistoso, mas isso acontece porque o sistema é aplicado em veículos maiores e mais pesados.

Vantagem pode ser pesadelo?

O ditado popular de “tudo tem seu lado bom” no trânsito só faz sentido atualmente para os motoristas de carros híbridos. Calma, vou explicar. Pense no cenário caótico das grandes cidades, onde o tráfego mais travado dos congestionamentos é rotina.

Imagine o novo Toyota Yaris Cross híbrido flex, por exemplo, nessa situação. O consumo declarado pelo Inmetro para o SUV é de 17,9 km/l na cidade com gasolina e 13,2 km/l com etanol. Ainda com o trânsito pesado, o consumo de combustível não vai decepcionar porque é o conjunto elétrico que está atuando. E se ele não for acionado, ele não consome eletricidade.

Vinicius Moreira/Mobiauto

Vinicius Moreira/Mobiauto

Agora, pense no carro a combustão nessa situação. Motor ligado, consumo de combustível rolando, e nada de ajuda elétrica na hora de se movimentar. Queira ou não, nesse momento o combustível está sendo queimado e o veículo está poluindo mais combustível. Vantagem para os híbridos.

Mas isso se inverte na estrada. Afinal, com via livre os carros híbridos passam a ter menos atuação dos sistemas elétricos, principalmente os plenos e leves, e o propulsor a combustão entra mais vezes como tracionador das rodas.

Isso acontece porque nos dois sistemas híbridos apontados acima, as baterias têm baixa capacidade, o que permite menos atuação do motor elétrico, e a usina térmica se torna a principal em mais momentos justamente por causa do lastro de poder atuar mais, dado o tanque de combustível.

Vinicius Moreira/Mobiauto

Vinicius Moreira/Mobiauto

Nesses casos, o número mágico de consumo dos híbridos, se aproximando ou até passando a marca de 20 km/l, cai. E o resultado é bem mais próximo ao de um carro a combustão – às vezes até pior. Isso acontece porque o modelo passa a usar o motor a combustão com mais frequência, deixando de lado o elétrico.

Um outro fator determinante que pode prejudicar o consumo nesses casos é o peso adicional da bateria e dos demais itens que envolvem o conjunto híbrido.

Ou seja, comparado ao consumo de combustível de um veículo apenas térmico, na estrada, a vantagem de um híbrido é pequena. Vale a pena mesmo, quando o assunto é ser mais amigo do ambiente e, claro, poupar o bolso no dia a dia do trânsito caótico,

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Repórter

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Encontrou no jornalismo uma forma de aplicar o que mais gosta de fazer: aprender. Passou por Alesp, Band e IstoÉ, e hoje na Mobiauto escreve sobre carros, que é uma grande paixão. Como todo brasileiro, ainda dedica parte do tempo em samba e futebol.